O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Folha 50 anos (1)
Apresentamos nossas congratulações pela passagem do cinquentenário deste prestigioso órgão da imprensa paranaense, almejando votos de muito sucesso de uma instituição que também comemora seus 50 anos de fundação, a Bolsa de Valores do Paraná.
- ABILIO PEIXOTO NETO, presidente do Conselho de Administração
Folha 50 anos (2)
É com muita satisfação que nós, do Projeto Plantão Sorriso, queremos manifestar publicamente nossas felicitações à Folha de Londrina/Folha do Paraná, pelos seus 50 anos de existência. Cinquenta anos é a idade da maturidade, e é assim que a Folha desempenha seu papel na história de Londrina: de forma séria, madura e responsável. Nos três anos de atividades do Plantão Sorriso, a Folha de Londrina esteve presente em todos os momentos decisivos, sempre apoiando e divulgando, o êxito de nossas atividades... Vida longa à Folha de Londrina!
- LUCIANA BAZZO BERTONCINI, coordenadora, Londrina
Vaga-lumes existem
Quando eu soube que mudaria para Londrina - saindo de Porto Alegre - obtive informações as mais salutares e otimistas possíveis. Minha irmã Aluena falou: Que legal! Londrina é uma cidade do novo milênio (por ouvir falar de uma cidade nascendo próspera e cheia de vida). Já minha vozinha Carmen falou de pronto: Quem vai ao norte encontra sorte!. Tudo selou com a visão de uma pomba-rola cinza. Então eu vim cheia de bons augúrios. Quando cheguei, vários sentimentos me tocaram. Como se eu me visse ao nascer de uma nova vida, chegar junto com o começo de tudo, ao florescer, ao início de algo que se chama vida. O cheiro de terra forte, cheia de energia, que me convidou a ficar de pés descalços e tocá-la como se necessitasse dela.
Porém as raízes e as saudades de minha terra (sem aceitar e premissa de ser bairrista, o gaúcho é essencialmente amante de seus pagos e de sua gente) faziam-me entristecer de tanta saudade, só de pensar na distância de 1.040 quilômetros que me separava. O que realmente amenizou a distância e a saudade de quem sai pela primeira vez foi querer ou deixar sentir a natureza em festa, as raízes da natureza vibrando a todo o vapor. E eu admirei...
E lembranças de anos atrás relampejavam por segundos consecutivos em minha memória, no momento em que comecei a ver vaga-lumes piscando sua luzinha fosforescente. Nas noites estreladas de Londrina temos direito a vaga-lumes, que eu já não via fazia anos. Borboletas coloridas e uma em especial, azul preta e branca, selou, me dando boas vindas. Tudo isto me fazia sonhar e por conseguinte reviver, me sentir protagonista de uma era que tenho que conservar.
Sinto cheiro de progresso, assim como sinto cheiro de chuva antes que ela aconteça... Quando falo em progresso penso nele direcionado em favor da cultura, da natureza e da espiritualidade. Moro em um bairro perto do centro de Londrina, a uns 5 minutos de carro. Pássaros cantam como se eu tivesse um viveiro em minha casa; pombas voam de todos os lados. Vi até uma águia, ela lá em cima do poste, paradona, só observando. E o canto dos besouros! Eles cantam em uníssono, começam em determinada hora da tarde e só param horas depois.
A energia desta terra vermelha se atrelando ao canto dos pássaros e as diversas aves e insetos que se avista por aqui fazem de Londrina uma terra especial. Eu me senti existindo nos primórdios dos melhores anos de minha vida. Procurem ver os vaga-lumes, eles existem! Não os percam! Eles são como a gente, aparecem em determinados momentos de nossas vidas para fornecer a iluminação que necessitamos. Mas encontrei aqui em Londrina também outros tipos de vaga-lumes: vaga-lumes-gente!
- ELIANE COSTI PANDOLFO, Londrina
Questão agrária
Muito oportuno e lúcido o artigo do Sr. Wilson Moreira, publicado por este jornal dia 20. É uma reflexão bastante realista sobre a inútil política agrária praticada pelo governo. São ponderações bastante coerentes que só podem ser feitas por gente, como o Sr. Moreira, que realmente é da terra. Um legítimo representante do setor agropecuário que reúne um enorme contingente de produtores que não foi ouvido quando o governo criou este modelo de reforma agrária. O resultado, como vemos, só poderia ser desastroso.
Foram gastos bilhões e bilhões dos cofres públicos para dar terra a quem jamais se ajustará ao trabalho rural, enquanto um número bem maior de famílias verdadeiramente vocacionadas foram forçadas a deixar o campo, atividade na qual tinham profundas raízes e experiência. Há muito tempo nós produtores, já sabíamos que isto não daria certo. Mas o governo nunca se preocupou em nos ouvir. Contentou-se em desperdiçar dinheiro público em assentamentos, este sim, improdutivos. Que vozes como a do Sr. Wilson Moreira possam ecoar nos ouvidos de todos os setores da sociedade. E que algo seja feito com urgência, antes que este estrago assuma proporções irreversíveis.
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Paz no mundo
Notícia Judeus e cristãos discutem idéias para a paz no mundo, publicada dia 24: essas ações mostram que ainda podemos acreditar na boa vontade dos homens. Como seres humanos, devemos continuar a evolução e a construção da fraternidade e a continuidade da vida.
- REGINA MARIA SCHLUMPERGER, Curitiba
Rio Ivaí
Pescadores lançam pacus e corimbas no Rio Ivaí (notícia publicada dia ontem): acho muito importante este tipo de trabalho que está sendo feito no Rio Ivaí. O governo do Paraná deveria incentivar e criar isso também em outras regiões. A Represa Capivara, formada pelos rios Tibagi e Paranapanema sofre com a falta de peixes, e as margens não têm mais árvores. Parabéns pelos responsáveis pela iniciativa.
- CLEITON JUNIOR LOPES, Primeiro de Maio
Crise
Pacotes anticrise viraram rotina no País toda vez que temos novo rombo. No caso da saúde, as declarações dadas por ministros e outras fontes ligadas ao governo federal, mostram a realidade da famigerada CPMF. Está na hora de alguém fazer alguma coisa. Parece-nos que os recursos arrecadados não estão tendo o destino para que foi criado tal imposto. Chamo assim porque não é taxa. Taxa é paga por serviços prestados. Perdemos com as telecomunicações, estamos perdendo com a agricultura, é o monopólio batendo às nossas portas. Não deixemos o barco virar!
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
Reeleição
A recondução do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Palácio do Planalto representa um grande avanço na consciência política dos brasileiros. Para quem imaginava que o brasileiro não sabe votar e não está informado sobre economia e política, a reeleição do presidente serviu para mostrar o contrário. Os eleitores bem informados e conscientes da situação votaram na sinceridade, dignidade e honestidade. Mesmo com as dificuldades do momento, com as crises econômicas, minando a nossa produção e o nosso desempenho, o Brasil está pronto e preparado para enfrentar os problemas, já que desde o início da sua gestão, o Executivo vem efetuando os ajustes fiscais necessários nas contas públicas. A continuidade da sua gestão humanizará cada vez mais o Brasil.
- MARIA ELIZABETH FERREIRA E CARIA, Londrina
Umuarama
O prefeito de Umuarama (notícia Umuarama manterá valores do IPTU no ano que vem, de ontem) não irá repassar este ajuste, porque no ano passado ele já fez isso. O IPTU deste ano subiu a preços exorbitantes, e não vimos nenhuma solução. O asfalto está todo esburacado... Queremos que, além de arrumar praças da cidade, o prefeito Fernando Scanavaca olhe mais para o social.
- ALEX PAULO DO NASCIMENTO, Umuarama
Mazza
O colunista da Folha Luiz Geraldo Mazza recebeu congratulações das seguintes pessoas, pelo seu ingresso na Academia Paranaense de Letras: Henrich José Piera, Rafael Iatauro, Ivo Arzua Pereira, João Ricardo Keps Noronha, Luis Renato Pedroso, Marina Taniguchi, Leonida de Azevedo Romano, Vera Helena de Siqueira, Geraldo Cartário Ribeiro, Edno Guimarães, Leda Petterle Portugal, Izaurino Patriota, Iseu Affonso da Costa, Luiz forte Neto, Celso Luiz Piovezan, Luiz Carlos Zuk, Bernardo Bittencourt, Fabiano Braga Côrtes, Luiz Fernando Nicz, Ingo Henrique Hubert, Ronaldo da Rocha Loures Bueno, José Fernando Macedo e Nestor Baptista, todos de Curitiba.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





