O leitor escreve
Rir de quê?
Acho que estou precisado de umas aulas de realidade. Aliás, é meio perigoso confessá-lo, que a gente abaixa a guarda e pode levar paulada. Mas o negócio é o seguinte: sempre entendi que dinheiro emprestado é pepino, seja como crédito ou como débito. Alguém crê que o credor vai pagar, mas na verdade, ou ele estava sem grana, ou então não o arriscou no negócio, correto? Logo, me creia, não acredito nisso, até me sinto muito honrado em tê-lo, mas sei que o uso, o perco e, se não o uso, cada vez o tenho mais. Só que tem umas exceções: se devo muito acabo tendo chance de dever mais, ou seja, se meu débito estica, vira crédito, numa curiosíssima aula de economia, já que se pago, fico sem crédito, se não pago, recebo crédito.
É bem assim esse negócio do FMI. Estamos com uma mão na frente, a outra atrás, vem a turma da matriz e abre um crédito para pagar o débito, mas entendi é que ficamos devendo ainda mais. Logo, pra que esse auê todo? Não temos nem mãos nem motivos para tanta alegria, já que nem podemos levantar uma delas, senão, já viu...
Já devíamos uns US$ 250 bilhões e logicamente, duríssimos, os moços deram uma pirueta financeira e ficamos devendo quase 300. Alguém pode me mostrar a graça disso? Claro, sempre tem uns maledicentes jurando que por trás correm mares de comissões, corretagens, porcentagem em cima de porcentagem, arranjos, ‘‘Caymans’’ e sigilinhos paradisíacos, que ninguém é de ferro. Afinal, alguém tem que pagar a pizza, né?
E agora essa de se elevar o teto do Tesouro pra... Não temos jeito, pelo jeito. De resto, nossos economistas oficiais me lembram algo do homem que entra no bar e pede uns R$ 5 de presunto; aí pega o pacotinho, pensa um pouco e resolve trocá-lo por azeitonas; pára, medita e troca, de novo, desta vez e definitivamente por latinhas de cerveja. Daí, cata o pacote e vai saindo tranquilo. O dono estrila: ‘‘Cadê o dinheiro? E ele, na boa, responde: ‘‘Ué, não lhe devo nada. Dinheiro pra quê? Afinal, troquei a cerveja pelas azeitonas’’. ‘‘Mas estas você não pagou’’. ‘‘Mas eu as troquei pelo presunto’’. ‘‘Mas o presunto você não pagou’’. ‘‘Sim, mas o presunto eu devolvi. Tá ali na geladeira ou será que por alguma remota, remotíssima hipótese o senhor estaria me chamando de pilantra? Pilantra eu sei quem é...
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, médico, Londrina
Memória
Escusado ressaltar que, tendo nascido e vivido em Londrina, sou um apaixonado pela história de nossa cidade. Acompanho com o mais vivo interesse os registros de fatos históricos, pois, parafraseando o ex-prefeito Antônio Sobrinho, uma cidade sem passado e sem história não tem futuro.
Na edição do Caderno C de aniversário de Londrina, dia 10 de dezembro, foi publicada uma foto em que aparece o professor doutor Carlos Costa Branco lendo o seu discurso de lançamento da pedra fundamental da sede, localizada na Praça 1º de Maio. Nesta reportagem afirma-se que o professor Costa Branco foi o primeiro presidente da entidade que gerou a Associação Médica de Londrina (AML) e que inicialmente foi denominada de Sociedade Médica de Londrina (SML).
A SML foi fundada em 1941, tendo como primeiro presidente o médico Adolfo Barbosa Góis. A diretoria era completada pelo médico Caio Moura Rangel (1º vice-presidente); pelo bioquímico Arnaldo Pereira Braga (1º secretário); pelo farmacêutico Orestes Medeiros Pullin (2º secretário); Abílio Soares (1º tesoureiro); Raul Tadeu (2º tesoureiro), Ludovico Vallada (bibliotecário), Justiniano Climado da Silva (orador). Estes dados foram colhidos junto a placa de bronze afixada no hall da Associação Médica de Londrina, Praça 1º de Maio.
- JOÃO FERNANDO GÓIS, médico, Londrina
Agradecimento
Vimos pela presente apresentar nossos agradecimentos à diretora regional da Folha de Londrina/Folha do Paraná em Curitiba, Regina Kracik Teixeira, pela sua inestimável participação como jurada no 7º Concurso Internacional de Presépios Natalinos. Temos ao longo desses anos conseguido cada vez mais artesãos que se esforçam para apresentar o melhor de seus trabalhos, e isso acontece pela seriedade do concurso, pela imparcialidade e capacidade de julgamento de nossos convidados. Renovando nossos agradecimentos, subscrevemo-nos. Atenciosamente.
- FANI LERNER, secretária de Estado da Criança e Assuntos da Família e ESTER PROVELLER, presidente da Uniart
Trânsito e rotatórias
Em Londrina estão sendo construídas rotatórias e mais rotatórias. Não tenho competência para elogiar e muito menos para criticar as obras do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), mas gostaria de alertar aos motoristas e as autoridades para o fato de que dificilmente um motorista indica com antecedência, mediante luz indicadora de direção do veículo, o início da mudança de direção ou de faixa de circulação ‘‘em rotatória’’. Isso prejudica a qualidade do trânsito, assim como a inconstância da velocidade e a falta de bom senso de alguns motoristas nos cruzamentos, onde por ‘‘instinto’’ eles buzinam, ao invés de um leve toque no freio, ou melhor, no bom senso.
- NELSON HIRAYAMA, Londrina
Gás de Pitanga (1)
Em moção aprovada nesta casa de leis, o Legislativo pitanguense vem aplaudir este conceituado órgão de divulgação Folha de Londrina/Folha do Paraná pelos destaques na publicação do gás natural descoberto pela Petrobrás em nossa região. Satisfeitos pelo espaço dado por este destacado jornal, subscrevemo-nos.
- ORLANDO WALECK, presidente da mesa diretora, Pitanga
Gás de Pitanga (2)
A Loja Maçônica Colunas do Centro-Oeste nº 101 de Pitanga, em seus trabalhos no dia 8 de dezembro do corrente decidiu por unanimidade, a moção de agradecimento pelos destaques que o jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná vem dando ao nosso município, no que diz respeito à luta e à divulgação do gás natural aqui descoberto. Gratificados pela atenção que este jornal tem dedicado ao município de Pitanga, subscrevemo-nos.
- JOÃO FLÁVIO RIBEIRO WOLFF, venerável mestre, Pitanga
Correção
- Na página 4 de ontem (Política), título correto na parte inferior é ‘‘Deputado carioca perde mandato por corrupção’’.
- Na página 6 de ontem (Geral), título correto na parte central é ‘‘Franca tem 160 corpos enterrados ilegalmente’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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