O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Lago Igapó
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Londrina manifesta-se contrário à doação de área pública e de preservação ambiental, que compõe o Lago Igapó, para a iniciativa privada. E soma-se a tantas outras posições contrárias à doação, com base na legislação de preservação ambiental e na opinião de estudiosos do meio ambiente. O Sindicato dos Jornalistas apela ao prefeito de Londrina, sr. Antonio Belinati, para que ouça a voz da população, que clama para que a referida área não seja motivo de especulação comercial.
Para decisão tão importante não deve ser ouvido apenas um instituto de estudo ambiental. É lamentável que os vereadores, com exceção de Elza Correia, tenham aprovado o projeto do Executivo, sem consulta a profissionais especializados e principalmente a comunidade. E devem ser louvados aqueles que alertam a sociedade para que se mobilize e impeça a concretização de um projeto que contraria a Lei Orgânica dos Municípios. Esta é mais uma oportunidade para que pessoas e grupos londrinenses participem de decisão que vai atingir diretamente a coletividade. Todo esforço deve ser empreendido para impedir que um ato do Executivo não sirva somente a interesses individuais e de grupos privilegiados.
- CARINA PACCOLA, presidente
Anistia de multas (1)
Li com profunda tristeza a notícia sobre a sanção parcial, pelo governador Jaime Lerner, da lei, de autoria do deputado Anibal Khury, anistiando infrações contra o Código Nacional de Trânsito. A anistia dos pontos acumulados na Carteira Nacional de Habilitação vai beneficiar somente os maus motoristas. Tenho presenciado cenas de abuso e desrespeito no trânsito, que acabam por tirar vidas inocentes. A vida é dádiva preciosa e é preciso preservá-la a qualquer custo, e isso só veremos acontecer com punição mais severa aos infratores da lei, que a princípio parecia ter vindo para proteger os cidadãos justos e desamparados, mas sua finalidade foi deturpada para beneficiar alguns em detrimento da grande maioria.
A atitude do deputado Anibal Khury e de seus companheiros de Legislativo me faz sentir vergonha de ser honesta e de cumprir as leis, comportamento que tenho ensinado a meus filhos. Parece que aquele parlamentar dá mais valor aos assassinos do trânsito, aos maus cidadãos que, com seu desrespeito, colocam nossas vidas em jogo do que ao cidadão comum, respeitador da legislação vigente e cumpridor de sua obrigação.
Por que o governador Jaime Lerner não anistiou também a multa pecuniária? Acarretaria queda na arrecadação? Então, como forma de agradar ao Legislativo, o governador adotou o meio termo, anistiando os pontos e preservando a receita. Em nome de tantas famílias que sofreram e sofrem com a perda de algum de seus membros, que tiveram a vida ceifada pela violência do trânsito, peço que aquela lei seja revista, pelo menos quanto aos reincidentes. Queremos a proteção da lei e não vê-la em favor do infrator.
- DORCELINA FERREIRA BONI, Londrina
Anistia de multas (2)
Há dias foi sancionada parcialmente, pelo governador do Paraná, a batizada Lei Khury. A sanção é, no mínimo, ato de flagrante injustiça. O veto (total) era o ato que se impunha, por justiça. O Código de Trânsito é regulado por lei federal. A lei estadual deve obediência à lei federal, por força da Constituição Federal. Por isso parece estar patente a sua inconstitucionalidade.
Da sanção, dois efeitos foram deflagrados: o primeiro, extinguindo todos os pontos de que trata o Código e, com eles, cominações mais graves, inclusive de ordem penal. Não bloqueou, mas, antes, estimulou a prática de múltiplas infrações de trânsito, a partir dos rachas. A irresponsabilidade dos motoristas (dos maus) ganhou nota 10. O segundo materializou a transparente inversão de valores, posto que enquanto o primeiro irradia valores (imateriais), o segundo dá concretude aos valores (materiais), com a manutenção da multa pecuniária. Chega-se, portanto, à conclusão de que valores comuns (materiais), com a indigitada sanção, sacrificou valores nobres (imateriais), como, por exemplo, o direito à vida das pessoas humanas. Afinal, para que fim foram criados os pontos do Código, senão para impor ordem, disciplina, educação, para motoristas useiros e vezeiros em não respeitar a lei?
- JOSÉ ÁLVARES DELFINO, Londrina
Direitos da criança
Ciente de que a Folha de Londrina/Folha do Paraná presta apoio à instalação da Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância), parte integrante do projeto da Andi no Paraná, não temos palavras para agradecer-lhes e dizer que ficamos felizes em saber que cada vez mais pessoas e instituições voltam-se à promoção dos direitos da infância e da adolescência em nosso País.
- GERALDO VIEIRA FILHO, Brasília
Vergonha para Londrina
O constante cancelamento de vôos no Aeroporto de Londrina, motivado pelo mau tempo e pela falta de equipamentos de auxílio a pouso e decolagem é uma vergonha para toda a cidade, mas principalmente para os seus representantes. Para a cidade, por estar havendo, por parte da população, um descaso com a constante interdição do aeroporto, fato que pode até inibir o desenvolvimento regional. Vergonha para os representantes (prefeito, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores do Estado), por ser Londrina a terceira cidade do Sul do País e não contar com um aeroporto com estrutura condizente e equipamentos necessários (equipamentos de auxílio a pouso e decolagem é extremamente necessário, tendo em vista nesta região ser frequentes chuvas e nevoeiros).
- ROBERSON SHINOKI, Londrina
Mais um Zerão
Como é bom caminhar no Zerão! Aproveitar daquele espaço tão agradável, cheio de gente, pássaros cantando, crianças brincando, luzes iluminando quando a noite cai... São poucas as cidades que possuem uma área aberta ao público tão gostosa de se ficar! Por que não mais um Zerão em Londrina? Por que não aproveitarmos nossos fundos de vale, como a área do aterro do Lago Igapó-2, com uma intervenção semelhante? Nós, londrinenses, adoraríamos este presente!
- ANA CLÁUDIA GIMENEZ MESQUITA, Londrina
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