O LEITOR ESCREVE
Horário do comércio
A liberação do horário comercial tem sido nossa bandeira desde 1987, quando presidimos a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina). Porém, nossa tese tem encontrado forte resistência do Sindicato dos Empregados, embora esse mesmo sindicato tenha, ultimamente, facilitado alguns acordos nesse sentido. Mas o que necessitamos é uma lei que, em outras cidades do porte de Londrina e muitas até menores e menos expressivas, já existe. O assunto tem sido amplamente discutido, e o que nos parece mais lógico seria a liberação do horário para que cada segmento estabeleça o horário que lhe pareça mais adequado, sem que isso seja imposto a todos, mas, ao contrário, cada um poderá, se for de seu interesse, independente de seu segmento, estabelecer horário próprio. O horário do nosso comércio não corresponde aos interesses de uma cidade como Londrina. Uma das razões que estão levando a Mesbla a encerrar atividade aqui é a rigidez do horário comercial.
De comum acordo entre os sindicatos, convenções coletivas estabelecem regras básicas que regem, por um ano, os direitos e obrigações entre empregados e empregadores. Essa convenção não impede, porém, aditivos que alterem o inicialmente convencionado, cujo acordo se faz legalmente, entre os sindicatos. Dia 7 de dezembro fomos surpreendidos com o anúncio de que o Catuaí funcionaria normalmente dia 8, sem que tivéssemos celebrado aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho, de maio deste ano.
Fomos procurados pelos diretores da Associação dos Lojistas do Catuaí, entre eles o Sr. George Hiraiwa, atual vice-presidente da Associação Comercial, para negociar aditivo à convenção que permitisse, segundo interesse deles, o seguinte: 1) Abertura do Catuaí, dia 8 de dezembro; 2) Abertura também aos sábados, 26 de dezembro e 2 de janeiro; e 3) Que as horas extras fossem compensadas através do banco de horas. A eles informamos, por ofício e posteriormente por telefone, que o Sindicato só concordaria em fazer um aditivo idêntico ao celebrado com o comércio tradicional, que foi o seguinte: Trabalho dia 8 de dezembro, das 8 às 22 horas; compensando, não haverá atividade comercial nos sábados 26 de dezembro e 2 de janeiro. 3) As horas extras serão pagas normalmente e de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho firmada em maio.
Sendo este Sindicato, de fato e de direito, representante do comércio varejista, que inclui as lojas do Catuaí, estranhamos a conduta dos diretores da Associação, que não podem nem devem assumir a representação sindical. Por último, esperamos que não trabalhem nos sábados mencionados. Se o fizerem estarão desrespeitando a Constituição Federal em seu artigo 8º; a Consolidação das Leis do Trabalho, em seu artigo 513 e parágrafos e o sindicato patronal, por extensão. Assim, para que não pairem dúvidas quanto à conduta deste Sindicato, em momento algum nos prestamos a usar dois pesos e duas medidas. Às autoridades competentes cabe garantir direitos iguais para todos os envolvidos.
- IGARASSU LANDUCCI LOUZADA, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região - SINCOVAL
Políticos
Fico indignada quando vejo um político demagogo (como Rafael Greca, eleito deputado federal) dizendo que vai acabar com a exploração de crianças e pessoas doentes que aparecem em reportagens de televisão. Porque ao invés de fazer isso eles não procuram criar instituições beneficentes que auxiliem essas pessoas? Muitos indivíduos vivem precariamente ou são tratados como monstros por possuírem doenças em estado muito avançado pois procuraram tratamento em hospitais e clínicas mas não foram atendidas.
Concordo em parte com Greca pois também acho que os programas exploram a imagem do cidadão na procura do aumento de pontos na audiência, mas eles, no entanto, resolvem os problemas pagando o tratamento adequado. Percebo o tipo de político que é Rafael Greca, sendo a favor do pedágio, que é uma exploração! É realmente inviável a cobrança de uma taxa na ida e na volta de rodovias que não possuem pista dupla, tendo apenas faixas de segurança pintadas recentemente e auxílio de socorro com guinchos e ambulâncias. Políticos como ele devem estar imaginando qual será o próximo imposto a ser cobrado, pois se já pagamos IPVA, que é para reparos de ruas e estradas, é injusta a cobrança desse pedágio.
- LISETE GAIDARJI DE MORAES, corretora de seguros, Londrina
Cartórios
Faz apenas um ano e dez meses que saí do Paraná e parece-me que se passou um século de retrocesso institucional ao tomar conhecimento que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia aprovou projeto tão absurdo sobre a ‘‘propriedade hereditária’’ dos cartórios (notícia ‘‘CCJ aprova cartório de pai para filho’’, publicada ontem). Já havia me sentido em plena Idade Média quando tive de pagar os pedágios nas rodovias paranaenses. Qual será a próxima cartada dos aristocratas paranaenses? Dividir o Estado em capitanias hereditárias? Ou criar títulos como os de conde ou duque? Tais posturas políticas me fazem lembrar do título de um dos livros de Tarso Genro: Na contramão da Pré-História! Os paranaenses que se cuidem, pois daqui a alguns anos vão ter que reivindicar uma ‘‘Bill of Writes’’, visto que Constituição ou estado democrático de direito é muito para uma cultura política dominante tão atrasada.
- ADRIANO DE BORTOLI, advogado, Florianópolis (SC)
Correção
- Edição especial dos 64 anos de Londrina, que circulou ontem, na página B7, contém incorreção: João Batista da Silva é vice-presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Transporte Rodoviário de Londrina; a legenda da foto correspondente foi trocada com a de Manoel Teodoro da Silva, vice-presidente do Sindicado dos Empregados no Comércio de Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup