Esclarecimento do FILO
A organização do FILO - Festival Internacional de Londrina, em respeito ao seu público, vem esclarecer algumas questões que foram abordadas pelo excelentíssimo secretário de Estado da Cultura, sr. Eduardo da Rocha Virmond, em carta enviada para esta seção, no dia 22/2/97. O FILO se congratula com o resgate feito pelo sr. Secretário das suas palavras e intenções relacionadas à comunidade do Festival, as quais - palavras e intenções - haviam motivado nossa estranheza frente às suas mais recentes manifestações. Tranquiliza-nos, portanto, a resposta que, finalmente, ele nos dá, ainda que seja indiretamente. Entretanto, tendo o Secretário complementado a sua carta com opiniões desairosas sobre o Festival, emitidas publicamente na véspera da comemoração dos 30 anos do evento, o FILO deve esclarecer:
1º - A direção do Festival não considera ético nem a ela compete ajuizar como ‘boatos’ matérias publicadas por jornalistas reconhecidamente idôneos (no caso, Apolo Theodoro e Verão Barão) em jornais respeitados e também idôneos, a partir de entrevistas coletivas. Compete, sim, aos entrevistados desmentir ou corrigir aquilo que não foi dito ou intenções injustas por interpretação equivocada do que foi dito. O FILO não recebeu nenhum esclarecimento por parte do sr. Secretário sobre a descaracterização das suas palavras, a não ser em sua carta do dia 22 próximo passado. O FILO se congratula também por isso.
2º - O projeto do FILO foi entregue em mãos ao sr. Secretário da Cultura, em seu gabinete, pela Chefe da Divisão de Teatro da Casa de Cultura da UEL, Srta. Maria Fernanda Coelho. O projeto foi oficializado, na mesma ocasião, pelo ofício de nº 326/96 de 29 de agosto de 1996 (a entrega deu-se no dia seguinte). A cópia desse ofício está anexada a esta carta para possíveis consultas ao jornal. Estamos certos de que o sr. Secretário não negará o fato, nem tampouco se furtará a sua releitura para certificar-se de que o projeto e o pedido são absolutamente ‘concretos’. O mesmo projeto foi encaminhado a várias instituições, inclusive ao Ministério da Cultura, que já aprovou-o para os benefícios do Mecenato, através de parecer da CNIC.
3º - Não podemos, na sequência, deixar de parabenizar o Secretário pela vasta programação de obras para Londrina, que, estamos certos ter projetos e recursos ‘concretos’.
4º - Congratulamo-nos, finalmente, pelo fato de que o sr. Secretário pretenda contribuir com a sua crítica para o aperfeiçoamento de um Festival que completa 30 anos (o único festival brasileiro com uma carreira tão longa e unicamente respeitado). Porém, sugerimos que o Secretário se ocupe, ainda que brevemente, com a leitura dos relatórios, folders e outros materiais que lhe foram encaminhados diretamente e daqueles que devem estar nos arquivos da Secretaria da Cultura e, também, da Biblioteca Pública do Paraná, de festivais anteriores. O Secretário constatará que: o FILO é um Festival único, realizado em duas fases, totalizando com ambas aproximadamente um mês de apresentações. Constatará também que os grupos de Londrina têm espaço garantido no Festival há 30 anos. Que o Festival tem uma programação paralela intensíssima, tanto com a participação de grandes personalidades da cultura nacional (Darcy Ribeiro, que Deus o tenha!, Roberto Schwarz, Augusto Boal, Luiza Barreiro Leite, Fernando Peixoto, etc.) e internacionais (só a 8ª Sessão da ISTA - International School of Theatre Antropology - reuniu, durante 15 dias, cerca de 300 atores, técnicos, teóricos do teatro nacional e internacional, com preferência de vagas para londrinenses, em 1994). Entre as personalidades internacionais que se apresentaram e deram curso e oficinas, vamos citar apenas Kazuo Ohno, Eugênio Barba, Nicola Savareze, Franco Rufini, todos certamente do conhecimento do sr. Secretário, que também é crítico de teatro. No entanto, nosso público sabe de tudo isto e muito mais.
Para encerrar, também gostaríamos de dar uma sugestão ao sr. Secretário: a criação de um festival para os grupos curitibanos, muitos dos quais já se apresentaram no FILO, e cuja produção teatral é uma das mais importantes do País. Estamos certos de que a intenção do sr. Secretário não faz coro a um assunto frequente na imprensa paranaense atualmente: a de que o interior não tem pessoas competentes para cargos ou funções ou realizações de qualidade. Continuamos contando com o apoio do público londrinense e regional, o grande fazedor de 30 anos de Festival.
- COMISSÃO ORGANIZADORA e nove assinaturas
Vínculo de confiança
A luta dos médicos brasileiros por melhores condições de trabalho, os quais passaram de profissionais liberais para assalariados, sejam eles ligados ao governo ou às empresas de assistência à saúde, mostra a verdadeira realidade da classe, que compreende, além da dedicação vocacional, a necessidade de sobreviver. Dessa forma, o mais importante neste momento é a nossa união em defesa da lista de Procedimentos Médicos que o Departamento de Convênios da Associação Médica do Paraná vem implantando, incorporo como balizador e referencial mínimo e ético do seu trabalho.
O médico de bom senso, coerente, e mesmo sem ter profundo conhecimento de economia, não tem dúvida que as empresas intermediadoras do seu trabalho profissional possuem amplas condições de remunerá-los melhor. Por outro lado, nenhuma dessas empresas teve coragem de mostrar suas planilhas econômicas, nem mesmo para a Fipe, que serviu de mediadora na capital de São Paulo. Ao contrário, persistem no incoerente argumento de repassar para o cliente os aumentos justos reivindicados por nossa categoria. Qual seria o real motivo da resistência dessas empresas? Por que a manipulação de pacientes e médicos? Por que jogar com a confiança que os pacientes depositam em seus médicos? Por que quebrar a livre escolha dos pacientes por profissionais competentes, por laboratórios, clínicas radiológicas? Por que não aceitam o credenciamento coletivo do Departamento de Convênio da AMP? É porque desejam quebrar a nossa autonomia, e acreditam que os médicos não terão como atender pacientes fora deste mercado de trabalho comandado por elas. Os notáveis médicos deste Estado têm a consciência cristalina e o poder de decidir o que querem e o que esperam da sua profissão. A Associação Médica do Paraná não se afastará jamais da sua história e da inalienável missão de defender a categoria médica.
- JOÃO CARLOS SIMÕES, presidente da Associação Médica do Paraná
Correção
Ao contrário do que informaram a coluna ‘‘Na TV’’ e a matéria sobre o clássico Corinthians e São Paulo, na edição da Folha Esporte, do último
domingo, a partida não teria transmissão ao vivo pelas TVs a cabo SporTV e ESPN/Brasil. A informação foi obtida pela Folha através da Agência
Estado, de São Paulo. Segundo a NET Londrina, os direitos de transmissão de jogos do Paulistão, ao vivo, em horários especiais, às 11 horas, como o de domingo, ainda estão em negociação entre as TVs e a Federação Paulista.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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