O leitor escreve
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Direitos autorais
Na reportagem Cópias causam prejuízo de R$ 200 mi, publicada dia 5, os prejuízos aos autores e editoras são realmente preocupantes. Infelizmente, a esmagadora maioria dos estudantes das universidades públicas não possui recursos próprios para comprar todos os livros necessários para sua formação. Quem não pode comprar, recorre às bibliotecas das universidades, que infelizmente não têm livros suficientes para todos. Então a alternativa era a fotocópia. E com a presente crise financeira internacional, os recursos para o ensino já estão sendo cortados.
Portanto, a situação das bibliotecas das universidades públicas, que já não era confortável, tornar-se-á insustentável. Agora, além de não ter livros para todos os usuários, também não é possível fazer mais nenhuma cópia, nem mesmo de uma página. A formação com base em folhas soltas, ao que parece, será substituída pela formação baseada somente nas anotações da sala de aula. Já que não é possível reduzir os preços dos livros, provavelmente devido ao custo Brasil, por que as editoras não doam uma porcentagem dos livros de cada edição para as universidades públicas, tendo o benefício da Lei de Incentivo à Cultura?
- ROGÉRIO DEPIERI, estudante, Londrina
Legado de Lutero
Li com atenção o artigo Legado de Lutero do professor Tarcísio Vanderlinde, e concordo com ele, quando sugere que a Bíblia tinha menor circulação no Ocidente católico medieval do que hoje. Mas as razões são pelo menos duas: para os católicos, ela nunca foi fonte de revelação, exatamente porque, não tendo a disposição sistemática de um catecismo ou de um manual de Teologia, presta-se a interpretações divergentes. Que digam os protestantes, divididos e subdivididos até em pontos fundamentais da doutrina, sem poder realizar a unidade querida por Nosso Senhor (João, 17,21). Talvez a distância doutrinária entre um anglicano e uma testemunha de Jeová seja equivalente à que medeia entre um católico e muçulmano.
Depois, na Idade Média, os livros eram manuscritos. E por copiar uma Bíblia, usando uma caneta e tinta rudimentares, era tarefa difícil e demorada, a elevar muito o custo da obra. Mas era tal apreço às Sagradas Escrituras que um dos primeiros impressos por Guttenberg foi justamente a Bíblia em latim, perto de sessenta anos antes de Lutero afixar suas teses em Wittenberg. Lutero tem, certamente, sua parte na divulgação do texto sagrado, mas a indústria gráfica também. E é bom lembrar: antes de Lutero houve 14 edições da Bíblia em alemão, e cinco e holandês. Como é sabido, a língua alemã, então como hoje, possuía muitos dialetos; por motivos óbvios, Lutero escolheu um deles, o alemão da chancelaria, usado pelos nobres que o apoiavam, e nele verteu as escrituras.
- ÊNIO JOSÉ TONIOLO, professor universitário, Londrina
Livre Iniciativa (1)
O noticiário econômico da Folha do Paraná deu um salto de qualidade com a coluna Livre Iniciativa, assinada pelo jornalista Pedro Ribeiro. Informações exclusivas e bastidores dos grandes negócios paranaenses são os ingredientes que fazem da coluna leitura obrigatória para empresários e executivos. Parabéns para a Folha, principalmente para a sua diretora regional Regina Kracik, e para o jornalista Pedro Ribeiro.
- JONEL CHEDE, presidente da Associação Comercial do Paraná, Curitiba
Livre Iniciativa (2)
A estréia da coluna Livre Iniciativa, do jornalista Pedro Ribeiro, é o espaço que faltava nas páginas da Folha do Paraná para o noticiário econômico e empresarial de Curitiba. Esta é uma conquista importante para quem é, quem faz e quem vive da notícia.
- SÉRGIO WESLEY e MÔNICA SANTANNA, Curitiba
Trânsito
Na primeira gestão, o atual prefeito de Londrina, isso há mais de 20 anos, retirou os velhos semáforos para instalar os novos com o objetivo de implantar a tão decantada onda verde, que há alguns anos antes já funcionava em Curitiba. A de lá continua funcionando com os velhos sinaleiros e a daqui jamais funcionou, e estão trocando tudo por aqueles horrendos monstrengos made in Maringá. O sistema da Rua Mato Grosso foi alterada há poucos meses e a onda verde é uma piada. Você está parado diante da luz vermelha, enquanto os das esquinas seguintes estão com a luz verde; quando você se libera do primeiro, o segundo fecha. Nossos técnicos não conseguiram sincronizar faróis com três estágios - imaginem agora com treze! O que vai ser de nós pobres moradores de Londrina? Vamos conviver com engarrafamentos enormes como os que já conseguiram produzir brilhantemente na Rua Maringá? E por falar em Maringá, se os ditos sinaleiros fossem mesmo ótimos não estariam sendo, ou já estariam implantados em cidadezinhas como Nova York, São Paulo, Londres?
- TARCÍSIO MARTINS, Londrina
Cumprimento
Vimos cumprimentar efusivamente essa conceituada empresa jornalística pela comemoração dos 50 anos de existência, todos eles de profícuo auxílio ao nosso Estado do Paraná. Se fossemos contar as passagens em que o auxílio da Folha foi decisivo para o êxito das missões, não teríamos espaço suficiente em seu diário. Aceitem pois, os cumprimentos e o reconhecimento de toda a família rotária.
- ANTONIO CELSO COSTA, governador do Distrito 4710 do Rotary International
Correção
No artigo da professora Maria Lucia Victor Barbosa de ontem, página 3, há incorreção no primeiro período do segundo parágrafo. O correto é: Naturalmente, por circunstâncias históricas...; e o correto do último parágrafo é: Mas enquanto a Nação dos sem-terra...
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





