O LEITOR ESCREVE
O recuo
O prefeito de Londrina Antonio Belinati recuou duas vezes nesses últimos dias, mudando suas decisões sobre dois assuntos polêmicos. O primeiro foi sobre o aterro do Lago Igapó-2. A Câmara Municipal aprovou, em 13 de agosto, a doação do aterro para a iniciativa privada construir ali um complexo turístico. A comunidade de Londrina se uniu para salvá-lo, o prefeito repensou e vai transformar aquela área em parque ecológico. O segundo recuo foi com relação ao Londrina Esporte Clube. Após ter vencido o playoff do Campeonato Brasileiro da série B, o clube foi surpreendido pelo anúncio do prefeito que não daria mais ajuda financeira ao LEC. Novamente, a manifestação popular se deu e o prefeito reviu sua posição e voltou a ajudar a equipe do Tubarão. A voz do povo é a voz de Deus, e o prefeito, político inteligente, hábil, não quis bater de frente com o povo, pois o voto sagrado lhe é tão importante. Acertou Belinati de recuar. Foi um gesto de grandeza.
- RENATO ALVES DE SOUZA, economiário, Londrina
Descendentes
Sobre a notícia ‘‘Descendente fica sem cidadania italiana’’ publicada na Folha dia 22: lamentavelmente, este tipo de postura de alguns brasileiros só vem a confirmar a teoria de que aqui no Brasil só nascem estrangeiros. Muitas vezes vemos pessoas afirmarem serem italianas, alemãs, japonesas, mas dificilmente responderem que são brasileiros, apesar de terem aqui nascido e daqui tiram seu sustento, chegando mesmo ao cúmulo de afirmar que, como no caso citado, ficarão sem cidadania se não obtiverem a cidadania de algum país, notadamente europeu. Ora, se a cidadania brasileira por acaso é algo para se envergonhar, seus avós, bisavós e pais talvez tenham sido italianos, alemães ou outros, mas vocês que nasceram aqui são brasileiros e nunca vão perder esta cidadania. Podem até conseguir uma dupla ou tripla cidadania, mas nunca poderão dizer que são pessoas sem nenhuma cidadania. Com todo meu respeito aos imigrantes que ajudaram a construir este imenso e belo país, mas eu, que aqui nasci, sou brasileiro e com muito orgulho.
- ODAIR SIQUEIRA, Londrina
Reforma fiscal
Pelo fato de estar morando no exterior, tenho o costume de guardar as notícias do Brasil que me interessam, em recortes de revistas ou impressão das de jornais vindas pela Internet. Esses dias estava relendo as notícias econômicas quando deparei com uma de novembro de 1997 que me chamou a atenção. Dizia que o governo tinha planos de diminuir a concessão de ‘‘benefícios fiscais’’ no qual o governo deixou de arrecadar, em 1997, mais de R$ 15 bilhões (1,84% do PIB), e que em 1998 iria deixar de arrecadar R$ 17,27 bilhões (1,85% do PIB). Todo esse volume de dinheiro foi deixado de arrecadar porque o governo beneficiou empresas ou grupos empresariais, sem explicar quem são e por que foram beneficiados. Fazendo uma comparação a grosso modo para demonstrar o que significa esse volume de dinheiro, na locação do orçamento de 1998, foram direcionados a habitação R$ 1,3 bilhão e para a educação R$ 11,4 bilhões. Por aí pode-se ver que esses benefícios fiscais têm que ser revistos na reforma fiscal que se quer estabelecer no País.
- JAIME ADILSON MARQUES DE CARVALHO, agrônomo, Amsterdã (Holanda)
Bebida alcoólica
Folha Cidades do dia 23 noticiou a liberação de venda de bebidas alcoólicas em barracas de venda de lanches em Mandaguari. A respeito do assunto, ‘‘O Leitor Escreve’’ transcreve excerto de esclarecimento a pedido: ‘‘Informo que eu, vereador Dilson Bortolanza, a vereadora Josefa Malacário e o vereador Jair Bento Figueiredo nos colocamos contra a liberação, em face das seguintes razões: A) grande número dos chamados ‘‘carrinhos de cachorro-quente’’ localiza-se próximo a portões de escolas, facilitando aos estudantes a indesejada iniciação no vício do alcoolismo; B) o álcool é a droga mais consumida no País, dada sua tolerância social, trazendo toda sorte de prejuízo para o consumidor e para sua família; C) tenho participado de uma verdadeira cruzada contra o tabagismo e contra o alcoolismo, principalmente junto a crianças, jovens e adolescentes, já que sou professor e sei de minha responsabilidade na formação dos jovens. Desta forma, jamais poderia aprovar uma lei liberatória da comercialização de bebidas alcoólicas em carros destinados exclusivamente à venda de lanches e refrigerantes. Portanto, não estamos incluídos - eu e os vereadores acima citados - entre os edis que derrubaram o veto da Sra. prefeita Maria Inês Botelho à lei em causa, proposta pelo Legislativo Municipal’’.
- DILSON BORTOLANZA, professor e vereador em Mandaguari
Cumprimento
Lendo a Folha Cidades do dia 23, gostaria de parabenizá-los pela reportagem ‘‘SRP contesta superintendente do Incra’’, publicada na página 1. Como agropecuarista, senti-me defendido e representado pela diretoria da Sociedade Rural do Paraná. Há algum tempo esperava essa oportunidade de elogiá-los, pois vocês estão fazendo um trabalho dinâmico, consciente, sempre interessados em questionar nossos problemas e necessidades, atentos às nossas reivindicações. Enfim, estão cumprindo seu papel.
- FAUSTO LUIZ BORDIN, agropecuarista, Arapongas
Correção
- Na edição de domingo da Folha Dois, uma das legendas das chamadas de capa foi trocada. O correto é ‘‘Jota. Pág. 8’’
- Na página 7 da edição de ontem, houve erro de digitação no título ‘‘Global Telecom promete celular eficiente’’.
- Carta ‘‘Estradas 2’’, publicada domingo, de Álvaro José Manchini, de Londrina, contém imprecisão reclamada pelo leitor. Em lugar de ‘‘intervir com rigor na questão das concessionárias, que devem ser desobrigadas de executar obras’’, o leitor afirmou ‘‘intervir com rigor na questão das concessionárias serem desobrigadas de executar obras’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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