O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Guilherme Viscardi
No último dia 28 faleceu Guilherme Viscardi. Há 50 anos ele iniciava em Londrina um trabalho obstinado e profícuo, cujas repercussões transcenderam sua própria pessoa. Fundava a Casa Viscardi, um pequeno armazém de secos e molhados, no final da Rua Duque de Caxias, que desembocava numa estrada de acesso a Maravilha, Patrimônio Selva, Irerê, Paiquerê, Lerroville e Tamarana. Em pouco tempo já contando com seus dois sócios Carlos Machado e Clodoaldo Viggiani, sua empresa tornou-se grande atacadista, disputando mercado com empresas do porte de J.Alves Verissimo, Dias Martins e outras. Sem descurar-se de suas lojas de varejo espalhadas pela periferia da cidade, gradativamente modernizadas e transformadas em supermercados, ele foi reduzindo o atacado até a extinção. A ênfase toda foi para a modernização e abertura de lojas varejistas, atendendo os bairros com um serviço moderno e preços compatíveis com as grandes lojas no centro. Numa outra etapa, reorganizou-se a empresa, incorporou-se novos sócios, dando oportunidade a antigos gerentes e colaboradores que ainda hoje labutam para manter a empresa, que é genuinamente londrinense e patrimônio da cidade, atualizada e competitiva, gerando centenas de empregos diretos.
Pelo espírito pioneiro indomável, por acreditar no trabalho e na cooperação, esse homem simples, mas esclarecido, merece a homenagem de Londrina, terra que abraçou e na qual despendeu toda sua energia, trabalho e dedicação. Rendo-lhe essa homenagem e manifesto minha gratidão e reconhecimento pela oportunidade que tive, de iniciar minha carreira de contador, na década de 60, em sua empresa, onde pude desenvolver-me na profissão até abraçar o labor da advocacia. Guilherme Viscardi se foi, deixando de forma indelével a marca de sua passagem, exemplo de trabalho persistente, que repercute por toda a comunidade, numa existência merecedora de respeito e admiração.
- ROMEU SACCANI, advogado, Londrina
União na Polícia Militar
Depois de ter ingressado na política, não tenho medido esforços para que os integrantes da Polícia Militar do Paraná unam-se em torno dos candidatos oriundos da corporação. Afirmo que essa é a única maneira de criarmos e mantermos força política. Caso contrário, estaremos sempre à mercê da piedade política daqueles que na maioria das vezes se esquecem da instituição e dos seus integrantes após as eleições, acabando por legislar contra nossos interesses, como já ocorreu várias vezes.
É necessário que nós policiais e bombeiros militares do nosso Estado comecemos a pensar politicamente, unindo-nos em torno de candidatos para que possam criar um força política. Nossos companheiros precisam urgentemente deixar de lado o espírito autofágico de lutar contra os interesses da Polícia Militar. O PM deixou de ser o coitadinho, o soldadinho, para transformar-se no cidadão de respeito e admirado pela comunidade.
Precisamos dar início a um trabalho de conscientização entre nossos companheiros, buscando novos rumos para a nossa centenária Instituição. Não importa se o futuro candidato a cargos políticos seja soldado ou coronel. O mais importante é que ele possa representar-nos. O que não podemos deixar é que sejamos muitas vezes usados na busca de votos. A PM é uma grande força política. Basta que somemos o efetivo no Estado aos seus familiares. A Polícia Militar do Paraná tem força política suficiente para eleger vereadores, deputados estaduais e federais a cada nova eleição.
- MAJOR ADALBERTO PEREIRA é presidente da Câmara de Vereadores de Londrina
Desemprego
A política econômica dos governos não tem percebido o prejuízo que se origina do desemprego. Fala muito sobre o tema mas sem iniciativas para a solução do problema. O desempregado é o principal prejudicado. A economia nacional também se prejudica. O desempregado não tem renda. Por isso deixa de ser consumidor. Se os desempregados não compram, as empresas deixam de vender e ter os lucros aumentados. A empresa pública também é afetada pelo fenômeno. A arrecadação tributária, por exemplo, é reduzida proporcionalmente, como consequência.
Na campanha eleitoral recente, todos os candidatos prometeram empregos aos eleitores. Porém, seus programas não continham bases sólidas para o incremento do emprego na economia. Foram propostas muito vagas. Há necessidade de se analisar melhor o problema, do ponto de vista econômico e social, evitando o prejuízo que vem ocorrendo não só para o desempregado como para os próprios empresários e para a economia do País.
- SEBASTIÃO HONORATO PEDROSA, economista, Londrina
Cumprimento
Gostaria de parabenizar o jornalista Walmor Maccarini pelo seu artigo Precisamos de bons prefeitos publicado dia 29. Ele coloca de forma crua, real e objetiva, os desmandos praticados, seja por ignorância ou desonestidade, pela maioria dos chefes do Poder Executivo. Excelente a sugestão relacionada com a Escola Superior de Administração Pública. Acho que enquanto não temos esta escola, que pelo menos os próximos prefeitos possam ter o nível superior. Sugiro que a cópia deste artigo seja enviada a outros órgãos de comunicação para maior divulgação e, se possível, que cada Câmara Municipal e prefeitura, deputados estaduais e federais possam também recebê-lo. Parabéns pelo excelente trabalho profissional.
- ROMAR RUI CERUTTI, engenheiro civil, Realeza
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





