O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Agricultura
Após leitura das opiniões da Maria Lucia Victor Barbosa, quase sempre me dá vontade de responder. Mas dessa vez não posso ficar calado. A visão de agricultura, agribusiness, que ela pinta no A Foice e a enxada no século XXI está na moda mas não é uma visão que cria empregos ou que alimenta as nossas famílias, pois a tecnologia tem, por definição, a característica de substituir mão-de-obra.
Sobretudo, esta tendência de considerar os adjetivos moderno e mecanizado como sinônimo mostra uma falta de noção da realidade da agricultura familiar. O fato é que o modelo de agricultura baseada em insumos industriais e altos investimentos e capitais de giro, está cada vez menos dentro do alcance da agricultura familiar, pois a mesma está cada vez mais descapitalizada. Portanto, quando o MST defende a propriedade baseada em mão-de-obra familiar e não em capital, ele prova de ter uma noção muito mais realística do nosso Brasil que a socióloga. Hoje, está claro que modernização no campo não significa necessariamente mecanização mas sim, qualificação. Os nossos agricultores familiares jamais serão empreendedores agrícolas, da forma que a Maria Lucia se imagina mas poderão ser pequenos empresários no sentido de entender o funcionamento do mercado e conhecer o seu custo de produção. No entanto, vão ter que usar a enxada ainda.
Quem ridiculariza isso, não esquece somente que a alternativa (o agrotóxico) prejudica o meio ambiente mas ele condena também o agricultor familiar a ir para as favelas nas grandes cidades, pois esta alternativa é cara demais. Nestas favelas, contrário aos acampamentos do MST que a socióloga chama de favelas, não há nenhuma perspectiva para eles.
- PETER VAN MEERBEEK, sociólogo, Lindoeste
Trânsito
Não poderia ficar sem dar uma reposta ao leitor Tarcísio Martins. Pesquisa constatou que os semáforos de ciclo visual contribuíram para reduzir mais de 50% dos acidentes nos cruzamentos onde foram colocados. Essa tecnologia que o sr. Martins desprezou por ser made in Maringá, foi aprovada pelos principais organismos internacionais de trânsito e já pode ser vista em vários Estados e até mesmo em alguns países europeus. Precisamos valorizar mais a inteligência de nossa gente, seja ela de onde for.
- ROGÉRIO RECCO, jornalista, Maringá
Aniversário
No momento em que a Folha de Londrina/Folha do Paraná completa 50 anos gostaria de manifestar a alegria de todos os paranaenses com o jornalismo praticado durante estas cinco décadas. Como leitor assíduo da Folha desde adolescente, cresci acompanhando a competência e atestando a credibilidade da informação veiculada todos os dias, em todo o Estado. A qualidade editorial e gráfica, além da visão empresarial, revela a preocupação de seus diretores em tornar a Folha um jornal moderno e competitivo, referência no setor. Aproveito a oportunidade para estender meus votos de mais sucesso para toda a equipe do jornal e agradecer o apoio dado ao meu trabalho na Assembléia Legislativa.
- BETO RICHA, deputado estadual, Curitiba
Livre Iniciativa (1)
Felicidades pelo novo cargo, o qual com certeza continuará com o mesmo padrão de jornalismo sério e competente tão bem conhecido pelos leitores da Gazeta. Agora o Norte do Estado conhecerá também a qualidade que permite com que a leitura de um jornal seja um prazer intelectual e não uma simples coleta de dados.
- MÁRIO NEGRÃO, médico e ELOISA NEGRÃO, psicóloga, Curitiba
Livre Iniciativa (2)
Parabéns pela estréia. A Livre Iniciativa é matéria-prima que sempre dá muito o que falar. Sucesso nessa nova empreitada.
- DEONILSON ROLDO, jornalista, Curitiba
Livre Iniciativa (3)
Gostamos muito de abrir o jornal hoje de manhã e ver a coluna Livre Iniciativa no caderno de Economia. Ficamos muito honrados, sabemos que você tem competência e méritos para isso.
- LUIZ CARLOS GARCIA, Curitiba
Cumprimento
Gostaria de parabenizar o jornalista José Fernando da Silva pelo excelente artigo Nosso futuro nas entranhas de um sapo, publicado dia 6. Mais uma vez, este jornal nos apresenta, de forma coerente, os fatos equivocados do Rei...e o povo continua plebe...só falta saber quem ainda terá dentes ou dentadura para comer os frangos do Real.
- ANDRÉIA SILVA, Campo Grande (MS)
Correção
- No artigo da professora Maria Lucia Victor Barbosa, publicado na última sexta-feira, A foice e a enxada no século XXI, no primeiro parágrafo o correto é mundinho perdido das imensidões do cosmos. No quarto parágrafo, que emergiu das capitanias. No oitavo, precisa ser revista. No último, a nação dos sem-terra. No sétimo parágrafo, suprimir o período Afinal, sem os produtos do agribusiness, o ser humano devem ter.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





