O LEITOR ESCREVE
Praça Rocha Pombo
Presto esclarecimentos à leitora que, dia 8, opinou a respeito das profissionais do sexo que ficam na Praça Rocha Pombo: 1) Praça é lugar público de ida e vinda das pessoas que moram e pagam impostos, sem discriminação de raça, cor, sexo, profissão ou religião; 2) As profissionais do sexo estão trabalhando. Sua profissão lhes garante o sustento do lar. Também são donas de casa; 3) São mulheres que desde 95 participam das atividades educativas propostas por nossa Associação (em parceria com o Ministério da Saúde e com o Programa Municipal de DST/Aids) direcionadas especificamente para elas. Nestas atividades aprendem a conhecer o seu corpo. Aprenderam o que é um corpo sadio e um corpo doente. Conheceram técnicas para práticas mais seguras de sexo para que possam preservar o seu corpo e o corpo do cliente ao qual ensinam também a importância de se prevenir de doenças. Atualmente capacitamos cinco multiplicadoras de informação que nos auxiliam no trabalho de campo junto a outras mulheres profissionais do sexo; 4) São donas do seu tempo. Executam um trabalho digno e é dele que alimentam, vestem, educam seus filhos. Não têm do que se envergonhar.
Infelizmente, os valores pregados pela leitora em questão são os mesmos que tiraram da figura feminina o direito de ter direito - discurso este da classe masculina letrada do século passado e que ainda hoje se mantém, inclusive no discurso de juristas. Lembro, porém, que é direito de qualquer indivíduo viver, viver bem e com dignidade e respeito. Estas mulheres merecem o nosso respeito, estão trabalhando em prol de uma vida melhor e digna. Não afrontam nem incomodam ninguém, só estão querendo o direito de ter direito. Convido a leitora a conhecer nossa instituição.
- LIANA REIS DOS SANTOS, socióloga, coordenadora do Projeto Previna e voluntária da ALIA (Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids)
João Régis
Li, dia 11, na Folha de Londrina/Folha do Paraná a notícia do falecimento de João Régis Fassbender Teixeira. Para os amigos e colegas, João Régis ou simplesmente Régis. Foi nosso colega de turma na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Colega e amigo. Inteligente e humanitário. Também um autêntico gaiato, que a todos encantava com as suas gaiatices. Formado, passou a advogar, escolhendo por vocação o ramo (público) do Direito do Trabalho.
Tornou-se respeitado pela sua cultura e intrepidez em todas as jurisdições em que militava. Possuia um espírito impregnado da ânsia incoercível de avançar culturalmente. Por isso, o estudo e a pesquisa constituíram seu ideal maior. Além de talentoso advogado, foi professor universitário, escritor com várias obras publicadas, muitas traduzidas para outros idiomas. Jornalista de boa cepa e destacado representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho (órgão da ONU) em Genebra.
Na sua meteórica existência deixou marcas indeléveis de homem culto e que sempre procurou ser justo e útil (e o foi) para a sociedade em geral. Cumpriu a sua missão, a qual, pelas suas valiosas obras, jamais se apagará, constituindo, pela via da consequência, um exemplo para as gerações de amanhã. Se por um lado estou profundamente constritado com o seu passamento, por outro estou seguro de que Deus, na sua infinita misericórdia saberá acolher a sua alma e lhe dar perene paz. À sua família, os sentimentos do seu amigo e colega.
- JOSÉ ÁLVARES DELFINO, Londrina
Élber, o nosso craque
Quando trabalhamos juntos no Banco do Brasil/Cesec aqui em Londrina, não imaginava que ao meu lado, naquele uniforme azul-claro, que honrou com seu bom desempenho, estava um futuro craque do futebol. Já tinha ouvido sobre Élber e suas qualidades nos campeonatos de futebol que disputava na AABB, onde era temido pelos adversários, embora adolescente.
Seu pai, durante muito tempo trabalhou num prédio na Rua Paranaguá e é um entusiasta do filho, e hoje deve estar muito feliz, como todos nós pela nova oportunidade na Seleção Brasileira, num esquema de jogo melhor para ‘‘seu menino’’ jogar com a criatividade que lhe é nata.
Nunca fui - e ele e os que me conhecem sabem disso - de bajular quem quer que seja, mas elogiar um trabalho bem-feito, um talento como o de Élber. Ele foi colega de trabalho e um craque na plena extensão do termo; é uma obrigação e um estímulo mais do que desejável a todos nós.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Bicicleta
Não se pode andar de bicicleta no Calçadão de Londrina. Onde pode? Infelizmente, alguns ciclistas não respeitam os pedestres, o que torna o Calçadão perigoso. Entretanto, muitos motoristas não respeitam as bicicletas, tornando as ruas perigosas. Proibir sem dar alternativas dignas é, para mim, tão indignante quanto todos sofrerem as consequências dos atos de pessoas que não conseguem compartilhar o espaço harmonicamente e precisam estar separados. Que sejam separados até aprenderem então. O uso de bicicletas como meio de transporte significa ônibus mais vazio, trânsito mais fluído, preservação do meio ambiente, pessoas mais saudáveis e bem dispostas. Por que o ciclista não é valorizado nesta cidade?
- MONICA FERREIRA LAURITO, universitária em Londrina
Arapongas
Sou nascido em Arapongas, e tenho familiares e amigos nesta cidade tão amada. É com muito orgulho que desejo muitas alegrias e conquistas a esta cidade que desponta a cada dia, e que, com a força de seu povo, vem conquistando grandes espaços no cenário nacional. Parabéns, Arapongas, pelo seu 51º aniversário, transcorrido dia 10.
- FÁBIO LUIZ DUARTE FILHO, universitário, Maringá
Correção
- No texto ‘‘Mais pimenta no molho dos notebooks’’ publicado na última edição de Folha Informática, onde está escrito ‘‘o portátil será lançado em dois modelos: Pentium II de 266MHz e Pentium II MMX de 233MHz’’, o correto é ‘‘o portátil será lançado em dois modelos: Pentium II de 266MHz e Pentium MMX de 233MHz’’, conforme observou o leitor Alexandre Navolar, de Londrina.
- A foto do dragster publicada na capa de Folha Esporte de quarta-feira é de autoria de Bela Pagliosa.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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