O LEITOR ESCREVE
Crise na Saúde
Em relação às inúmeras reclamações relacionadas à demora no atendimento nas filas dos postos de saúde, ambulatórios e hospitais de Londrina, cito ao menos um exemplo de que as causas não residem na cidade. Atendi a paciente Zulmira Ana Neves, 71 anos, de Naviraí (MS), que rotineiramente vem a Londrina para atendimento médico, ficando hospedada na casa da filha, no Conjunto Aquiles Stenghel. 15. Ela - que me autorizou fazer esta explanação - disse que não existe naquela cidade atendimento de qualidade na saúde pública e nem aparelhos para exames como em Londrina. Os médicos que para lá se dirigem para trabalhar (do Rio, São Paulo, Londrina e outros locais) logo desistem em função da baixa remuneração oferecida pela prefeitura de Naviraí.
Não seria o caso de os deputados federais e estaduais recém-eleitos negociarem a situação em alto nível? O governo federal deve rever os valores que o SUS paga aos médicos, pois desde a instalação do Plano Real, inúmeros artigos tiveram aumento de preço e a consulta médica continuou na ridícula e desmoralizante ‘‘fortuna’’ de R$ 2,04 por consulta. Os demais procedimentos médicos acompanham este vexatório patamar.
É mais do que momento para se averiguar para onde está indo o dinheiro da CPMF, já que a maioria das pessoas que chegam de fora para tratamento em Londrina alegam precariedade ou ausência de serviços médicos onde residem. Nós aplaudimos a reeleição. Agora queremos aplaudir os esperados atos sensatos do presidente Fernando Henrique Cardoso.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, médico, Londrina
Hora de verão
Para ‘‘economizar’’ energia vai entrar em vigor dia 11 o horário de verão. Será que essa economia é real? O que dizem os economistas e engenheiros das hidrelétricas? E do ponto de vista médico? Quem acredita que o brasileiro vai dormir uma hora mais cedo? Que levanta uma hora mais cedo é verdade. As repartições públicas economizam? Os ministérios, onde as lâmpadas ficam acesas dia e noite, dão a impressão de que esqueceram de instalar interruptores.
Os milhões de trabalhadores, de maneira especial os que vivem nas grandes cidades, não merecem tanta desconsideração. E as crianças e adolescentes que levantam uma hora mais cedo para ir à escola? O cidadão, a grande massa deste país, não merece nenhum respeito? Está na hora de serem feitas leis para atender à maioria, não para beneficiar uma minoria de privilegiados. Pensem nisto enquanto aguardamos dias melhores para o povo.
- MARINO ZILIOTTO, Nova Aurora
Paraná Clube
Não pensem, senhores, que pela posição do Paraná Clube no 20º lugar no Campeonato Brasileiro, já temos cadeira cativa na Segundona de 1999. Uma equipe pentacampeã estadual nos anos 90, que passa por uma séria crise de valores, tanto financeiros quanto de pessoal, vai se superar na base da garra, e com a absoluta certeza essa fase vai passar.
Arinelson, Auecione, Fernando Diniz e todos os nossos outros valores, vão mostrar no campo que a camisa tricolor, vitoriosa em anos anteriores não o foi por mero acaso, como querem alguns, ou incompetência das outras equipes, como querem alguns cronistas esportivos da Capital. Vamos superar mais esta crise. Minha alegria é ser tricolor, o vermelho do coração, o azul da imensidão a ser conquistada e o branco da paz com a torcida, que se não é a maior, posso dizer que é mais feliz da década. Força Paraná Clube e seus atletas.
- MARCOS ANTONIO DE OLIVEIRA, Fazenda Rio Grande
Doação do Igapó
Como cidadã londrinense sinto-me indignada com a falta de sensibilidade ecológica do governo municipal, que propõe doar a empresa privada o aterro do Lago Igapó-2, onde já se cometeu crime ecológico em governos anteriores. Esse ato de irresponsabilidade, uma vez que a Lei Orgânica do Município proíbe construção em fundo de vales, trará reflexos desastrosos às gerações futuras. Nosso Igapó se transformará em um Tietê, se isso ocorrer. E a história haverá de cobrar tamanha insensatez do prefeito, que vira as costas à qualidade de vida da população londrinense.
- MARIA THIEMI OIKAWA ZANGIROLANI, Londrina
Embalagem para carne
Sobre a notícia publicada no último dia 2 ‘‘Embalagem de carne vigora em janeiro’’ (em Folha Economia): sou dona-de-casa e costumo comprar carnes que têm como embalagem o isopor, o que é muito preocupante na hora de separar o lixo a ser reciclado, pois, pelo que estou sabendo, Curitiba ainda não tem como reciclar o isopor, que polui a natureza e não se decompõe tão cedo. Não haveria outro tipo de acondicionamento de carnes, além do isopor?
- ELISETE PEREIRA, Curitiba
NR: O questionamento da leitora foi encaminhada pela Seção para José Tomazeli, presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Paraná, referido no texto.
Terceira idade
É com grande satisfação que vimos agradecer-lhes pela valiosa contribuição da Folha de Londrina/Folha do Paraná junto ao 1º Congresso Estadual da Pastoral da Terceira Idade, realizado dias 18, 19 e 20 de setembro.
- JOÃO BATISTA LIMA FILHO, Cornélio Procópio
Prêmio
A Folha está conquistando seu espaço. E neste meio tempo, prêmio também. Parabéns pelo Prêmio Aberje/Sul 98, Mídia do Ano na categoria jornal.
- CNT - Central Nacional de Televisão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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