O LEITOR ESCREVE
Política econômica
É realmente absurda a política econômica adotada pelo governo federal. É incompreensível e inaceitável pagarmos uma excessiva carga de tributos, principalmente na esfera federal, que já concentra a maioria da arrecadação, para que o dinheiro sirva aos anônimos senhores especuladores que adquirem títulos da dívida pública e são excepcionalmente bem remunerados com juros altíssimos, os quais destroem qualquer sonho de competitividade da economia nacional. Ora, qual será o verdadeiro objetivo da política monetarista? Tornar nosso país uma grande força mundial ou uma terra de ninguém, onde seremos apenas peões dos senhores especuladores e da grande empresa estrangeira que, na visão do governo, a qual é apoiada pela imprensa, é a única competente?
A reforma tributária pretendida pelo governo federal é tão odiosa quanto a sua política econômica, pois fere de morte os Estados e municípios, únicas esferas de poder que, de alguma forma, ainda aplicam na sociedade e para sociedade os recursos provenientes dos tributos de sua competência.
No entanto, para a idéia dominante atualmente, o modelo atual não está adequado, pois o que se pretende é fazer com que continuemos uma Nação colônia submetida à metrópole, enviando recursos que são arrecadados oficialmente pelo Poder Público federal, os quais deveriam ser aplicados em nossa comunidade, para pagamento de juros exorbitantes.
Portanto, fico feliz que algumas importantes vozes, como a do presidente da Fiesp (notícia ‘‘Fiesp faz ato contra governo’’, publicada ontem em Política), levantem-se contra tão odiosa manobra. Esperamos também que a formadora de opinião e verdadeira dona do poder, a imprensa nacional, não se alie ao objetivo dos especuladores e do governo, e cumpra seu importante papel que é mostrar ao povo o que está ocorrendo.
- SANDRO COUTO, Ponta Grossa
Cartórios
Sobre a ‘‘vitaliciedade’’ nos cartórios (notícia de ontem em Política): o regime de permuta de titulares dos cartórios, engendrado pelos próprios titulares ou famílias destes, que acabou culminando na lei que lhes conferia este direito, que contou com o sanção do governador Jaime Lerner é a amostra do quão cínica é a classe ora beneficiada. Com caráter escancaradamente inconstitucional, a referida lei vem somente para beneficiar aqueles que, por longa data, já vêm sugando aqueles que necessitam dos serviços dos cartórios. Em se acatando a despropositada lei sancionada pelo governador Jaime Lerner e, diga-se, encampada pelos próprios beneficiados, ficando claro o fisiologismo destes, estar-se-á colocando em todos aqueles que não pertençam à referida categoria, a carapuça de beócios, ignaros e idiotas.
O Sr. Jaime Lerner e o Sr. Aníbal Khury deveriam se envergonhar de deixar uma norma tão escabrosa vir ao ordenamento jurídico estadual. Deveriam respeitar os cidadãos, os eleitores e aqueles que se pautam pela ética, pelo decoro. Causou-me nojo ver que a ‘‘montagem’’ dos próprios cartórios teve sucesso. Minha consciência não pode anuir este tipo de conduta. Não, jamais. Desta forma, além de externar a minha opinião pessoal, conclamo os cidadãos para que lutemos contra o ‘‘monopólio’’ que foi restabelecido pela lei ora sancionada, sob pena de estarmos avalizando uma exploração que perdurará ainda por muito tempo.
- LUCIANO GODOI MARTINS, Londrina
Fé e caridade
A propósito da notícia ‘‘Movimento esquece de fé e caridade, diz bispo’’, publicada em Cidades no domingo: concordo integralmente com o bispo, ao lembrar que o movimento carismático se esquece do social. Não faz nenhum sentido um movimento religioso desvinculado da realidade que vive nosso povo. Como Cristo foi um revolucionário, que pregou a distribuição de renda e, de certa forma, a aversão à riqueza, todos aqueles que o seguem deviam, ao menos na época do Natal, lembrar-se do próximo, e que não adianta dar esmolas, mas sim criar condições para que, no futuro, o País tenha condições de crescer com dignidade e cidadania para todos.
- ÉMERSON J. DA SILVA REIS, Campo Largo
Cumprimento
Por iniciativa do vereador Roberto Kanashiro, vimos congratular a Folha de Londrina/Folha do Paraná pela conquista do Prêmio Destaque Tecnológico 1998 concedido pela Adetec, na categoria empresarial, pois essa empresa, com seus 50 anos, teve papel decisivo na história de Londrina e do Paraná e em muito contribuiu para o desenvolvimento tecnológico de nossa cidade e região.
- ADALBERTO PEREIRA DA SILVA e ROBERTO KANASHIRO, vereadores, Londrina
Agradecimentos
A Folha agradece e retribui os votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo recebidos de Bicbanco, Zancil Materiais de Construção, Viação Garcia, deputado estadual Beto Richa e família, Marco Veronesi (Programa Paraná Europa), Shopping Catuaí, Ubaldo de Siqueira, José Roberto Morel (delegado chefe de Polícia Federal em Londrina), Gustavo Mussinich (Econorte), prefeitura municipal de Faxinal, IBS/Duosoft Brasil, Faculdades Curitiba, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Antonio Marson Neto, Caterpillar, Rubens Brustolin (presidente da Federação do Comércio do Paraná e Sesc), Incubadora Industrial de Londrina, Suzuki, Flávio Vedoato (vereador em Londrina), ABS Serviços S/C, O Boticário, Diferencial Pesquisa, Coral Unicanto, Teorema Propaganda, Célio Montezuma Cruz e Ana Maria Mejia, Ricardo Basto da Costa Coelho, Viapar Rodovias Integradas do Paraná S/A, Fama Comunicações, MBK Global Marketing, Ideal Indústria e Comércio de Antenas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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