Desperdício
Finalmente tiveram começo as aulas. Depois de cem dias de férias - com Natal, fim de ano, praias, carnaval, etc. Era preciso descansar tanto? Estudar cansa?
Estudei - e naqueles tempos a gente estudava mesmo! Treze anos, e não me lembro de ter sentido canseira. Lecionei quarenta e nove anos, diferentes matérias, para ginásio, científico e universidade, e foi com amargura que recebi a paulada da compulsória. Muito pelo contrário. Hoje, porém, neste país, as coisas mudaram pra valer... ou para não valer. Cansam os professores - que, inclusive, bolaram uma tal formosa semana do ‘saco cheio’, cansam os alunos que, na maioria, desejariam férias mais
longas... e, vejam só, cansam as salas de
aula (carteiras, quadro-negro etc.) que
permanecem fechadas às centenas de milhares, no imenso território nacional. Acho um
crime de lesa-pátria a passividade - em
sombra e silêncio - de tantos e tamanhos
colégios, grupos e escolas. Dos padres e
das freiras, também. Patrimônio enorme
e sagrado que não podia quedar mudo e escuro. É um desperdício sem tamanho. E queremos educação, instrução, progresso e bem-estar. Meus bons tempos já passaram. Outros tempos vieram, e virão. Que fazer? Lamentando e protestando faço um desafio: quem, hoje, alunos e professores, estudam mais do que eu? Gozo serenidade e me ponho eufórico lendo e escrevendo, folheando dicionário e enciclopédias, gramáticas e florilégios. É uma riqueza. Beleza e bondade. Graças a Deus.
- EDUARDO AFONSO, de Londrina.
Educação no Brasil
Em entrevistas do ministro da Educação, Paulo Renato, pudemos sentir como estamos longe de alcançar os objetivos que um país precisa, para ter seu povo educadamente correto. Citou também que a educação no Brasil reproduz injustiça social e isso é muito sério e verdadeiro, pois apenas 50% das crianças iniciantes concluem o primeiro grau, onde os que não conseguem é porque têm que ajudar os pais no orçamento do lar. Foi de uma felicidade ímpar a Rede Globo ao mostrar o trabalho escravo no sertão da Bahia, onde crianças de 4 a 10 anos quebram pedra com marretas para ganhar R$ 2,50 por semana, para a sua sobrevivência.
Utilizando palavras do filósofo francês Edgar Morin, de que a dinâmica da informação e capacitação de pessoas definirão o século 21. Isso foi comprovado no Fórum de Davos na Suíça, que se preocupa com o futuro dos dois mundos em que vivemos, o dos ricos e dos pobres que cresce com índices alarmantes.
A repórter perguntou se ele colocaria seus filhos na rede pública e ele respondeu: Eu não sei, mesmo porque eles já estão formados e estudaram todos em colégios dos Estados Unidos. O maior crime que se pode cometer contra crianças jovens e adultos é do obscurantismo,
onde 35 milhões de brasileiros não sabem quem são, de onde vieram e para onde vão. Você pensa, reflete, decide. Um dia é preciso parar de sonhar e de alguma forma agir. Com a palavra os donos do poder.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, de Curitiba.
Recado
Nem bem chegamos de nossas férias na praia e minha filha, Aninha, de inocentes 7 aninhos, mas muito observadora, me fuzilou com 5 perguntas, que, pela falta de respostas, me fizeram deixar de ser o seu ‘pai sabe tudo’. Eis as perguntas: por que os ‘tios’ da Polícia Rodoviária só fiscalizam a velocidade durante o dia? Por que os ‘tios’ da Polícia Rodoviária não fiscalizam os automóveis que não têm farol ou lanternas ou quando têm estão quase sempre desregulados? Se nos automóveis é obrigado, e até nos aviões, o uso de cintos de segurança, por que nos ônibus que vão para Curitiba, São Paulo, etc. não é obrigado usar? Por que os motoristas de automóveis e caminhões usam tantos faróis que só servem para atrapalhar, quer dizer, a gente pode pôr e usar quantos faróis quiser?
Se alguém tiver as respostas, por favor, escreva para esta coluna e ajude este pai a resgatar ‘parte’ do seu abalado conceito junto a Aninha. Se por acaso algum deputado, senador ou outra autoridade ler este artigo, por favor, não levem em conta pois ele foi inspirado em Aninha, uma criança inocente de apenas 7 anos, que não é burra.
- EDGARD DE OLIVEIRA, de Londrina.
Contestação
Na matéria ‘‘Instrumentação: Curso Gera Polêmica’’, publicada na Folha de Londrina dia 20, existem determinadas afirmações como se fossem de minha autoria. Esclareço que em nenhum momento qualifiquei ou me referi aos cursos de Instrumentação Cirúrgica como sendo ‘caça-níqueis’. O COREN-PR, através de sua assessoria jurídica, não está tomando nenhuma providência perante o PROCON, mas sim perante a Delegacia de Defesa do Consumidor, de Londrina, com base no art.67 da Lei 8.O78/90 e art. 10-XXVI da Lei 6.437/77. Peço, nos termos da Lei de Imprensa, a retificação da matéria publicada e a publicação desta correspondência na próxima edição da Folha de Londrina, evitando a propositura de ação judicial para tal fim.
- CLARICE ZENDRON DIAS, assessora jurídica do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná
NOTA DA REDAÇÃO - A autora tem razão: a Folha confundiu Delegacia de Defesa do Consumidor com o Procon.
Correção
A Folha errou, ontem, ao divulgar os nomes da chapa vencedora da eleição para diretoria do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense. A matéria saiu publicada na página 5, com o título ‘Scaff vence eleição no Grêmio’. De fato, a chapa encabeçada pelo vereador Jorge Scaff (‘Grêmio Unido’) ganhou a eleição, realizada no domingo. Mas, com exceção do presidente reeleito, os outros nomes da nova diretoria estão trocados. Os demais componentes da chapa na verdade são: Luís Fernando Casarin (vice-presidente), Benedito Barbosa Nascimento (1º secretário), Isnard Cordeiro (2º secretário), Ulves Varonese Storti (1º tesoureiro), Pedro de Oliveira (2º tesoureiro), David Fernandes (3º tesoureiro), Wilson Volpini (diretor social), Divaldo Andrade (diretor de patrimônio) e Ederson Camata (diretor de esportes). O mandato é de três anos. A chapa ‘Grêmio Unido’ teve 1.334 votos, contra 596 votos para a chapa de oposição, ‘Sou Grêmio Mesmo’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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