O Leitor Escreve
Orozimbo
‘‘Vô Orô’’. Assim era chamado carinhosamente por crianças e adultos que frequentavam sua casa. Viveu a infância em um orfanato e desde moço tornou-se fotógrafo da Folha, onde participou com orgulho do crescimento do jornal, registrando as imagens dos principais fatos da história norte-paranaense. Homem querido e correto, que jamais abriu a boca para contestar as injustiças sociais a que fora acometido. Mesmo pressentindo o infarto fulminante, poupou o sono da esposa Matilde e serenamente superou sua dor, frente ao televisor de sua humilde morada. Pena que o reconhecimento em vida nem sempre correspondeu à bonita homenagem que grande número de pessoas foram lhe dar no último adeus. Seus familiares e amigos reconhecem o seu mérito e sabem o quanto ele é e será importante como personagem de nossa cultura. Descanse em paz, Orozimbo Novaes.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Capiau federal
Foi motivo de chacota e de séria indignação na cidade, o fato narrado pelo Informe Folha, dia 22, em que um vereador de Londrina teve comportamento infanto-capiau ao visitar Brasília, abordando de forma inconveniente políticos de renome nacional. Que despreparo por parte de um edil de uma cidade com o porte de Londrina e de nossa tradição política. Que imagem negativa este vereador deixou como representante de nossa cidade nessa sua viagem à capital Federal. Aliás, por falar em Orlando Bonilha, indagamos: o que sucedeu de fato com a CEI instaurada para apurar o depósito em sua conta corrente de salário de funcionário da Comurb, não concursado? Qual foi a conclusão final da CEI formada para apurar de forma cristalina o caso? Que medidas justas foram tomadas pela Câmara de Vereadores de Londrina? A cidade quer saber e aguarda ansiosa o esclarecimento a respeito das irregularidades levadas a público. Como pagadores de impostos temos este direito.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, médico, Londrina
Elza Correia
Venho de público externar sincero agradecimento a Elza Correia, corajosa, equilibrada, inteligente e ativa, que se mantém num nível de feminilidade e beleza acima do trivial, e que angariou, pelas atitudes, o respeito da cidade e dos que buscam a essência da verdade. Ela assina sempre ‘‘Vereadora sem partido’’. Pois bem, Elza. Pela postura adotada em muitos eventos, este partido sem nome, esta defesa do bem comum sem sigla tem há muito tempo, e sedimentado numa visão mais ampla, mais um adepto: eu. Embora filiado ao PSDB, há muito deixei de lado os amarrios das letras do alfabeto que codificam posturas arcaicas e me posicionei a favor da vida. Toda Londrina é devedora da sua atitude diante da Câmara de Vereadores. Sem dúvida, o mundo precisa de mais mulheres do seu porte, dignas, corajosas, que saibam derramar ternura, sorriso e lágrimas idem, mas que estejam prontas a dizer sim à plenitude de vida.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Sonho impossível
Em meio a uma conversa entre dois irmãos, um deles fez a seguinte afirmação: ‘‘Este país vai mal. Nada funciona direito. O que vemos é muita irresponsabilidade, desperdício, desrespeito ao direito alheio, e assim por diante.’’ O outro ponderou: ‘‘Observa o que se passa lá em casa, bem como, praticamente, em todos os lares. Também as coisas não são perfeitas. E olha que somos uma família pequena, com formação quase idêntica e com interesses comuns extremamente próximos. Como esperar que um município, um Estado ou um país funcione perfeitamente?’’
- RICARDO SATHLER, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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