O LEITOR ESCREVE
Pinochet
Cada povo tem o governo que merece. Por isso, falar mal, ou brigar com meus irmãos, falo eu, ou brigo eu. Não se tem notícias de que a ditadura chilena estendeu seus braços a outros países, isto é, foi além-fronteiras. Querer a Justiça espanhola julgar o ditador por crimes cometidos contra cidadãos espanhóis em território chileno é sobretudo uma afronta ao direito internacional. Dar um enfoque novo a crimes cometidos por ditadores considerando-os como crimes contra a humanidade até aceitamos, porém, razão não assiste à Justiça espanhola querer julgar alguém que cometeu delitos em outro país, muito embora contra cidadãos espanhóis. O Chile não foi buscar cidadãos espanhóis, ou mesmo alguns afetos brasilenhos, e trazer até seu território; foram eles que por razões outras foram até o território chileno. As regras naquele momento no Chile eram ditadas pelo seu comandante. Pela força ou pela razão o povo chileno as aceitava. E, pela observação, existe uma parcela considerável da população chilena que aprovou o domínio de Pinochet.
Não estou a defender qualquer tipo de ditadura. Até que limitar o livre trânsito de ditadores pelo mundo é aceitável, como quer a Corte inglesa, quando vem considerar os tipos de crimes cometidos por ditadores como sendo contra a humanidade. Esquecem os britânicos os desmandos cometidos contra os negros na África do Sul, sem falar na distante Ilha das Malvinas. Nós cidadãos de terceiro mundo, sempre ficamos calados quando ditos ‘‘donos do mundo’’ se levantam contra nossas atitudes, muitas vezes incentivadas por eles mesmos, no sentindo de manterem os seus domínios e venderem os seus produtos ou marcas. Impedir o livre trânsito desses ditadores é aceitável; agora, o julgamento deles cabe somente ao seu povo, à sua gente, e não aos ditadores do mundo.
- ROSEVALDO SOARES PETRECHEN, advogado, Curitiba
Demissões
Ao deparar com a notícia de demissão na Dixie Toga, pude enxergar o quão próxima de nós encontra-se a crise que abate o País. Londrina não é exceção. É evidente e insustentável a dificuldade de aproveitamento de mão-de-obra ociosa gerada pela frustração nas expectativas de venda. E a Dixie não está só neste barco. A maneira como os fatos são colocados, no entanto, quase sempre leva o cidadão comum a pensar que a indústria é o bandido da história. Não é assim. Ninguém demite por simples gosto. Tentam nos fazer pensar que essa crise é mundial. Há, de fato, uma crise atingindo todo o mundo neste exato momento. Mas não é esta crise. A crise que estamos vivendo é verde-amarela. É autenticamente nossa.
Há países que ao se inserirem no processo de globalização não escancararam suas portas em detrimento de sua própria indústria. Permitem, sim, a entrada de produtos que não comprometem a sua indústria nacional e sua mão-de-obra. São criteriosos e protecionistas de acordo com sua conveniência. Todos os últimos governos brasileiros foram inconsequentes. Adotaram medidas e ficaram observando quais seriam os efeitos. A culpada não é a Dixie Toga e nenhuma outra empresa que esteja em processo demissionário. Na verdade, a empresa é vítima. É a grande vítima previamente condenada.
- RAID BUCHALLA JUNIOR, Londrina
Santos Dumont
No ‘‘Espaço Aberto’’ do dia 23 de outubro encontramos o artigo ‘‘O herói Santos Dumont’’, de Alceu Serpa Ferraz, cujo teor foi muito bem explorado e demonstra que o escritor tem largo conhecimento sobre aquele que todos os brasileiros deveriam cultuar com todo carinho. Dentro do artigo ficou clara ‘‘a carência de indentidade’’ observada não só entre os meios de comunicação mas entre nós, brasileiros de um modo geral. Falta um pouquinho mais de orgulho pelos feitos relevantes de nossos vultos. O Brasil tem muita coisa a ser cultuada, muitos brasileiros importantes que não podem ser esquecidos como Aleijadinho, Vital Brasil, Piedade Coutinho, Jorge Amado e muitos outros nomes.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Provão
A respeito da notícia ‘‘UEL fica à frente de universidades do Sul’’ publicada ontem, quero dar os parabéns ao corpo docente da Universidade Estadual de Londrina, pois isto demonstra, que mesmo com dificuldades a universidade pode ter profissionais de qualidade, e formando jovens com eficiência e responsabilidade.
- MURILO ZANELLO MILLÉO, Curitiba
Cumprimentos
Parabéns aos editores de Esporte desse tão conceituado meio de comunicação, pela reportagem que antecedeu o jogo Londrina x Gama/DF. Os senhores demonstraram total imparcialidade, publicaram o que realmente é verdade e demonstraram um alto grau de profissionalismo. É com grandes profissionais que se faz um grande jornal.
- WALDIR MOREIRA E SILVA, Gama (DF)
Correção
- O relator do Projeto Paranaprevidência é o deputado estadual Eduardo Trevisan (PFL), como está na primeira notícia sobre o assunto, publicada na edição de ontem. O deputado federal Ricardo Barros (PPB) não tem envolvimento com o projeto, ao contrário do que consta na segunda parte do mesmo material. O desconto previsto para os servidores com salários de até R$ 1,2 mil será de 11%, ao invés de 10%.
Na reportagem ‘‘Doentes mentais podem ter casas-lares’’, publicada ontem, a Secretaria de Estado da Saúde contesta o número de doentes mentais abandonados em hospitais. Segundo a Secretaria, o número de 38 mil pessoas corresponde ao total de internamentos em 1997.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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