O leitor escreve
Professores na política
Segundo o grande pregador Bruce Barton, ‘‘nada de esplêndido jamais foi realizado, exceto por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior às circunstâncias’’. No recente pleito político os professores não apoiaram candidatos da sua categoria. É lamentável. Em sala de aula ensina-se que a ausência de liberdade democrática, disfarçada por eleições manipuladas, serve para construir no povo o apoliticismo, deixando-o desinteressado em participar do processo de decisões políticas e, por outro lado, difunde e incentiva o carreirismo político inescrupuloso.
Por que não apoiaram o candidato da categoria? A união de todos poderia eleger um professor íntegro, respeitável e descompromissado com os grupos econômicos. A impressão que fica é a de que não há mais idealismo, garra, luta no meio educacional. É inadmissível uma classe dos professores fechada, desunida. Se todos se unirem teremos uma categoria aberta, reorganizando seus caminhos em forma sistemática os objetivos serão alcançados na melhoria do ensino e valorização profissional.
Os professores não sabem o poder que têm. Se quiserem poderão evitar que o povo viva como idiota manipulado pelas circunstâncias e pelas pessoas que os cercam. Recentemente o abuso do poder econômico foi gritante nas eleições, prevalecendo a mesmice. Os marqueteiros e políticos profissionais manipularam descaradamente e os ‘milagres’ aconteceram dando ‘vida’ até em objetos inanimados.
Se os educadores se derem as mãos e acreditarem que as coisas podem mudar e se esforçarem para mudá-las, sendo uma fonte de mudança, as decisões moldarão novos caminhos de esperança e paz. As gerações futuras poderão vangloriar-se e usufruir de uma educação transformadora fora da opressão da classe dominante.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor de História em Londrina
Engenharia Civil
Os formandos do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina ano de 1998 gostariam de destacar o resultado conseguido no Exame Nacional de Cursos aplicado pelo MEC, o Provão 98. Os quesitos considerados na avaliação foram ‘‘conceito do provão’’, ‘‘titulação’’ e ‘‘jornada dos docentes’’, e todos eles, pela primeira vez, alcançaram classificação ‘‘A’’ . Além disso, o curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina obteve a melhor posição entre as demais universidades do Paraná, situando-se, portanto, em primeiro lugar.
Gostaríamos que esse mesmo fato fosse publicado com maior destaque na Folha, como forma de demonstrar o progresso que o curso vem conseguindo. Esse respeito por nós reivindicado surge da extensa reportagem que anunciava a classificação ‘‘D’’ entre os alunos desse mesmo curso e universidade no ano de 1996, e da matéria ressaltava a obtenção da ‘‘A’’ pelos alunos do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá. Sobre o progresso que o curso de Engenharia Civil vem conseguindo faz-se necessário salientar o esforço despendido tanto pelos professores como pelos alunos do curso em reverter a situação.
- GUILERME LUÍS MENEGASSI LEONI e VINICIUS BRONDANI BASSAN, Londrina
Pedágio
Como é de conhecimento geral, boa parte das estradas do Paraná estão pedagiadas. Também é sabido que a rodovia que liga a divisa com São Paulo (passando por Cambará) a Londrina faz parte de tal malha viária. Creio também ser conhecimento geral a falta de entendimento do senhor Prefeito de Cambará com a concessionária da referida rodovia. Assunto que não interessa aos usuários da rodovia BR-369. Interessa sim aos usuários a manutenção correta do trecho pedagiado. Já não se vê o trabalho de conservação que era feito inicialmente. Não existe nas entradas de Cambará indicação alguma, como acontece nas entradas das outras cidades da rodovia (duas colunas, uma de cada lado da estrada, com o nome da cidade). Naturalmente é retaliação da concessionária contra o prefeito de Cambará, mas que atinge sua população e dificulta as pessoas em trânsito pela região, que não têm nada a ver com as pendências Prefeito x Concessionária.
- JOÃO BAPTISTA RIBEIRO MACHADO, serventuário da Justiça, Cambará
Londrina
Pequena Londres / Cidade menina / Cidade revelação. /Do turismo de eventos / aos encontros no Calçadão / Pioneira em celulares / Com muita badalação. / Terra da Exposição / Mercosul e festivais / Caminhadas no Zerão / Museu Padre Carlos Weiss / Movimentos ecológicos / Proteção aos animais / Casa do Papai Noel / Cidade Luz nos natais. / Sob o sol que nos aquece / O sol que nos engrandece / A beleza se enaltece / O trabalho enobrece. / Cidade da Universidade / Morada do ano dois mil / Coração Sul do Brasil.
- MARIA IVANIL C. MARTINS, de Londrina
Correção
- No artigo ‘‘Fé e razão’’ do reverendo Antonio de Godoy Sobrinho, publicado dia 6, houve alguns erros de digitação: No primeiro parágrafo, onde se lê ‘‘Fidelis et Ratio’’, leia-se ‘‘Fides et Ratio’’. No segundo parágrafo, onde se lê ‘‘reflexo moral’’, leia-se ‘‘reflexão moral’’. No mesmo parágrafo, onde se lê ‘‘quando a relevância’’, leia-se ‘‘quanto a relevância’’. No quinto parágrafo, onde se lê ‘‘ao alienável horizonte’’, leia-se ‘‘ao inalienável horizonte’’. No oitavo parágrafo, onde se lê ‘‘historicamente apontado’’, leia-se ‘‘historicamente apontando’’. E no nono parágrafo, onde se lê ‘‘destas condições’’, leia-se ‘‘destas considerações’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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