O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Menores de rua
Segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas), cerca de 48% dos meninos de rua do Brasil consomem diariamente algum tipo de entorpecente. Em Londrina, esta realidade não é diferente. Preocupado com esta situação, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente desencadeou junto ao Poder Público Municipal um processo para viabilização de um local para atendimento a crianças e adolescentes que necessitam de tratamento por uso de drogas. Considerando a já existência de um espaço físico no Conjunto Lindóia (o qual foi construído a partir de um convênio firmado entre Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fundo Estadual para a Infância e Adolescência e Instituto de Ação Social do Paraná e o Município de Londrina), a prefeitura, através da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde, Secretarias de Ação Social, Planejamento e Educação, entre outras áreas afins, solicitou à Escola Paulista de Medicina, instituição com vasta experiência na área de tratamento a dependentes químicos, uma proposta de consultoria que viabilizasse uma unidade de tratamento em Londrina.
Os técnicos da referida instituição estiveram em nosso município para conhecimento da realidade local e foi apresentada uma proposta de consultoria para o Poder Público Municipal. O CMDCA, em reunião ordinária do último dia 16, deliberou como prioridade o agendamento de uma audiência com o prefeito e entidades que trabalham com crianças e adolescentes, a fim de demonstrar a urgência quanto a implantação da Comunidade Terapêutica. Pesquisas demonstram que o uso de entorpecentes por meninos, principalmente aqueles que vivem nas ruas, não é apenas esporádico, é um comportamento presente no cotidiano dessas crianças gerando problemas orgânicos, psicológicos e sociais. Crianças e adolescentes devem ser protegidos através de políticas públicas eficazes que contemplem seus direitos definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
No dia 30 de novembro, Londrina foi cenário de um brutal assassinato, o do adolescente Paulo Henrique Gomes, que vivia nas ruas de nossa cidade, sendo vítima de dependência das drogas. A morte prematura deste menino confirma a compreensão deste Conselho da necessidade de mais um serviço de atenção à criança e ao adolescente. Que a implantação da Comunidade Terapêutica venha compor a rede de serviços que nos últimos anos vem sendo implantada em Londrina, não só para garantir o atendimento de crianças e adolescentes, mas com o firme objetivo de possibilitar a atenção integral à população infanto-juvenil.
- SANDRA M. P. DE FREITAS COELHO, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em Londrina
Trânsito
Quando circulamos pela Av. Dez de Dezembro ou sobre ela, pelos 4 ou 5 viadutos, certamente não nos lembramos que tudo aquilo foi construído há mais de 22 anos pelo então prefeito José Richa. Ainda hoje usufruimos dos benefícios daquela administração. Quando vivemos o caos no trânsito de Londrina, percebo a falta de investimento e planejamento para termos uma cidade moderna, ao contrário tivemos e temos uma administração politiqueira e oportunista.
Uma das soluções para o nosso trânsito são o alargamento de ruas como Goiás, Pará, Duque de Caxias, Bahia, Guaporé etc; a construção de trincheiras ou viadutos nos cruzamentos das avenidas Higienópolis com a JK, Castelo Branco com Maringá, Rio Branco com Leste Oeste, Dez de Dezembro com Santa Mônica e outros cruzamentos importantes. Isto sim é solução para nosso trânsito; o resto é perda de tempo e de dinheiro. Como sei que nesta administração as soluções estão engavetadas, sugiro um outra solução simples: sincronizar os sinaleiros já bastaria para melhorar um pouco o nosso trânsito.
- GEORGE FILLIS, médico veterinário, Londrina
Políticos
Revolta, indignação, são palavras amenas para expressar o que sentimos, com as notícias dos gastos da convocação extraordinária dos deputados do Paraná, e do aumento dos salários do presidente da República (49,6%) e dos deputados federais e senadores (59%), e por extensão aos deputados estaduais e vereadores. Servidores públicos há quatro anos ou mais estão sem aumentos. Bom seria se o Poder Legislativo também fosse privatizado. Para receber o seu salário, teriam que demonstrar, como todo cidadão, que o seu trabalho é exercido com eficiência, competência e dignidade. Chega de vê-los torrar o dinheiro saído do bolso do povo. O cupim vai aos poucos fazendo os maiores estragos, até que um dia a casa cai.
- GUMERCINDO P. DE MELLO FILHO, Londrina
Tubarão
Li ontem, na coluna Fala Torcedor, na Folha Esporte, uma mensagem pessimista e de mau gosto de uma pessoa que se diz Waldemar Casarin (será que o nome é verdadeiro?). Realmente não administrei bem o Londrina: haja vista aonde o clube chegou neste campeonato (o torcedor é tão inteligente, será que não analisou isto?). Com relação aos demais comentários, devo acrescentar: A) Elegi-me três vezes vereador, duas vezes presidente da Câmara, sem depender do futebol. B) O que tenho de sobra é amor pelo LEC, e o senhor, ingratidão pela cidade de Londrina e pelo clube. C) Já que o senhor vai torcer para o Gama, aproveite e mude para Brasília.
- CÉLIO GUERGOLETTO, vereador e dirigente do Londrina Esporte Clube
Correção
- Título-chamada na 1ª página de ontem sobre eleição no Tribunal de Justiça do Paraná contém inprecisão. Foram eleitos o presidente (Sidney Zappa), o vice-presidente (Silva Wolff) e o novo corregedor-geral (Osíris Fontoura).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina:[email protected]





