O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Mesbla
Muito se fala hoje de que se deve ou não trabalhar fora dos horários comerciais convencionais, me proponho a discutir este assunto. Falando primeiramente de Curitiba, nada funcionava fora de horário normal até surgirem as grandes redes de supermercados, inaugurou-se o Extra da Rede Pão de Açúcar funcionando 24 horas, foi um verdadeiro auê, hoje tem o Big da rede Portuguesa Sonae, que aliás acabou de comprar toda a Rede Mercadorama, que já tinha alguns mercados trabalhando aos domingos (Bacacheri, Portão entre outros).
Outro monstro que acabou de chegar a Curitiba é o Wal-Mart com um supermercado da rede e uma sociedade de compras. O que é que o pessoal pensa? Ou nos adequamos ou a concorrência nos engole, este pensamento precisa ser estendido a Londrina, por que é que a Renault e outras tantas foram para Curitiba? Além das vantagens de proximidade a portos e aeroportos, mão-de-obra, centro consumidor e fornecedor de matérias-primas, tem uma ótima rede hoteleira, comércio, escolas de nível.
Até quando vamos conviver com atitudes totalmente defasadas? Sabemos que o mundo está globalizado, que empresas e todas as partes do mundo estão vindo para Londrina, mas as atitudes não condizem com atualidade? Temos empresas do século XXI e mentalidades do Século XIX. Está na hora de líderes sindicais acordarem e ver que o desemprego bate à porta de todos e é preciso tomar atitudes dignas da hora e do momento. Dizer que nosso empresário não tem competência para fazer uma escala de revezamento é negar que tantas outras atividades, como vigilância, limpeza, hospitais, postos de gasolina e outros tantos, já não o fazem legalmente.
É negar a competência dos próprios sindicatos e a força fiscalizatória do Ministério do Trabalho. É hora de sindicatos, Acil, Câmara de Vereadores, Prefeitura darem as mãos e ter uma atitude digna de uma cidade grande, implementar uma Lei para que se trabalhe no horário dos Shoppings, inclusive sábados, domingos e feriados. Dizer que temos comerciários que estudam, que tem que ter lazer, é uma atitude mesquinha, ontem foi a Skol, a C&A e a Renner, o Makro, hoje falam na Mesbla que na verdade é Mappin, um enorme Magazine de São Paulo, estaremos dando uma verdadeira aula de incompetência se não revertermos esta situação com a renegociação do aluguel do prédio e o aceno da extensão do horário do comércio. Ou se toma uma atitude ou se continua vivendo neste provincianismo besta sofrendo as consequências, quem viver verá!
- RENATO PIANOWSKI DE MORAES, professor universitário, Londrina
Limite do barulho
O Iate Clube de Londrina passou a ser bode expiatório da poluição sonora na cidade. Já tivemos reclamação até mesmo de pessoa cuja filha era promotora de evento, inclusive com participação financeira. Recentemente tivemos reclamações relacionadas a um evento que o Iate realiza há 26 anos e é orgulho da cidade e referência para a região. Manifestamos na ocasião o receio de que estivesse havendo boicote ao clube, tendo em vista interesses comerciais envolvidos na realização de outros eventos, como Festa de Natal e Réveillon.
O absurdo não pára aí. À zero hora e dez minutos de hoje (dia 30) recebi em minha residência telefonema de um cidadão que, covardemente, não se identificou, reclamando de barulho no Iate. Estranho, pois nesta hora nosso clube estava fechado. As pessoas às vezes esquecem que existem casas noturnas nas proximidades do nosso clube. Outros clubes da cidade também promovem festas que provocam barulho em suas sedes. Isto pode incomodar alguns, mas é preciso ser tolerante.
O Iate está tomando providências para resolver seus problemas de acústica, porém isto é muito difícil e demorado. A realização de eventos ao ar livre no local que é um dos principais cartões-postais da cidade, além de ser reivindicação do nosso público, é uma das principais formas de divulgação da nossa querida Londrina em toda a região. Esperamos, de coração, a compreensão de todos para que num futuro muito próximo o direito ao lazer dos participantes em nossos eventos seja reconhecido e aceito por toda a comunidade.
- MOACIR NORBERTO SGARIONI, comodoro do Iate Clube de Londrina
Alex Canziani
Cada dia que passa, principalmente nos últimos tempos, percebo quão determinado é o vice-prefeito de Londrina Alex Canziani. Eleito deputado federal, chamou a atenção do governador Jaime Lerner e agora será secretário de Estado.
Quem diria... o Meninão, que ninguém botava muita fé, agora galga entre os astros e vê o seu nome cada vez mais forte no cenário político paranaense. Não duvido que, um dia, ele chegue a ser governador, como ele mesmo insinuou em longa reportagem publicada na Folha, segunda-feira.
Canziani conquistou muitos benefícios para Londrina, sempre teve muitos amigos e conta com a bênção de toda a família - o que, sem dúvida, é um grande começo para quem aspira algo muito maior na vida. Londrina e o Norte do Paraná - acredito eu - devem ter muito orgulho dele.
- LUIZ KARIMATA, vereador, Ibiporã
Walmor Maccarini
Antes de mais nada, gostaria de lhe desejar um Ano Novo repleto de realizações. Estou lhe escrevendo para parabenizá-lo pelo artigo escrito em sua coluna, que faz críticas ao sr. Alex Canziani. Pactuo da mesma opinião, e acho que a matéria não poderia ser mais acertada. Deveria estar na primeira página para que tivesse mais abrangência. Parabéns!
- MARCELO TEBET, Londrina
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