O LEITOR ESCREVE
Ônibus para hospital
O prefeito Antonio Belinati anunciou há cerca de um mês a inauguração de uma linha de ônibus para atender pessoas que se dirigem ao Hospital Universitário. Do terminal Acapulco, passando pela Santa Casa e HU e vice-versa. A clientela dessa linha, embora não seja exclusiva, é composta de doentes e de funcionários que trabalham ou se tratam nessas casas de saúde. Vêem-se mulheres grávidas, crianças, senhoras e muitos idosos. Gente do povo que tem no coletivo seu único meio de transporte, mesmo se doentes.
Dadas as características da clientela, eu, que não tinha ainda usado esse serviço, imaginei que os melhores carros seriam escolhidos para atender pessoas fragilizadas. No entanto não é assim. Aliás, é bem ao contrário. Escolheram o pior ônibus da empresa. É uma carroça. Ônibus reformado, daquele tipo duro, construído em cima de chassi de caminhão. Bancos impróprios, feitos de plástico duro, liso e quente. Sem proteção nas laterais, com risco de passageiro escorregar e cair no corredor. Até o motorista e o cobrador são do tipo carrancudo, sério, como se escalado por castigo. Dá impressão que imaginam que cada passageiro vai vomitar a qualquer instante.
Calma, gente. Doente que vai de ônibus ainda não está em estado terminal. Ainda está vivo. Pode piorar se transportado como animal ou morto. Até caixão de defunto tem forrinho acolchoado e molejo gostoso. O modelo de carro colocado eu só vi em cidades praianas, adequado para banhista que sai do mar, molhado, cheio de areia e feliz da vida. No fundo, é só uma questão de consideração e respeito ao ser humano. O preço é o mesmo e não é de graça. O londrinense merece ser tratado com um melhor serviço.
- LUIZ DE CASTRO, Londrina
Aterro virou jardim
Que pena! Foi só um sonho e que sonho maravilhoso! Sonhei que estava meio deprimido, observando um lugar feio, meio abandonado. Dizem que era um lago e agora chamam de aterro do Igapó. Ah! Sim, foi uma ‘‘praga’’ que secou o tal lago. De repente, como num passe de mágica, aquela paisagem desolada foi se transformando em canteiros coloridos, árvores e flores maravilhosas, numa profusão de cores e aromas. Aqui e acolá, pequenos lagos e riachos. Olha que gramado lindo! Pensei que fosse um campo, mas ao me aproximar percebi que era um jardim japonês. Sim, um verdadeiro jardim japonês! Crianças brincando, pessoas passeando por alamedas, algumas fazendo cooper.
O que é aquilo? Parece uma estufa de plantas! E é mesmo, uma estufa de plantas tropicais. Onde estou? Estaria numa cidade da Europa? Alguém passa e, adivinhando a minha dúvida, responde: ‘‘Você não sabe que aqui é o Jardim Botânico de Londrina?’’ Tomado de um ímpeto de orgulho, pensei: vou tirar umas fotos para amigos na Alemanha e escrever no verso: ‘‘Nós também somos civilizados!’’ Já estava indo embora, quando, ao olhar para trás, aquele cenário deslumbrante quase é subitamente substituído por uma construção monstrenga. Acordei sobressaltado. Pulei da cama e um pensamento veio à mente: que tal fundarmos a Sociedade Amigos de Londrina? Convidaríamos para presidente nossa combativa vereadora Elza Correia e para presidente de honra nosso anjo da guarda, Maria Lucia Reichenbach, promotora de Defesa do Meio Ambiente. São pessoas que engrandecem nossa comunidade, que pensam nas gerações futuras e que podem fazer com que o sonho não vire pesadelo.
- J. C. SCHAEFER, médico, Londrina
Reforma agrária
Emocionante. Este é o adjetivo que uso para qualificar o artigo ‘‘Outra radiografia do MST’’, do frei Ildo Perondi, publicado na página 3 na Folha de Londrina/Folha do Paraná no dia 27 de setembro. Somente nesse sábado tive a oportunidade de ler o artigo. Entretanto, depois de tamanha emoção não poderia me omitir. O frei Ildo Perondi apresenta um entendimento sobre o Movimento Sem-Terra oposto ao revelado pelo estudante de Odontologia Marcos Heidy Guskuma. É lamentável que um jovem, universitário (privilegiado, certamente, pois goza da oportunidade dada a pouquíssimos brasileiros, que é fazer um curso superior) tenha uma visão tão curta e preconceituosa sobre tão importante movimento social deste País.
Felizmente, há pessoas sensíveis, como o frei Ildo. Ele teve o cuidado, a paciência e a dedicação de dizer ao universitário Guskuma e a todos nós que ‘‘a reforma agrária é uma luta de todos. Assim como a conquista da cidadania e da dignidade. É luta dos camponeses. É luta dos estudantes. É luta dos professores e de intelectuais. É luta nossa como religiosos, pois Jesus também ‘‘veio para que todos tenham vida em abundância’’ (João 10,10). Obrigado, frei Ildo, pela emoção que provocou. Que o seu artigo seja usado em todas as escolas do nosso Estado e até do nosso Brasil, para auxiliar os estudantes (e também os professores) a entender o que é a democracia.
- OSMAR POYER, advogado, Londrina
Dia do Médico
Obrigado, doutor. Receba nossa homenagem na data que lhe é dedicada, 18 de outubro. Obrigado pelos longos anos de estudo, noites de vigília, longe do aconchego do lar, atento ao dever, quando se faz tão necessário aos familiares, que se vêem privados da presença querida. Obrigado, doutor, pelo atendimento eficiente, afetivo, dedicado quer seja de dia ou à noite, sem horário sequer para refeições. Obrigado a você, doutor, que se tornou médico por vocação, que fez da sua vida a maneira mais sublime de expressar amor ao próximo. Obrigado a você, médico, que sabe honrar a profissão e que, certamente, jamais confundirá o nome de Hipócrates com hipócrita. Felicidade, doutor. Que Deus o abençoe e ilumine sempre, para o bom desempenho da nobre missão. Felicidade, doutor.
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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