O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Fiel depositário
O Direito Civil brasileiro contempla diversos tipos de obrigações resultantes da relação entre os homens, seus bens e semelhantes, para assegurar a harmonia e a convivência social, sem a qual não haveria possibilidade da existência do homem, em companhia de seus iguais. Entretanto, ainda hoje persistem em nossa legislação alguns institutos ou diplomas legais, que remontam a tempos anteriores a Salomão.
Tais leis, tais institutos estão tão fora do tempo, do espaço e da realidade social, que os nossos legisladores deveriam, em regime de urgência, lancetar esse abscesso e essa monstruosidade jurídica da Legislação Substantiva Codificada, da Carta Constitucional de 1988, bem como onde se localizar qualquer indício ou resquício de sua existência dentro do ordenamento jurídico brasileiro.
Trata-se do instituto do fiel depositário, uma lei draconiana, que transforma o cidadão que aceita essa obrigação contratual ou a ele é imposta por força judicial, em refém de seu credor, de seu senhorio e do Estado, tornando tal situação completamente contrária aos princípios da liberdade individual contidas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada na França em 1789, ratificada pelas Nações Unidas em 1948, da qual o Brasil é um dos signatários.
- ABNER DE LIMA BITTENCOURT FERREIRA, Bela Vista do Paraíso
Basquetebol
Depois de inúmeros jogos no Paraná e também representando a Seleção Paranaense de Basquete em muitos campeonatos, fui convocado para a Seleção, mas resolvi não participar. O motivo é uma utopia no modo de encarar o basquete paranaense no parâmetro ou referencial universal. O time da Grande Londrina (base dessa última Seleção derrotada na primeira fase) é de natureza puramente paulista ou seja, o basquetebol ou modo de jogá-lo é baseado unicamente no esquema dos clubes de São Paulo. Não quero criticar o método, mas nos dias atuais o jogador paranaense não tem condição de jogar nesse método, pois sua base formadora é extremamente diversa da dos paulistas. O jogador paranaense tem índole individual exacerbada, já que o número de praticantes é diminuto causando a necessária individualidade. Não adianta tentar ensinar como mexer em um Pentium para uma pessoa que mal conhece um 286.
- TIAGO TONDINELLI, Londrina
Maquiar Londrina (1)
Parabéns, amigo Walmor Maccarini, pelo texto que você escreveu na última quinta-feira. Foi o melhor dos muitos por você assinados na terceira página da Folha. Tocante a Londrina, quero salientar. Disse forte e claro aos interessados aquilo que todos andamos dizendo a toda hora. Aquilo que todos queremos para a nossa grande cidade. Pois, é evidente, não basta ser grande; mister é que seja bela - de orgulho e de prazer. Quantas vezes eu mesmo, nesta coluna, reclamei da ausência total de aprimoramento no bosque e nos parques, nas praças e nos jardins, nas calçadas e na arborização.
Não temos um ponto de atração - salvo o Igapó. Assim mesmo, muito a desejar. Aonde levar a família e os visitantes? Não temos uma realização marcante - exceção feita da Exposição - que convoque o Brasil e arraste multidões. Uma cidade de 64 anos refletindo velhice e limitado gosto estético dos administradores. Ainda bem que vão abaixar as lombadas (coisa horrível). Que não exagerem nos postes de sinalização - o que está acontecendo na avenida Maringá - deles coalhada - imitando floresta. Será que vai melhorar o trânsito?
Que a página do Walmor Maccarini seja lida, estudada e traduzida em frutos bons para a comunidade, que, afinal, ele acentua e eu também, é a dona de tudo. Imaginem se não desejamos uma Londrina mais bonita, mais atraente, orgulho e amor de todos. Pois gostamos tanto dela.
- EDUARDO AFONSO, de Londrina
Maquiar Londrina (2)
De público, parabenizo o jornalista Walmor Maccarini pelo excelente artigo Hora de maquiar Londrina, publicado dia 22. A mensagem é válida para todas as cidades. Basta bom gosto para se ter cidades com qualidade de vida. Sugerimos a leitura do artigo, principalmente aos prefeitos.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Aeroporto
Como cidadã londrinense não consigo entender alguns pontos relacionados ao tema Ampliação do aeroporto. Com que direito a Infraero vincula a reforma do terminal de passageiros à doação da área desapropriada pela Prefeitura? Se as condições de visibilidade para pouso e decolagem são precárias e mesmo o aparelho ILS-I não resolveria o problema, então por que ampliar a pista e o terminal? Se Londrina e Maringá são as cidades mais promissoras do Norte do Paraná e ambas necessitarão de aeroporto moderno, amplo, que suporte aeronaves maiores, por que não construir já esse aeroporto, servindo as cidades do eixo Londrina-Maringá e outras, ao invés de se promover discussões inúteis, investimentos mal planejados, doações questionáveis? Deve-se planejar e agir já, pensando no futuro, que está aí. Vide Porto Seco, Metronorte, Paraná Classe Mundial etc.
- HELENA SAVASSA GONZALES, Londrina
Correção
- Título correto na página (Política) de ontem é Crise leva prefeito a repensar reeleição
- Capa do caderno Folha Londrina de ontem contém erro de paginação na identificação da data. O correto é Quarta-feira, 28 de outubro de 1998.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





