O leitor escreve
O leitor escreve
PAI
Gostaria de agradecer em nome de todas as crianças ao nosso prefeito de Londrina Antonio Belinati por mais uma obra concluída em nossa cidade, que é o Pronto Atendimento Infantil (PAI), que, com certeza, irá fazer bem a todos que lá precisarem ir, pois a saúde é a coisa mais preciosa em nossas vidas. Belinati, agradeço a Deus por você existir e ser essa pessoa maravilhosa que é.
- GIULYANA CRISTINA FERRER, 6 anos, estudante, Escola Municipal Cláudia Rizzi, Londrina
Convocação extra (1)
Quem puder, responda minhas perguntas: tem ligação o vultoso empréstimo conseguido pelo Paraná junto ao BNDES (diga-se para tapar buracos administrativos) com a convocação/desconvocação dos deputados para sessões extraordinárias? Será mera coincidência ou se caracteriza mais uma vez o perfil do senhor Aníbal Khury e gang?
- HELENA SAVASSA GONZALES, Londrina
Convocação extra (2)
Nos dias de hoje o Brasil vive momentos difíceis, expressados nos recentes pacotes fiscais dos governos FHC e Lerner. E, pasmem! No Paraná, a Assembléia Legislativa gastará R$ 648 mil com o desnecessário período extraordinário. Cada deputado estadual receberá R$ 6 mil pela convocação e mais R$ 6 mil pela desconvocação. Em recente decisão - dezembro de 98 - a Assembléia Legislativa ajustou a remuneração do governador, vice, secretários e deputados estaduais. Por outro lado, os 42 mil servidores estaduais do quadro geral do Estado continuam amargando um arrocho salarial de três anos e quatro meses (mais de 1.200 dias). E, justamente, os servidores públicos que recebem as piores remunerações - média de R$ 270,00.
No plano federal, os presidentes dos Três Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - fixaram em R$ 12.720,00 o novo teto salarial do servidor público para vigorar a partir de fevereiro. Com isso, os deputados federais e senadores passam a ter um aumento de salário de quase 60%, com repercussões diretas nos níveis estadual e municipal (Assembléias, Prefeituras e Câmaras).
Enquanto isso, nestes tempos de vacas magras, o que se sê são falências de pequenas, médias e grandes empresas, êxodo rural pela descapitalização do produtor rural, empobrecimento das cidades, demissões diárias e em grande escala, férias coletivas forçadas, aumento da exclusão social, os governos elevando os impostos do contribuinte de sempre, e outras mazelas mais.
Estes membros das elites brasileiras sequer cogitam fazer um sacrifício com seus altos salários, discutir a elevação salarial dos servidores públicos, cuja maioria é mal remunerada e amarga arrocho salarial, e tampouco buscar a elevação do salário mínimo nacional, hoje fixado em R$ 130,00. Será que a classe política sabe disso? Diante desta crua realidade desse nosso Brasil Real, como fica e o que deve fazer o povão? Para os brasileiros justos e dignos, Boas-Festas e Feliz Ano Novo!
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, servidor público estadual, Curitiba
Convocação extra (3)
Presidente e congressistas: gostaria de parabenizá-los pelo aumento salarial que vossas excelências obterão em fevereiro de 1999! Realmente já está começando (conforme o presidente Fernando Henrique se pronunciou em rede nacional de TV) a contenção de gastos. E aos meus irmãos brasileiros, felicidades por terem colocado seus votos nas urnas em 98! Agora brindem à recessão e ao desemprego com água (se quiserem), porque eles vão brindar com champagne francesa. Feliz Natal!
- MARIA REGINA M. REYES, Londrina
Sociedade ofendida
Milhões de trabalhadores brasileiros estão lutando para conseguir mínimos reajustes salariais. Sofrem no dia-a-dia os efeitos da recessão. Operários, professores, jornalistas, trabalhadores rurais, servidores, bancários, aposentados e outros inúmeros cidadãos encaram uma difícil missão cotidiana: equilibrar o orçamento doméstico.
A população trabalhadora briga para manter conquistas e direitos históricos. O povo brasileiro convive com o terrível fantasma do desemprego e enfrenta a intransigência patronal.
Dentro desse panorama, é com pesar e espanto que assistimos a dois espetáculos lamentáveis na vida pública: os aumentos salariais de 49,6% para o presidente da República e de 59% para deputados federais e senadores; e os gastos de R$ 648 mil com as convocações (e desconvocações!) extraordinárias da Assembléia Legislativa do Paraná.
Esses aumentos abusivos e pagamentos extras - que beneficiam uma elite - não podem ser tolerados no atual quadro econômico do País. Sobretudo quando se destinam a figuras que, na teoria, defendem a austeridade na gestão dos gastos públicos.
O Sindicato dos Jornalistas de Londrina repudia os aumentos de parlamentares e do presidente e o pagamento das sessões extraordinárias. Não entramos no mérito jurídico da questão; ressaltamos a imoralidade das medidas. São decisões imorais, injustas, ofensivas, inoportunas. Em nada contribuem para o fortalecimento da democracia.
- CARINA PACCOLA, presidente
O Brasil não é sério
Estamos em plena recessão. Pequenas empresas em dificuldades, as de médio e grande porte sendo vendidas para multinacionais, desemprego aumentando, corte de gastos na saúde e na educação, que são a engrenagem para o desenvolvimento sustentado de toda nação que quer tornar-se grande. Mas os senhores deputados e senadores estão cogitando da idéia de aumentar em 50% ou mais seus próprios salários. Isso é no mínimo uma insensatez. Agora não é hora de brincadeira.
O governo criou a CPMF, imposto que deveria ir para a saúde para melhorá-la, e não foi isso que notamos; e agora surge mais uma cascata em forma de imposto de combustíveis. Por que no mundo todo o preço da gasolina está baixando e só aqui no Brasil aumenta? O salário do funcionalismo há quatro anos não é aumentado, mas se um dia acontecer, certamente não será nas mesmas proporções.
Que país é este, que Nação é esta que passa responsabilidade a pessoas que estão de costas viradas para quem as elegeu? O Brasil não é um país sério. O que estamos pedindo é no mínimo engajamento dos políticos com as causas sociais, para que possamos construir um país melhor.
- CLAUDECI DE SOUZA, Londrina
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