O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Igapó 2 (1)
Quando existe um movimento que mobiliza a população há uma tendência, movida pela emoção, criatividade e carinho que a gente tem na busca da conquista dos nossos direitos. Lendo os jornais, que diariamente divulgam notícias do nosso lagaterro Igapó 2, sinto a vontade e o desejo da população, na qual me incluo, de retomar o que é nosso. Surgem idéias de todos os lados, todas querendo a preservação. Fato importante, pois estão respeitando o texto da lei de crimes ambientais, recentemente aprovada pelo governo federal, cuja infração está sujeita a graves penalidades.
Voltando às idéias, gostaria que fossem arquivadas na nossa memória, pois a hora chegará em que elas terão papel importante. Agora é hora de impedir a doação, é hora de apelar à sensibilidade de nossos políticos a esta mobilização, que cresce dia a dia. Se a gente ficar no mundo das idéias, elas podem nos trair. Uma árvore não pode impedir a visão da floresta, que é hoje esta grande vontade de preservar, e o verde é a verdade.
- ANA TEREZA GôNGORA DE LUCCA, Londrina
Lago Igapó 2 (2)
Acompanho com frequência os artigos do jornalista Walmor Maccarini. Infelizmente na imprensa poucos têm sua sensibilidade. A imprensa seria melhor se, ao invés de tantas desgraças, publicasse coisas que viessem nos dar calma e equilíbrio. Parabéns à Folha de Londrina/Folha do Paraná por ter em sua equipe uma pessoa assim. Em seu último artigo sobre a destruição do Lago Igapó (que outros políticos permitiram) em gestões anteriores, e que agora o prefeito quer doar à iniciativa privada (a ricos) para que sejam construídas ruas ou shoppings, ele deixou claro que isto é inadmissível.
A população de Londrina deve se unir, acionar o Ibama e outros órgãos de defesa da natureza e não permitir tal barbaridade, pois as nascentes de água são obra de Deus. O prefeito tem que repensar e transformar o lago em local de vida para as plantas, animais e de lazer e alegria para a população, retirando todo o entulho e punindo as pessoas ou empresas que poluem o lago.
Belinati deve meditar sobre a obra do Criador, esquecer obras faraônicas e deixar de lado a política. Mas não deve agredir a natureza. Com certeza, todos colhemos o que plantamos.
- ALOISIO SCHELLER, Centenário do Sul
Lago Igapó 2 (3)
Minha opinião a respeito do aterro do Lago Igapó não é de relevância, mas sou contra a transformação daquele espaço em praça pública, que certamente será abandonada à sorte de mendigos, desocupados, viciados e traficantes, como tantas outras de Londrina, já que nossos filhos são impedidos des brincar nas praças por conta da falta de segurança e péssima frequência. Qual a razão de termos junto ao Poder Judiciário dois pesos e duas medidas? Por que uma margem tem que ter o destino que a população reivindica, e do outro lado, em zona muito mais nobre, com endereço na avenida mais valorizada da cidade, é lícita a exploração particular de beleza e local reconhecidamente públicos para um bar que serve aos burgueses?
Não fui parte do processo, mas colocando-me no lugar dos proprietários, qualquer acordo seria melhor que a obrigação de refazer ou fazer voltar ao estado anterior um local onde investi vultosa soma de dinheiro, marketing etc. Com certeza aceitaria até conservar as margens não de área determinada do lago, mas de toda a extensão dele. A lei deve ser igual para todos e não beneficiar interesses particulares.
- SILVANA ALBUQUERQUE CAMARGO, Londrina
Aeroporto
O atual momento é muito propício para essa história: era uma vez, uma linda cidade chamada Longá, que por coincidência tinha um aeroporto que não funcionava em dias chuvosos, reclamava para todo lado e não havia solução.... Bem pertinho dela havia outra linda cidade, chamada Marindrina que, teimosa, queria construir um aeroporto internacional. Começou mas não tem como concluir...
Duas cidades sem nenhum aeroporto que prestasse. Lembra-me aquela passagem de dois burros amarrados um ao outro, que não conseguiam chegar na comida porque a corda era curta, até que, de tanta fome, chegaram um acordo. Comeram primeiro a porção do burro A e logo em seguida comeram a porção do burro B.
Assim eram as duas cidades que, no fundo, eram irmãs, mas impedidas de amizade por uma tal de Tibacuri. Essa Tibacuri, uma outra cidade, preocupava-se muito em manter as duas irmãs como inimigas, porque ela sabia muito bem que se um dia elas tivessem fome, chegariam a um acordo, e aí sim as coisas mudariam para valer. Resolveriam de uma vez não só um aeroporto digno para as duas cidades, mas com muitos outros problemas tipo porto seco, pedágios, industrialização etc.
- ANTONIO ROMERO FILHO, técnico em contabilidade, Maringá
Vestibular
As inscrições do vestibular de verão estão aí, mas como fazer se as vagas que nos eram ofertadas foram cortadas pela metade, em vez de serem criadas mais? Tudo pelo comércio, como dirão uns, pois a cidade está parada e o vestibular movimenta tudo. Com isso, a universidade é apoiada por todos os setores que infelizmente estão no comando. Se antes os londrinenses já tinham poucas chances de entrar em sua universidade, agora então, com essa descarada demonstração de interesse econômico por trás de um singelo benefício aos comerciantes locais, fica praticamente impossível, pois disputamos vagas com estudantes profissionais. Eles ficam anos fazendo cursinho, e quando chegam aqui nos deixam a ver navios, pois temos que trabalhar e não temos tanto tempo para estudar.
- EDUARDO DIAS PINETTI, arte-finalista, Londrina
Correção
Por erro de paginação, o gráfico das palavras cruzadas da edição de ontem da Folha 2, página 6, foi publicado com várias incorreções.
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