O leitor escreve
Folha 50 anos
Minhas primeiras imagens da Folha de Londrina mostravam que um jornal ‘‘estrangeiro’’ chegara a Maringá, cidade onde Néo Alves Martins, Mario Clappier Urbinatti, Alceu Hauare, Hermann de Moraes Barros ainda eram imagens vivas. Lugar onde Ivens Lagoano Pacheco, gauchão de Bagé, lutava para implantar o seu ‘‘O Jornal’’. A Folha chegava todos os dias. Demorava, quando a subida do ‘‘Barro Preto’’ entre Jandaia do Sul e Mandaguari deixava caminhões, automóveis, jipes e ônibus parados. Maringá se isolava, o que fazia a festa dos pilotos de táxi aéreo. Na adolescência, fui lendo a Folha onde sempre aparecia a foto de um tal de João Milanez, que acabei descobrindo ser o fundador. Mais tarde, fui cursar Agronomia em Bandeirantes e lá estava a Folha de Londrina. Acostumei-me a ver pelas estradas os ‘‘fuscas envenenados’’ do jornal voando baixo, ao que me parecia dirigidos por pilotos de outra galáxia.
De aluno, passei a professor na Faculdade e a seu Diretor. Com o tempo percebi que o jornal melhorava sua qualidade gráfica, era melhor impresso. Um dia apareceu em ‘‘off-set’’, não mais aqueles tipos de chumbo. De Bandeirantes, vim para a Café do Paraná, no Governo Richa; mais tarde para a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento dos governos Álvaro Dias e Roberto Requião. Nunca parei de ler a Folha de Londrina.
Hoje, eleito senador pelo Paraná, vendo o clima festivo das comemorações do 50º aniversário do jornal, anotei duas coisas: em primeiro lugar, a Folha é mais velha do que eu quatro anos; segundo, desde que li a Folha pela primeira vez ela jamais perdeu o seu poder de ser voraz. A verdade, esférica e flutuante, foi o rumo que trouxe o jornal até aqui. Nascendo e crescendo numa região tão fácil de ‘‘vender’’ espaços, filosofias, linha editorial, critérios éticos, carta de princípios, a Folha nunca de afastou da linearidade da decência e da verdade.
Tangenciando, por dever de atividade, o mundo político, inclusive acompanhando a trajetória de meu irmão Álvaro, que começou como vereador em Londrina, e com meus 11 anos de Café do Paraná e Secretaria da Agricultura, jamais entreli na Folha de Londrina uma frase, um tópico, uma nota ou artigo que não fosse voltado para a veracidade dos fatos acontecentes, para uma crítica justa ou uma abordagem frontal de problemas públicos e políticos. O jornal ‘‘pé vermelho’’ deixou de ser de Londrina e, hoje, é uma referência paranaense na Imprensa nacional.
- OSMAR DIAS, senador pelo PSDB/PR
Banestado
Como costumam agir os políticos em época de campanha eleitoral, o governador Jaime Lerner fez diversas promessas quando percorreu a região de Cornélio Procópio em busca de votos para sua reeleição. Lerner nem assumiu o segundo mandato e já podemos notar que algumas delas não devem ser cumpridas. Indagado pelos líderes da comunidade se a privatização do Banestado resultaria no fechamento de mais de 130 agências pioneiras em todo o Estado, incluindo as de nossa região, o governador disse que a população poderia ficar tranquila quanto a isso. Dias atrás li nos jornais que o Banco Central determinou a desativação de 15 agências até 31 de dezembro e outras 40 até o final de abril do próximo ano.
Frente a esta informação, dada pela própria diretoria do Banestado, eu me pergunto: será que as agências de nossa região serão mesmo preservadas, como prometeu o governador Jaime Lerner? Pergunto também como ficarão os funcionários. Pelo que sei, para preparar a privatização o banco deve demitir cerca de 1.500 bancários. Será que este programa de demissão maciça não vai atingir quem trabalha nas agências do Banestado do Norte Pioneiro? Acredito que, como bom político que é, Jaime Lerner fez promessas falsas ou, na melhor das hipóteses, os bancários do Banestado da região de Cornélio Procópio serão privilegiados por um capricho especial do governador.
- IVONE SILVA ANTUNES, presidente do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio e Região
Trânsito
O IPPUL vem seguidamente elaborando projetos para a melhoria do trânsito de Londrina. Alguns deles sabidamente implicam em gastos altos para o município, como as lombadas eletrônicas. O fato é que existem medidas para facilitar a fluência do trânsito, principalmente no centro da cidade, que são extremamente econômicas, que não são tomadas. Porque os semáforos não são sincronizados de modo a facilitar o tráfego? Principalmente na Rua Pará, a situação se torna caótica, pois a cada cruzamento sinalizado é preciso cessar a marcha do veículo por conta do sinal vermelho. No deslocamento por esta via é muito difícil conseguir atravessar por dois semáforos com sinal verde; o comum é pegar todos eles fechados, o que torna cada dia mais difícil e demorado o tráfego na região central da cidade.
- RAQUEL CRISTINA NEVES, Londrina
APAE
A APAE - Associação de Pais e Amigos do Excepcionais de Londrina, atende hoje 234 alunos portadores de deficiência mental. Diante do impasse ocorrido em função do atraso de repasse de verbas pelo Poder Público a esta instituição, vimos através deste agradecer o apoio e o envolvimento que nos dispensaram no decorrer até o término e solução desta situação. Este órgão de imprensa prestou grande benefício à sociedade londrinense, principalmente à pessoa portadora de deficiência mental cumprindo então, sua função social.
- JOSÉ CARLOS DOS REIS, presidente, Curitiba
Tubarão
Parabéns ao LEC. Está na hora de a cidade se unir e ajudar o Tubarão a conquistar uma vaga na divisão de elite do futebol brasileiro. Vamos marcar presença nos jogos.
- LAUDELINO SILVA, Londrina
Correção
- A coluna ‘Cinema’, publicada na página 5 da FOLHA2, edição de ontem, traz um erro: a foto do ator Robert Downey Jr., do filme ‘Por uma Noite Apenas’, foi identificada como sendo do ator Robert De Niro, protagonista principal do lançamento ‘Ronin’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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