Novamente atos de vandalismo a prédios da área de educação são notícia na Folha de Londrina. Desta vez, o alvo foi a sede de uma entidade beneficente que presta serviços de contraturno para crianças em situação de vulnerabilidade social, na zona norte de Londrina.

Salas foram reviradas, a fiação, todas as panelas, carne e diversos mantimentos foram levados pelos criminosos. Além do dano material, a ação forçou o fechamento da unidade durante esta semana deixando sem comida e atendimento as 50 crianças que passam pela instituição. Muitas delas têm lá suas únicas refeições.

Na semana passada, a Escola Municipal Norman Prochet foi arrombada, e graças à ação da Polícia Civil, parte do material foi recuperado, menos o dinheiro arrecadado por meio de duas rifas visando à reforma da biblioteca.

E não são só as escolas que se tornaram alvo desses vândalos, mas muitas unidades de saúde e até hospital que tiveram de suspender atendimentos a centenas de pessoas por terem a fiação elétrica furtada. O caso mais recente foi na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Itapoã, zona sul da cidade, também no último fim de semana, onde mais de 300 doses de vacinas foram para o lixo por terem ficado sem refrigeração.

O que preocupa é que esse tipo de acontecimento está se tornando rotina na cidade. Este ano, até a segunda quinzena de março, 15 escolas sofreram ação de vândalos. No ano passado foram 58 unidades entre escolas e creches. E os danos não se resumem ao material. “A escola sai da rotina”, como reclamou a diretora da Norman Prochet, com perdas na parte pedagógica e no emocional dos alunos, que ficam assustados, inseguros.

Lugar algum deveria sofrer vandalismo, porém, em escolas e unidades de saúde essas ações são inaceitáveis. Provavelmente até familiares dos autores desses atos são prejudicados. Perde a sociedade como um todo. Falta sensibilidade de quem pratica, falta consciência aos receptadores dos objetos roubados, falta proteção pública a esses locais.

Mesmo sem números oficiais, os casos registrados permitem estimar que há um comércio ativo e lucrativo desse tipo de produto e que envolve mais de um setor. Onde estão, quem são, qual o formato do negócio? São respostas que a sociedade espera. Investigar é preciso.

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