O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
O segredo do voto
Durante a campanha eleitoral, meus filhos me questionaram sobre como e em quem votar. Queriam saber mais sobre a importância do voto e qual a atribuição dos cargos. Até a cola da mãe eles prepararam. Depois de quase 30 minutos de espera na fila, minha filha de 9 anos ficou decepcionada ao ser impedida de me acompanhar junto a urna para o registro do voto. Grande exemplo de educação cívica foi passado a ela! Gastam milhões e milhões em propaganda educativa (?) incentivando os jovens que não têm obrigação mas a responsabilidade de votar, e depois não os deixam entrar na seção.
Tenho questionado o segredo do voto. Pelo atual sistema, o seu voto não tem nenhuma privacidade: o eleitor entrega o título ao mesário, o mesário aguarda que o eleitor anterior termine de votar; a máquina autoriza, e ele digita o número do seu título de eleitor. Neste momento a máquina sabe que quem vai votar é o eleitor de número tal, ou seja, você! A partir daí, todas as suas ações ficam registradas na urna eletrônica e a máquina só autoriza a digitação do próximo título de eleitor quando aparece na tela a palavra fim. Vimos que assim o seu voto pode ser acessado por qualquer técnico do TRE ou qualquer pessoa que tenha acesso aos dados da urna.
Quero deixar bem claro que sou a favor de todo e qualquer tipo de modernização. Aliás, o Brasil precisa se modernizar! Trabalho com informática há cerca de 5 anos e acompanho de perto toda a revolução cibernética. Porém, não concordo que o nosso voto seja tão vulnerável.
- MÁRCIO VALE GIOVANNETTI, Londrina
Problemas
Notícia Jaime Lerner consegue 55% dos votos (Folha Eleições 98 de ontem): o Paraná escolheu a inovação e a visão de futuro que aposta na industrialização, em vez do retorno ao foco agropecuário e estatal já ultrapassado. Quanto aos problemas ocorridos nas seções de Curitiba, realmente só temos a lamentar que o TRE tenha a postura arrogante de dizer que a culpa foi dos eleitores que deixaram para a última hora o momento de votar. O planejamento prévio deve-se basear em números quantitativos e históricos e fica evidente que não foi o caso nestas seções localizadas em bairros mais pobres.
- DENILSON PADILHA FUCHS, Curitiba
Uma só causa
Estas eleições caracterizaram o chamado balaio de gato. Antigos apoios se transformaram no Paraná em oposição dentro dos próprios partidos. Como não declarei voto em aberto, a não ser para presidente, agora o faço, com a finalidade específica de solicitar a união em torno do Paraná. Governo, votei no Requião; federal, Luiz Carlos Hauly; estadual, Nitis Jacon; senador, Álvaro. E agora o que fazer? Cabe mais do que nunca solicitar dos eleitos e derrotados que lutem por uma só causa: o Paraná.
Sem dúvida, farei oposição quando necessária, mas sadia. Scalco tem que dar as mãos para a ala que desejava candidato próprio dentro do PSDB (da qual faço parte); Requião continuar a ajudar o Estado; Lerner - mais do que nunca - usar as pranchetas sim, mas colocar também os pés no chão (inclusive no interior); de imediato, liberar as verbas prometidas e necessárias para o HU; quando viajar para o exterior ou outras, empossar a vice, Emília Belinati, que é de direito, e que nos chateou muito quando não o fez; sanear e cuidar da nossa agricultura, utilizar propostas coerentes e boas do Requião, e assim se tornar o governador de todos os paranaenses, inclusive de quem votou contra o reeleito, como eu.
Dos deputados federais e estaduais espera-se um bloco compacto em torno deste ideal. Com a recessão às portas, a moeda que vai valer é a da garantia da comida na mesa, agropecuária e empregos estimulados, das escolas repensadas, e que seja concedida voz à boa equipe dos núcleos, e não incentivar tanto as multinacionais em detrimento das made in Paraná e Brasil. Parabenizo eleitos e derrotados. Agora sim veremos quem são os verdadeiros paranaenses: a campanha terminou.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Faltou bom senso
Notícia Urna facilita voto dos deficientes (visuais) (Folha Eleições 98, de ontem: acho muito importante e louvável essa preocupação que se tem em melhorar a vida dos deficientes visuais. Isto deve continuar para que se facilite cada vez mais e em todas as áreas, o dia-a-dia dos deficientes com problemas diversos. O que não dá para entender, e fica aqui meu registro, é que no Colégio Marista (em Londrina), zona 191, seção 53, onde votei, e outras seções, foram instaladas em um pavimento não térreo, existindo dois lances de escadas, enquanto que no térreo podia se verificar inúmeras salas vazias. Eu, como outras pessoas com problemas de locomoção, tive, com esforço, de vencer esses lances para a devida votação. Onde fica o bom senso dos organizadores e responsáveis por essas instalações no que se refere a facilitar a vida dos deficientes?
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, Londrina
Senhor presidente
Eu espero de você, senhor presidente da República, mais saúde, mais escolas, mais emprego e mais segurança. Eu espero também menos juros, menos filas nos hospitais, mais postos de saúde, aumento de salário, investimento em pequenas e médias empresas e investimento na agricultura.
Meu nome é Rosane, moro em Londrina, estou na escola e meu pai tem um emprego e uma casa, mas muitas pessoas não têm isso e muito menos da metade disso. Dê isso a elas, pois nosso país é rico e pode ir para frente.
- ROSANE MIOTO DOS SANTOS, de 10 anos, aluna da 4ª série da Escola Municipal Neman Sahyun, Londrina
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