O LEITOR ESCREVE
Aeroporto
Na década de 50, Londrina era considerada famosa pelo movimento extraordinário em seu modesto aeroporto, que só era superado pelo aeroporto de São Paulo, o centenário Congonhas. Portanto, já era motivo de muito orgulho para os londrinenses que vivenciavam aquela época áurea. Mas infelizmente hoje, quase 50 anos passados, e que a jovem cidade teve vertiginoso crescimento populacional, industrial, cultural, político, o Aeroporto de Londrina se transformou em simples estrutura desprovida de VOR, ILS e NDB (ultrapassado), equipamentos imprescindíveis para que aeronaves que trafegam neste aeroporto os tenham como orientadores para o mínimo de segurança a seus passageiros e tripulantes e para a população, que fica à mercê de qualquer momento ser surpreendida com acidentes.
É inconcebível que uma cidade com mais de meio milhão de habitantes, terceira do Sul do País e a segunda do Paraná, onde com frequência se utilizam deste aeroporto governadores de Estado, ministros, senadores, deputados, prefeitos, profissionais liberais, empresários que para aqui se destinam na tentativa de realizar joint-ventures e muitos não conseguem o objetivo porque as aeronaves não pousam e nem decolam, fazendo com que aquelas pessoas percam seus compromissos. Como ocorreu recentemente com o ministro da Agricultura, Francisco Turra, que ficou retido dois dias em Londrina pelo fato de o aeroporto estar fechado. O ministro do Trabalho, Edward Andrade, viria proferir palestra, dia 28 último. Não pôde estar presente pelo simples fato do aeroporto não dar condições para pouso de aeronaves.
Destaque nacional por ter conquistado grandes empresas como a Dixie Toga, Atlas Villares, entre outras, e que por esta razão terá demanda muito maior na estação aeroportuária, Londrina não pode admitir passar por situações vexatórias como tem passado. Cabe à Câmara de Vereadores colocar novamente em pauta o projeto de lei que, se aprovado, dará condições para que a Infraero possa ser cobrada pelas obras de sua responsabilidade, a fim de que o Aeroporto de Londrina volte a orgulhar aos londrinenses que nela acreditam e confiam.
- OCTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO, presidente do Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional
Monstro no lago
Eu vi, juro que vi. Era um monstro feio, estava no meio do Lago Igapó 1, boiando sobre um pneu. Pasmem, usava calça jeans desbotada e rasgada e camiseta doada em campanha política. De onde eu estava não deu para ver o nome do candidato. Embaixo da camiseta estavam acomodados algumas caixas e saquinhos de leite vazios. Talvez ele ainda fosse um bebê. Esse monstro tinha três pés. Calçava tênis. Adidas em um, Nike no outro e no terceiro um Olimpikus. Todos sem condições de uso por um ser humano. Que monstro horrível. A água em torno estava coberta pela camada de um líquido escuro e de longe era possível sentir o cheiro de combustível. Na cabeça, nem sei se era a cabeça, tinha um emaranhado de saquinhos plásticos. Muitos mercados da cidade foram contemplados.
Por um momento pensei que o monstro estivesse ali para fazer propaganda. Mas percebi que não. Ele assustava todos que caminhavam nas margens do lago. Incomodava aqueles que esquiavam ou remavam. Fiquei por alguns minutos observando suas mãos. Em cada dedo ele tinha uma garrafa de refrigerante vazia, cada uma de marca diferente. Todas de material pet, cujo tempo de degradação é de aproximadamente 100 anos. Já imaginaram quanto tempo esse monstro vai viver? Mas, se hoje ele vive, como foi gerado? Quem são os pais desse monstro? Perguntei a um senhor, funcionário da AMA (Autarquia do Meio Ambiente) e ele me respondeu:
- Os pais são aqueles indivíduos que não têm consciência. Que jogam lixo nos bueiros, nas calçadas, que acreditam que um pouquinho de lixo nas galerias pluviais não vai alterar sua capacidade de emissário. Indivíduos que jogam todo tipo de lixo, desde papel de bala até pneus, os quais são então arrastados para a bacia do lago, pelas chuvas e pelas águas de lavagem de calçadas, e vão formando os monstros.
- SONIA MARIA NOBRE GIMENEZ, professora universitária, Londrina
Dia Mundial do Turismo
Marcando a passagem do Dia Mundial do Turismo, domingo, dia 27, a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), órgão fomentador do turismo no município, tem muito a comemorar. Aqui lançamos o Plano de Desenvolvimento Turístico, identificamos a necessidade de incrementar o turismo de eventos e o turismo rural e implantamos o ‘‘Londrina Convention & Visitors Bureau’’, que vai ficar responsável pela vinda de congressos, convenções e feiras nacionais e até internacionais para a cidade, entre outros diferentes eventos. Isso é bom porque movimenta sobremaneira a economia do município e gera novos postos de trabalho.
Esse trabalho foi plantado em menos de dois anos e já está dando frutos, graças ao apoio incondicional do prefeito Antonio Belinati e do vice, Alex Canziani. Não é para menos: as atividades do ramo, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT) vão movimentar no mundo, este ano, cerca de US$ 3,7 trilhões - ou US$ 10 bilhões por dia. Dentro de 25 anos o turismo vai estar oferecendo quatro em cada cinco empregos da chamada ‘‘economia de serviços’’ que, por sua vez, responderá por dois em cada três empregos da economia em geral. O segmento movimenta 10% da economia mundial. Por isso vislumbramos o futuro. Por isso comemoramos e por isso parabenizamos.
- MÁRCIA BOUNASSAR, diretora de Turismo da Codel
Anistia de multas
As opiniões de Dorcelina Ferreira Boni e José Alvares Delfino, sobre a anistia de multas de trânsito, publicadas nesta seção dia 1º, são insuperáveis pelos argumentos apresentados. Fazem o leitor meditar como as autoridades, de olho nas eleições, são maquiavélicas. Como premiar assassinos do trânsito e afrontar suas vítimas, os acidentados, alguns paraplégicos, e as vidas ceifadas? Certamente, deveremos ter vergonha de sermos honestos e cumprir as leis vigentes?
- CARLOS ALBERTO LARCHER, Rondon
([email protected])
Cumprimento
Sobre a reportagem ‘‘Justiça garante acesso de aluno à escola’’, publicada dia 30, gostaria de parabenizar o aluno Sandro de Oliveira. Se todos os brasileiros procurassem seus direitos por meios legais, ao se sentirem ameaçados, provavelmente viveriamos num país diferente. Muito melhor. Este jovem mostra que sabe o que quer e, provavelmente, será um bom advogado.
- VANDA CASTRO, Londrina
([email protected])
Correção
- Devido a problemas técnicos, o caderno Folha Cidades, que circulou ontem no Norte do Paraná, incluiu indevidamente uma página que já estava sendo publicada no caderno Folha Londrina.
- Na página 9 de ontem, o nome do Laboratório Schering do Brasil foi grafado errado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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