O LEITOR ESCREVE
Brasileiros no Paraguai
É sabido que num sistema onde imperam os privilégios daqueles que detêm o poder de influência e o econômico, os excluídos sofrem pelo desamparo e pela falta de sensibilidade das autoridades quando delas se necessita. A situação dos brasileiros no vizinho país é deprimente e causadora de indignação. Os brasileiros presos na Cidade do Leste, e os agricultores da região de Salto del Guairá, estão lançados à sorte do destino, sem que no entanto haja uma maior preocupação das autoridades, principalmente as diplomáticas brasileiras, em resolver o problema. No caso dos presos são violados os princípios mínimos e básicos de direito, dentre os quais o do devido processo legal, ou seja, para que uma pessoa permaneça presa é preciso que haja processo, com direito a ampla defesa, inclusive com a participação de advogado, com um julgamento e somente após eventual condenação é que a pessoa deve ficar presa.
Mas o que vem acontecendo com os brasileiros presos no Paraguai é que esta lógica não é observada. Temos 86 brasileiros presos somente em Cidade do Leste, sem processo regular. Existem pessoas presas há mais de sete anos, sem julgamento. Temos ainda presos que aguardam julgamento por pequenas irregularidades como falta de documentos. Há também menor preso com AIDS, sem tratamento condizente. Aquele que comete crime, se condenado deve cumprir a pena, muitas vezes em regime fechado, portanto na cadeia, mas o que não se pode aceitar são pessoas acusadas da prática de crimes eternamente esperando julgamento.
Há o temor, sempre presente, de um brasileiro atravessar a ponte da amizade, envolver-se em algum incidente, acabar preso e não tiver recursos, permanecer longo período na cadeia. Igualmente preocupante é a situação dos brasileiros que estão sendo expulsos violentamente de suas terras no Paraguai. Famílias há mais de 30 anos em solo paraguaio, vivendo da agropecuária de subsistência, e que têm que conviver com a selvageria, violência e a discriminação dos detentores do poder, não preocupados com salvaguardar os direitos mínimos daqueles humildes cidadãos.
As questões são complexas, pois estamos diante de problemas de contorno internacional, envolvendo a soberania de dois países, com culturas e idiomas diferentes e de sistema jurídico diferenciado, o que exige a participação de autoridades diplomáticas no caso, pois falece competência para atuação de advogados brasileiros. É preocupante ainda a dificuldade na obtenção de informações seguras do Consulado brasileiro, pois não se sabe ao certo quanto o governo brasileiro já gastou para resolver estes problemas, quem recebeu as importâncias e o que de concreto foi feito. O interesse maior na resolução da pendenga deve ser brasileiro e deveria o Mercosul servir para a consolidação da quebra de barreira entre os países signatários, sobretudo nas questões sociais.
- PAULO GOMES JÚNIOR, membro da Comissão Estadual de Direitos Humanos da OAB/PR
UEL
‘‘A UEL aaarraasou...’ e foi reprovada na avaliação de toda a minha família e amigos. Como podem querer fazer um ensino ainda melhor, por conta de um regulamento interno, onde alunos que nunca tiveram sua presença física comprovada por outros alunos e muito menos na pauta de chamada tem a sua vaga garantida? Por outro lado, outro aluno comprovando a existência dessas vagas fica fora de seu quadro? Fiquei indignada com a atitude dos diretores desta instituição no início do ano passado, pois meu filho demonstrou interesse nesta vaga, mas foi informado que esta será usada para transferência. Onde está a coerência e o senso de razão nesta instituição? Perdemos a causa em primeira instância. Recorremos e já fomos informados que a questão irá até as últimas consequências. Infelizmente outros casos já ocorreram e não houve por parte da UEL tal atitude. Contamos com o apoio da família e amigos que também se manifestaram indignados com a inflexibilidade para um acordo, pois em momento algum prejudicamos a UEL ou quem quer que seja. Somente com o amparo da justiça, meu filho poderá voltar a estudar. Esta luta pode demorar, pois a justiça dos homens tarda mas a de Deus nunca falha, e tenho certeza que ele estará ao nosso lado.
- MARCIA ZAMARIANO, comerciante, Londrina
São Silvestre
Todas as pessoas que gostam de esporte certamente assistiram, no último dia 31, a tradicional corrida de São Silvestre. E nós, londrinenses, ficamos especialmente contentes com o desempenho de Cleusa Irineu, que conseguiu um excelente 5º lugar, indo ao pódio e erguendo a bandeira nacional. Não contive as lágrimas ao ver uma atleta que treina em Londrina, tão bem representando o nosso país. Porém, fiquei triste com a falta de visão e atenção das autoridades londrinenses ao ver Cleusa agradecer à prefeitura de Cascavel pelo apoio. Será que Londrina com toda a sua grandeza não consegue manter atletas de ponta como ela?
Quando os nossos governantes e empresários vão acordar para o fato de que o esporte tira as crianças das ruas. O ano está em seu início, quem sabe com um pouco de boa vontade ao final dele, possamos vibrar com mais uma conquista do esporte por parte de um atleta que seja da casa e não precise agradecer ao vizinho por tê-lo acolhido.
- WILSON DUARTE, Londrina
Corte de árvores
Em 1992, quando a Avenida Madre Leônia Milito foi entregue à população, cuidamos que ela estivesse totalmente arborizada, sem falha alguma. Todas as árvores estavam pegas, e do mesmo porte, mostrando à comunidade que realmente tínhamos cuidado com a cidade. Infelizmente hoje não vemos a continuidade desse cuidado. Pelo contrário, o que se vê é que várias daquelas árvores já foram destruídas e, curiosamente, todas as que de certa forma ‘‘atrapalhavam’’ os outdoors colocados nos terrenos que margeiam a avenida. As árvores vêm sendo cortadas uma após outra e não percebemos nenhuma medida sendo tomada. Os que as cortam teriam autorização da Autarquia Municipal de Meio Ambiente? Não creio mas gostaria de saber. A avenida em questão é uma das mais importantes da cidade, com grande fluxo, recebendo também muitas pessoas de fora, portanto exige uma maior atenção.
- REGINALDO BARROS DE CAMARGO, Londrina
Boas Festas
Agradecemos e retribuímos os votos de Boas Festas enviados por Miriam Marcondes, Fernando Madureira e Roberto Kanashiro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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