O LEITOR ESCREVE
Praça Rocha Pombo
Nos últimos dias estive tentada a escrever para este jornal com respeito à matéria do ‘‘trottoir’’ na Praça Rocha Pombo, em Londrina, mas cedi à tentação aguardando a decisão judicial. Parabenizo o juiz José Roberto Pinto Junior e a promotora Solange Novaes da Silva Vicentin, ele pela sentença e ela pelo posicionamento em prol da moral e dos bons costumes.
É inadmissível ver alguém tentar se valer de um patrimônio coletivo, de todos nós, contribuintes, em benefício próprio. A Praça Rocha Pombo seria vítima de um trocadilho infeliz e grosseiro, caso a pretensão das prostitutas lograsse êxito. Ora, elas que vão ‘‘trabalhar’’ em suas casas e não perante nossos filhos. Que belo cartão postal: museus, Supercreche, Bebê Clínica e R$ 1,99 da prostituição. Sim, porque caso a coisa descambe do jeito pretendido, dentro de alguns dias seria implantada uma catraca na entrada e o freguês se serviria à vontade e à luz do dia.
A tal associação que tomou as dores das prostitutas deveria preocupar-se com o controle da Aids e não com a sua proliferação (não estariam os objetivos da tal associação confusos e distorcidos?). Por que ela não depreende esforços no sentido de tirar as prostitutas daquela vida, apresentar alternativas, encaminhar etc., ao invés de incentivar a prostituição e a propagação da Aids e outras doenças?
Todos temos o livre arbítrio e há sempre a alternativa daquelas mulheres largarem esse tipo de ‘‘trabalho’’, como tantas assim o fazem. Seja para trabalhar como domésticas, zeladoras, serviço braçal, atividades supostamente menos ‘‘fáceis’’e rentáveis do que a que desempenham. É imoral termos uma praça no centro de Londrina servindo de colchão, ponto de tráfico e de desocupados, enquanto nossos filhos, idosos e pessoas que necessitam de algum tipo de lazer se espremem em cubículos, temendo por sua segurança. A praça existe para o lazer e em benefício da coletividade e não para ser uma zona franca de crimes de determinada categoria.
- RUTE MARIA DA SILVA, Londrina
Vítimas do trânsito
Como centenas de outras pessoas, também vitimadas pela violência do trânsito em Londrina, vi com bons olhos a criação da Associação Londrinense das Vítimas de Trânsito. Essa iniciativa é da dona-de-casa Lenice Aparecida Teixeira, filha de Maria Nascimento Lopes, morta por atropelamento na Av. Higienópolis, que desabafa em reportagem publicada na Folha de Londrina/Folha do Paraná, do dia 30 de setembro: ‘‘Queremos buscar soluções que melhorem o trânsito e diminuam o número de acidentes. Ao mesmo tempo, lutaremos pela punição dos atropeladores e maus motoristas, que assassinam covardemente acobertados por uma onda de impunidade. Vamos nos organizar para conseguir prestar às vítimas todo tipo de apoio jurídico, psicológico e assistência social’’, como ela afirmou.
Parabéns, Lenice. Sou solidário à sua campanha. E como forma preventiva, toda a população londrinense deveria se sentir ameaçada pela insegurança do nosso trânsito. Nunca imaginei que um dia seria atropelado por um motociclista pilotando em alta velocidade pela contramão. Fruto da irresponsabilidade, imperícia, imprudência e negligência dos nossos mal educados condutores de veículos que não são punidos. Ao contrário, são anistiados nas multas pelas inconsequentes leis criadas pelos nossos políticos, como aconteceu recentemente.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Aterro do Igapó-2
Londrina já foi destaque, em todo o País, em competência, modernidade e compromisso com sua população. A discussão atual, sobre a construção do aterro do Igapó-2, é oportunidade de repensar e rediscutir o projeto. Será que não é momento de mais uma vez pensar concretamente nas consequências da edificação proposta? Hoje, com inúmeros grupos mundiais na defesa do ambiente, é mais uma oportunidade de o poder público dar uma prova de compromisso com questões tão atuais e prementes na vida da população. Como cidadã, preocupada com a qualidade de vida da cidade onde moro, espero uma reflexão dos governantes em transferir essa obra para outro local que não traga prejuízo ao ambiente.
- LIDIA YURIKA OIKAWA, Londrina
Eleições
Cumprimentamos toda a equipe da Folha de Londrina/Folha do Paraná pela excelente cobertura das eleições. O trabalho dinâmico, imparcial e coerente de todos os profissionais desses conceituados veículos demonstra a importância da imprensa livre e independente. Tenho plena convicção de que a democracia evoluiu neste processo eleitoral e de que a continuidade da gradativa conscientização da sociedade brasileira em relação à importância do exercício da cidadania dependerá do empenho de todos nós. Parabéns.
- NEY LEPREVOST, Curitiba
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na página 2 da edição de ontem do Folha Curitiba, o relatório de Impacto Ambiental deve ser feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na área reservada ao reassentamento dos moradores da região das obras do Contorno Leste, e não nas obras, para as quais o relatório já foi elaborado há cerca de um ano.
- A palavra ‘‘craniano’’ foi grafada errada no título da página 2 da Folha Esporte, na edicação de terça-feira.
- A foto publicada ontem na 1ª página do clichê Centro-Oeste/Sudoeste/Noroeste para ilustrar chamada sobre notícia de enchente não se refere a Cascavel. Trata-se do Rio Acaray, em Ciudad del Leste (Paraguai). Seu autor é Cristian Rizzi.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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