EDITORIAL -

O inquérito das fake news


Folha de Londrina
Folha de Londrina

Em mais um capítulo do embate entre o presidente Jair Bolsonaro e os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), uma operação da PF (Polícia Federal) por determinação do ministro Alexandre de Moraes bateu nos endereços de aliados do presidente da República, entre deputados, empresários e blogueiros. Para o Supremo, eles são suspeitos de integrar uma rede de disseminação de notícias falsas. A investigação foi aberta em 2019 e busca desvendar financiadores e operadores do esquema.

O já conhecido “inquérito das fake news” mira em uma sequência de ofensas, ataques e ameaças que foi disparada contra os ministros do STF. Vinte e nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Em Londrina, a polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão.



Há muita controversa nesta operação, que é alvo de crítica de políticos e governantes. A origem do inquérito é contestada porque foi aberto em março de 2019 pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, por ato de ofício, ou seja, sem a provocação de outro órgão, o que é bastante raro.

Se há dúvidas quanto à legalidade do inquérito das fake news, a contestação precisa ser feita pelas vias.

Mas o fato é que os órgãos institucionais têm o dever de dar um basta na atuação de grupos criminosos que criam e espalham fake news no país. É preciso chegar aos responsáveis por criar e espalhar conteúdo mentiroso na internet.

As notícias falsas são uma praga do mundo moderno que coloca em risco reputação e vidas. Basta ver o quanto as inverdades publicadas diariamente nas redes sociais atrapalham o trabalho de prevenção e combate à pandemia da Covid-19. Não há democracia que resista a essas organizações criminosas digitais.

 



Obrigado por ler a FOLHA e apoiar o jornalismo profissional!

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Últimas notícias

Continue lendo