Na entrevista ''Cada mídia tem seu espaço'', publicada ontem na página 3, o doutor em Ciência da Comunicação e professor de Comunicação Social da USP, Luiz Santoro, faz duas afirmações que enchem de orgulho os profissionais dos jornais e os estimula a fazer o melhor todos os dias.
Afirma o especialista: 1) ''As matérias dos jornais impressos são mais criativas e profundas. São também mais críticas''. 2) ''O jornal é o veículo de maior credibilidade. Também é o veículo que causa maior impacto na sociedade''.
A análise do professor - e doutor no assunto - Luiz Santoro, com base em pesquisa do Datafolha, ratifica outra pesquisa, encomendada três anos atrás pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Um dos pontos mais discutidos e comemorados daquela pesquisa foi o que atesta a credibilidade e eficácia do meio impresso. A pesquisa perguntou a diferentes faixas etárias e nível cultural, de ambos os sexos, em que serviços os jornais seriam imprescindíveis. As respostas: a) as denúncias, c) a opinião crítica emitida por profissionais e articulistas, c) as reportagens e os serviços, e d) os anúncios classificados. Outra pergunta: Que tipo de anúncio o entrevistado (a) escolheria antes de comprar um imóvel ou veículo (novo ou usado). A resposta foram os anúncios dos jornais. Logo, segundo a pesquisa da ANJ, os anúncios dos jornais têm mais credibilidade.
Enfim, meios de comunicação existem muitos, rápidos e práticos. A televisão, por exemplo, é poderosa - embora ''pouco inovadora'' como ressalvou o professor. Mas o meio jornal ainda é o mais confiável, segundo pesquisas e análises de estudiosos. E um momento histórico para se colocar em xeque essa comparação é exatamente o atual. Se o público, consciente, busca uma notícia isenta e mais crítica sobre a realidade brasileira hoje, vai encontrá-la em jornais e revistas semanais. Naturalmente, nem todos os jornais, e nem todas as revistas.

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