Árvore
Pouca gente valoriza a árvore como ela merece. Creio que a mãe natureza se esmerou na criação dessa filha tão nobre e útil para os seres vivos. O que seria do mundo sem as árvores? Através delas recebemos o ar purificado, as frutas, as flores com seus maravilhosos perfumes, a sombra amiga, a madeira para nossas casas, o berço que nos embala nos primeiros meses de vida, a urna mortuária para a última morada, os pássaros fazem sua morada e seus ninhos, ao entardecer e ao amanhecer eles fazem sua festa piando e gorgeando e agradecendo a Deus essa acolhida divina da bendita árvore. Mas, infelizmente, existe a parte negativa de diversos indivíduos rudes, grosseiros, sem cultura, que a árvore com eles é na base de ferro e fogo. Não respeitam o velho conceito de São Francisco de Assis em que devemos respeitar a natureza, proporcionando-lhe a vida e recebendo dela a recompensa em triplicidade. A árvore é depois da vida o mais belo conceito da natureza.
Conforme conta a história, na China, para gozar do direito à cidadania, o cidadão chinês tem que ter três predicados: ser pai de um filho homem, ser autor de um livro e plantar uma árvore. Aqui no Brasil é um pouco diferente. O filho tem que não ligar para o pai, com relação ao livro esse fica para mais tarde. Agora só se for erótico, com relação a árvore é na base do ferro e fogo. A destruição das árvores vem desde o tempo do Brasil Império. Primeiro foi para extração de Pau Brasil, depois foi para lavoura de cana-de-açúcar e para a plantação de café, e no Centro Sul foi a grande derrubada dos nossos lindos pinheirais.
- ABILIO ALVES DA SILVA, Curitiba
Bons tempos
No nosso cotidiano, cada vez mais a violência gradativa decorre de diversos fatores como: desemprego, má distribuição de rendas, desestimulação da agricultura acabando com nosso cinturão verde e inchando cidades e principalmente decorrente do uso de drogas, que faz do ser humano um selvagem, causando cada vez mais homicídios, acidentes de trânsito, discórdia de modo geral que acabaram com o encanto e a magia do amor, da solidariedade e da união.
Não temos mais muita opção em canais de televisão, pois a concorrência fez com que a maioria delas jogassem nas telas muitas cenas de violência, de desamor e desrespeito às famílias. Quiçá voltasse o tempo da serenata, dos belos bailes familiares com valsas, boleros etc., e que as famílias pudessem novamente pular um carnaval saudável, e que nossa juventude não se iludisse com os excessos e que o cavalherismo continuasse sendo uma qualidade primordial do ser humano. Os tempos mudaram, mas o amor jamais sairá de moda.
- ELIZABETH COTTING DOS SANTOS, Londrina
Terrorista 2
Quando enviei, recentemente, carta a esse jornal, denunciando as estrepolias de determinado motoqueiro, na área central, sabia que muitas pessoas também eram incomodadas por aquele indivíduo, que vive atormentando a noite de Londrina. O que não julgava era que um número tão elevado de londrinenses sofresse com esse problema e tem o mesmo pensamento. São de opinião que precisa ser posto um paradeiro nessa situação. Pessoalmente ou por telefone tenho recebido solidariedade e sugestões de providências que poderiam ser tomadas, como oferecer um prêmio para quem identificar o ‘mocinho’ ou, ainda, a formação de patrulhinha de civis, com a mesma finalidade, além dos que fazem votos para que o dito cujo se arrebente contra um poste de ferro. Falam, também, que a mesma Polícia que recentemente colocou policiais em trajes civís, para multar motoristas que desrespeitavam sinais de trânsito, poderia fazer o mesmo com quem vive desrespeitando a lei do silêncio. Há autoridade constituída para tratar com transgressores da lei e a Polícia para coibir abusos. Por isso aguardo providências, uma vez que o ‘terrorista’ continua aprontando, agora em outros pontos da cidade.
- ÁLVARO GROTTI, Londrina
Elogio à Copel
Sou morador pioneiro do Parque Ouro Verde, vi aquele bairro nascer e crescer. Sou de um tempo em que não havia asfalto, água encanada, nem energia elétrica. Há vinte cinco anos foi instalada rede elétrica no bairro, ocasião em que foi colocado um poste de luz quase em frente a entrada de carros da minha residência. E somente agora, depois de todos esses anos, resolvi solicitar à Copel a remoção. E parabenizo a Copel pela surpreendente rapidez com que atendeu minha solicitação, feita no dia 6 de dezembro de 96. Na ocasião a Copel comprometeu-se a fazer a retirada no prazo máximo de 120 dias, mas nem foi preciso esperar tanto, já que na segunda-feira passada, dia 12/2, lá estava ela fazendo a remoção do poste.
Obrigado à Copel pela atenção e respeito demonstrados para com este cidadão londrinense que há mais de 35 anos serve esta cidade.
- HÉLIO MUNHOZ, Londrina
Proporcionalidade
A falta de dinheiro do Governo Federal está comprometendo a sobrevivência das famílias das vítimas da hemodiálise de Caruaru, Pernambuco. Já se passou um ano e os 100 reais, indenização mensal de cada família, não apareceram. Ora, num país onde há 30 milhões de miseráveis, famintos e desamparados morando como ratos em cortiços e favelas, que mal poderão fazer mais 60 famílias de Caruaru?
Por outro lado, os legisladores que tomam assento na Câmara Federal tiveram um aumento na verba de representação de gabinete de 10 para 20 mil reais (Não é aumento de salário, e sim gratificação). Como essa grana é 100 vezes mais do que a mísera mesada das referidas famílias, é justo que o presidente FHC demore 100 anos para repassar essa maldita verba aos despudorados deputados (evidentemente com exceções)?
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina.
Cinema
Não concordo, absolutamente, com a opinião de Estélio Feldman sobre a programação dos cinemas de Londrina. A leitora Ângela Silva tem toda razão quando chama os filmes exibidos nos cines Londrina e Vila Rica de ‘enlatados americanos’. Ouço reclamações constantes da falta de opção cultural nesta cidade, e o cinema, que oferece só filmes comerciais, torna-se uma opção descartada. O colunista diz que as pessoas não procuram por filmes artísticos. Talvez
por não conhecerem, já que a mídia abusa do cinema-negócio e o cine Ouro Verde não tem preços muito acessíveis.
- LIGIA MARIA FOGAGNOLLO, de Londrina.
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