O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Privatização
É preocupante a situação do País. Dívidas interna e externa quase impagáveis. O governo conseguiu vender tudo o que poderia trazer lucro, o dinheiro acabou e agora não há mais nada que vender, a não ser um pedaço desse imenso território nacional. É sabido que aquele que vende desenfreadamente tudo o que tem e não coloca nada no lugar ou não aplica racionalmente o produto dessa venda, estará, mais dia, menos dia, com a situação financeira complicada.
O dinheiro arrecadado na privatização deveria, ao menos, ser aplicado na educação - formação de mestres e doutores - para incrementar o ensino e a pesquisa. Porém, o que se vê é o descaso com a pós-graduação: só existe em doses homeopáticas e para alguns felizardos, quando deveria ser facilitado para todos os graduados, conforme manda a lei.
Não é o caso de ser contra ou a favor da privatização. O maior problema é a aplicação errada do dinheiro: para salvar banqueiros falidos ou multinacionais improdutivas. Ultimamente nossos governantes só têm se preocupado em criar e cobrar impostos com uma fúria jamais vista, sem preocupação com a distribuição de renda, promovendo a igualdade social que tanto apregoam às avessas.
Distribuir cestas básicas, medicamento, leite etc., só transforma o País numa grande quermesse. Nada resolve e incentiva a vagabundagem dos adultos e o abandono da escola pelas crianças. A democracia ainda é o melhor regime político para as nações. O que falta é coragem, serenidade, honestidade e vontade de administrar corretamente o bem público.
- ESMERALDINO FRANCO, Santa Mariana
Pequena travessia
Nossa vida tem duração tão pequena que poderíamos denominar de pequena travessia. Trinta ou oitenta anos é pouco, porém temos condições de fazer dessa pequena travessia uma linda história. Uma história em que nossos rastros seriam inapagáveis. Tudo possuímos para sermos felizes. As flores estão exalando perfume na beira da estrada. Porém, é triste perceber que ainda tantos criam suas próprias correntezas ou fabricam cachoeiras muitas vezes intransponíveis. Os títulos que Deus nos empresta e que se bem utilizados deveriam servir de passaporte para o lado de lá, muitas vezes são empecilhos devido a nossa imaturidade. O dinheiro que Deus permite que ganhemos e multipliquemos, se bem aplicado poderíamos com certeza comprar o céu.
Mas também é salutar e confortante quando deparamos com os artigos de Walmor Maccarini, acompanhados de um toque de espiritualidade. Ficamos felizes em notar que mesmo no universo jornalístico, onde a constelação é quase opaca, ainda dá pra se notar algumas estrelas a brilhar. Discípulo é aquele que aprende com seu mestre e apóstolo é o que leva para os outros aquilo que aprendeu. Por isso Walmor Maccarini é para nós um grande apóstolo da imprensa e com seus artigos nos tem ensinado que, apesar das correntezas e cachoeiras, ainda podemos semear e colher flores nesta nossa pequena travessia.
- WELLINGTON SAMPAIO, Londrina
Reformas que interessam
O Brasil ostentando tremendos déficits (na educação, telecomunicação, habitação, entre muitos outros) e possuindo clima e povo fantásticos, é difícil no País imaginar que chegaríamos a uma carência de emprego. O que falta mesmo é vontade política para que o governo derrube o vespeiro de privilégios que aí está e ponha a máquina para funcionar. Uma medida provisória limitando ao teto do INSS todas as aposentadorias (a dos marajás da União, estados e municípios) criaria uma receita que imediatamente aplicada à educação e às obras sociais produziria enorme quantidade de empregos. Os preços dos automóveis brasileiros ficarem em conformidade com os gabaritos internacionais também seria outra medida importante. Um carro popular vendido por R$ 7 mil, que é o que ele vale, faria com que as vendas aumentassem muito e, em consequência também haveria mais empregos. Mas onde está a coragem dos nossos governantes?
- OCIMAR MARTINS, Londrina
Aeroporto de Londrina
É muito triste ver que minha cidade natal está cada vez mais abandonada pelas autoridades (notícia Aparelho do Aeroporto é ultrapassado), levando em consideração que Londrina é a segunda maior cidade do Paraná, e que a Capital possui um dos aeroportos mais modernos do País. E, mais ainda, que a vice governadora é de Londrina. É inadmissível a cidade estar passando por uma situação vergonhosa destas. Espero que as autoridades locais e do Estado possam encontrar uma saída, pois Londrina está abandonada em muitos outros segmentos pelas autoridades. O caso do aeroporto é apenas uma das provas.
- MÁRCIO DAVID DE SOUZA, Recife (PE)
Ônibus em Curitiba
Sou usuária de ônibus da linha Jardim Itália, em Curitiba, que deveria ser melhor revista pela Urbs - empresa que administra o setor. Nos horários de pico as pessoas ficam em longas filas à espera de um ônibus. É importante oferecer conforto aos usuários, porém, a Urbs deve dar atenção aos usuários de outras linhas, que também contribuem com passagens de igual valor. Na linha Itália é constante o atraso, ônibus que saem da garagem sem condições de funcionamento, peças danificadas e falta de óleo. Existe um veículo, por exemplo, que nos dias de chuva espalha a água que entra pelo circulador de ar nos pobres passageiros e estes não podem evitar a situação porque o coletivo sempre está lotado. As catracas normalmente estão com problema e sempre há excesso de passageiros.
- ELISETE PEREIRA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





