O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Lago Igapó 2 (1)
Em 1957, o então prefeito de Londrina, Antonio Fernandes Sobrinho, autorizou um grupo de londrinenses a procurar local apropriado para um lago. Em dezembro de 1959, quando Londrina completava 25 anos, foi inaugurado o Lago Igapó, com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, embora alterado pela Secretaria de Urbanismo. Parte do Lago era destinada à propriedade privada e a outra ao uso público.
Hoje o lago é o cartão postal da cidade. Atualmente, poderíamos ter a continuação deste projeto com a preservação de seu vale e a extensão do Zerão, frequentado por centenas de pessoas. No entanto, o descaso de políticos vem causando profunda indignação. Nossos administradores estão doando uma área de 90.000 m2 às margens do Lago Igapó 2, identificada como Aterro do Lago Igapó 2, para uma empresa privada. É de conhecimento de todos e aprovado em nosso Plano Diretor que em fundo de vale não se pode ter área edificada.
Mas o que vem causando muitas dúvidas entre nós estudantes, profissionais e instituições é que estes políticos não se preocuparam em nenhum instante em questionar profissionais e entidades ambientais sobre os problemas que esta construção poderiam causar ao nosso meio ambiente. Fizeram tudo às escondidas.
Por quê?
- SIDNEI FERNANDES, estudante de arquitetura em Londrina
Lago Igapó 2 (2)
Gostaria, através da Folha de Londrina, de parabenizar publicamente a vereadora Elza Correia por sua posição, dando o único voto contrário com relação ao projeto de doação da área aterrada do Lago Igapó 2. Tenho acompanhado seus trabalhos há vários anos e posso dizer a Elza que sua postura difere e se destaca bastante da dos demais vereadores da Câmara Municipal de Londrina.
É gratificante vermos sua honestidade inquestionável e sua já conhecida preocupação com as lutas das minorias e do povo, e principalmente seu compromisso com a verdade, questões hoje infelizmente consideradas causas perdidas dentro de uma cultura que insiste em ter a Lei de Gerson como base filosófica e como manual de orientação prática. São pessoas como Elza que fazem com que nós, mulheres, termos a certeza, cada dia mais, de que precisamos ocupar nosso legítimo lugar dentro da sociedade. São exemplos como o seu que nos incentivam a continuar, continuar e continuar...
- CARLA PIETRARÓIA C. PINTO, doutorando em Direito, Malden (Massachusetts), EUA
Lago Igapó 2 (3)
A preservação, para o melhoramento e a beleza do lago Igapó 2, certamente há de sensibilizar aqueles que amam esta cidade, que pensam na sua gente, e que poderão torná-lo mais um local de lazer, de melhoria, até do ar que respiramos, pois quanto mais água e verde, melhores as condições de vida. Vereadora Elza Correia: se o verde se tornar mais belo, se os pássaros, as garças e os peixinhos adornarem o Lago Igapó 2, não seremos apenas nós, os agradecidos, pelo seu empenho, assim como a natureza, que por certo sorrirá agradecida. Oxalá os nossos atuais políticos, bem como os futuros, sejam iluminados, agraciados por Deus, para que haja mais justiça, mais dedicação e mais amor, à nossa terra, ao nosso pródigo e privilegiado País.
- IRENE CRUZ CORREA, Londrina
Judiciário
A preocupação do colega Bacellar (Alerta sobre a reforma do Judiciário, Folha da Justiça da última segunda-feira) é a mesma de toda a magistratura. Estamos assistindo ao torpedeamento do Poder Judiciário que na verdade não tem por função acabar com as mazelas da população. A resolução da miséria social em que vivemos não é meta nem função do Judiciário. O pior é que as autoridades, mesmo as ditas preparadas, confundem a população, com a única intenção de tentar tapar o sol com a peneira.
Exemplo recente disto são as declarações de que as verbas para o Judiciário deveriam ser aplicadas em favor da instituição da Defensoria Pública, que é - como qualquer acadêmico sabe - vinculada ao Poder Executivo. É este tipo de autoridade, por sinal igual àquelas que aprovaram a absurda anistia de um único caso - senador Lucena - para beneficiá-lo e tornar letra morta a punição imposta pela Justiça pelo uso indevido, ilegal e amoral da imprensa oficial em campanha eleitoral, que defendem o controle externo da magistratura. Com toda certeza, só o desejam e o admitem se forem eles - para não dizer os de sempre - aqueles que exercerão o controle. A cidadania com certeza, um dia, dará a resposta a isto. Até quando, Brasil?
- MARCELO CÂMARA RASSLAN, juiz de Direito em Ivinhema (MS)
Aeroporto
Equipe busca solução para aeroporto, conforme foi publicado na Folha: é brincadeira que este assunto volte a público, novamente. Enquanto vemos as maravilhas tecnológicas que serão instaladas no Afonso Pena, em Curitiba, o Nosso Santos Dumont, em Londrina, não decola. Nosso aeroporto está mais parecido com o 14 Bis do que qualquer outra coisa.
- JOEL GARCIA, Londrina
Confiança na Folha
É com muita satisfação que escrevo à Folha de Londrina/Folha do Paraná para felicitar-lhes. A razão deste gesto tem a ver com a confiança que os leitores e admiradores depositam no jornal, como ficou demonstrado em recente pesquisa da Experiences Consultoria e Pesquisa Ltda. Com certeza, a confiabilidade dos leitores decorre de muitas qualidades, entre elas, em primeiro lugar, a isenção que, nas questões políticas, é oposto de qualquer engajamento. Ao mérito de proporcionar a mais ampla liberdade de opinião, acrescente-se a saudável leveza formal no trato das notícias e dos fatos - o que não significa necessariamente frieza, desprovida de qualquer sentimento - que é muito bom, pois preserva-se, assim, a objetividade e impessoalidade deles, livre de paixões e congêneres.
- GILBERTO MOTTA DA SILVA, Curitiba
Correção
O nome correto do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná é Alex Beltrão, e não como foi publicado ontem na primeira página, no reparte que circulou no Norte do Estado. No título da reportagem interna sobre o Núcleo de Telemática, inaugurado por Beltrão anteontem em Londrina, a palavra instituição aparece grafada incorretamente, sem o cedilha.
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