O LEITOR ESCREVE
UEL esclarece
A respeito da carta da sra. Marcia Zamariano, publicada na edição de ontem, dia 4, a Universidade Estadual de Londrina esclarece: (a) a UEL, como é sabido, é uma instituição pública, sujeita à observância das leis federais e estaduais que regem a forma de matrícula e seu cancelamento; (b) no caso do filho da missivista, que ficou em lista de espera, não houve cancelamentos de matrículas, em tempo hábil, que possibilitassem a abertura de vagas para a convocação do candidato; (c) tendo recorrido à Justiça, como é de seu direito, o candidato teve denegado mandado de segurança em primeira instância, encontrando-se o processo atualmente no Tribunal de Justiça do Paraná, para julgamento do recurso interposto pelo interessado; (d) não constam nos registros da UEL casos em que esta não tenha recorrido - porque tem obrigação legal de recorrer, até à ultima instância, de decisões judiciais que lhe digam respeito; (e) a política que vem sendo seguida pela atual administração é a da recuperação e aumento de vagas, como a imprensa tem sempre noticiado, visando otimizar os recursos que lhe são colocados à disposição pelo governo, e oferecer mais oportunidades, de acordo com a legislação; (f) finalmente, a UEL coloca-se à disposição da missivista, ou de qualquer cidadão que se sinta prejudicado em seus direitos, como, aliás, já o fez com a sra. Márcia Zamariano e seus familiares, para esclarecer quaisquer questões administrativas ou acadêmicas.
- MÁRCIO JOSÉ DE ALMEIDA, reitor em exercício, Londrina
Servidores públicos
Sou funcionário público municipal em Londrina e vejo com muita preocupação a posição da nova secretária de Administração, Maria Elisa Paciornick que, ao assumir um cargo de tamanha importância, já se coloca previamente como ‘‘inimiga’’ do funcionário público. Vejamos as ‘‘célebres’’ frases da nova Secretária de Administração do Lerner: ‘‘Pretendo retomar a questão da ética no serviço público’’, o que soa como uma nítida acusação de que o funcionalismo público não tem ética; e continua a matéria: ‘‘Para a nova integrante da equipe de Lerner existem três tipos de maus servidores’’. Aí a Sra. Maria generaliza, pois em nenhum momento ela admite a existência de ‘‘bons servidores’’. E, num pronunciamento de cunho arbitrário, ameaça: ‘‘Vamos fazer um levantamento para saber se o governo do Paraná comporta esse tipo de funcionário’’.
Quando o mundo se volta para a valorização do ser humano, e as melhores empresas, para a humanização dos empregados, promovendo desenvolvimento e capacitação dos funcionários, uma declaração dessas, vinda de uma Secretária de Estado, só pode demonstrar um grande despreparo da ‘‘ilustre’’ secretária. Foi infeliz ela no seu discurso, foi infeliz o governador na sua escolha. Eu não queria estar na pele dos funcionários públicos estaduais.
- JOAQUIM DOMINGUES DE OLIVEIRA, Londrina
Horário do comércio
Causa surpresa, senão decepção, que a discussão sobre horário de funcionamento do comércio não envolva a quem mais interessa: o consumidor. O secretário da pasta diz que é um problema sindical; o presidente do sindicato dos empresários afirma que o problema é da prefeitura; por último, e sem convencer nem a si próprio, o presidente dos comerciários garante que a decisão é da categoria. Ou seja, ‘‘a categoria dos comerciários é quem decide o fluxo do dinheiro do comércio varejista de Londrina’’. E o consumidor não deve ser respeitado? Afinal, sem ele não haveria nem secretário, nem presidentes e muito menos ‘‘a categoria’’. Sejamos sensatos. Londrina é capital regional e atende a uma população estimada em l.500.000 pessoas. Em períodos de baixa temporada, esse contingente espetacular de consumidor deve ser prioridade e não tratado ‘‘como se fosse um chato que vem me aborrecer, ou depois das 18 horas, ou no sábado à tarde, ou, porque não, no domingo’’.
Tem-se a impressão, à distância, que Londrina dorme em berço esplêndido e que dinheiro não faz falta ‘‘não senhor’’. Pura teimosia da burocracia, da oligarquia e do corporativismo. Ouvir o consumidor local e regional é uma obrigação para decisões dessa natureza e desse porte. Pode-se adotar, ainda, um determinado período a título de projeto piloto, talvez seis meses, ao final do qual se fará uma avaliação dos resultados. Eis aqui uma contribuição de um londrinense apaixonado, mesmo morando a três mil quilômetros de distância.
- LUIZ CARLOS RODRIGUES, Porto Velho (RO)
Família
Muito se fala sobre o valor da família nos dias de hoje. Alguns até proclamam que o casamento já era, outros tratam o casamento como um comércio qualquer, porém nesta época de Natal todas estas afirmações vão por água abaixo. Todas as festas são programadas com o fito de reunir a família. Viagens aéreas esgotadas, ônibus superlotados, festas preparadas e alegria geral. Daí a verdade, que a família foi e continua sendo o núcleo principal de uma sociedade, aquela que promove e transforma os acontecimentos do mundo. O homem como ser inteligente carrega sua dose de pessimismo e de otimismo. O novo ano está começando e com ele muitas ilusões, muitas incertezas, muitas interrogações. Mas a verdade é uma só, nós somos os protagonistas da história. Lembremos um pedacinho da música do Pe. Zezinho: ‘‘Se as mães fossem Maria / Se o pai fosse José / E se a gente parecesse com Jesus de Nazar钒. Se não ficar apenas nos versos, mas nos esforçarmos para isso, podemos ter certeza que teremos muitos e muitos anos de alegria e sempre com família reunida. Tudo isto é o que desejamos a todos.
- WELLINGTON SAMPAIO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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