O impeachment e Eduardo Cunha
Ao protocolizar nova petição requerendo o impedimento da presidente Dilma, o jurista e ex-membro do PT Hélio Bicudo fora brutalmente assediado por uma parcela da imprensa, com claro viés "chapa branca". O senhor, que quase começa a encontrar a senilidade, teve de responder a incessantes perguntas sobre a legitimidade de Eduardo Cunha, enquanto presidente da Câmara dos Deputados, para reger o processo de impeachment. Tentou - sem muito êxito - inculcar naqueles jornalistas, que ouviam mas não escutavam, que os problemas do deputado Eduardo Cunha em nada se relacionam ao processo de impeachment. Diferenciar "a pessoa jurídica, da pessoa física": o presidente da Câmara do Eduardo Cunha. O que parece lógico àqueles com um mínimo de discernimento, não fez diferença aos que inquiriam Bicudo. Queriam uma resposta já preestabelecida, claro: a de que Cunha não tem legitimidade para presidir o processo contra Dilma. Esquecem que a presidência da Câmara - e não o Eduardo Cunha - devem, por um imperativo legal, levar a cabo o processo de impeachment, se este possuir procedência. O que o deputado Cunha fez, ou deixou de fazer, em nada deve interferir com o andamento do processo contra a presidente. Se o deputado Cunha tiver seu mandato cassado, se resolver renunciar, se ficar doente, ou diante de qualquer outro cenário, seu substituto deverá dar continuidade ao exercício do cargo, sob pena de prevaricar. E qualquer pessoa, contanto que investida no cargo de presidente da Câmara dos Deputados, terá sim legitimidade para reger o processo. Hélio Bicudo falou, e eu repito, Eduardo Cunha não tem nada a ver com o processo de impeachment de Dilma Rousseff.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) - Londrina

Negligência e/ou impunidade?
A ausência de ações preventivas contínuas por parte dos poderes públicos de Londrina tem afetado diretamente a vida, o sossego e a saúde de centenas de famílias londrinenses, principalmente aquelas residentes na Avenida Higienópolis entre as ruas Humaitá e Henrique dos Santos. Devido à negligência das autoridades na manutenção da ordem pública, os moradores da região têm sido privados do seu inviolável direito de dormir e descansar todos os finais de semana. As causas de tal perturbação se devem à atitude de alguns indivíduos que andam por essa avenida em altas horas da noite, acelerando seus veículos e motos ao bel-prazer e até mesmo fazendo rachas para chamar atenção. O que nos admira é que tais indivíduos parecem não sofrer nenhuma advertência por parte das autoridades responsáveis, uma vez que continuam cometendo as mesmas infrações. Para piorar e tornar insuportável a situação, determinados sujeitos estacionam seus carros próximos aos postos de combustíveis, deixando o som ligado em alturas absurdas, o qual se propaga em batidas sonoras infernais entre 23 horas e 5 horas. Esta cidade tem leis? A operosa e ordeira população dessa localidade tem feito diversos apelos, através de abaixo-assinados, às autoridades competentes como Polícia Militar, Polícia Civil, Promotoria do Meio Ambiente, e até agora nenhuma solução foi apresentada e os abusos continuam sem controle. Diante da atual conjuntura, estamos apelando ao prefeito Alexandre Kireeff para que, urgentemente, tome as providências cabíveis e com isto a ordem seja restabelecida, no mais amplo sentido do direito e da respeitabilidade.
MOYSÉS CARDEAL DA COSTA (advogado) - Londrina

Tristeza da classe média baixa
Desculpem amigos leitores, mas não pude conter o riso ao ler a notícia "Para André Vargas, Alphaville é ‘bairro de classe média baixa’" (Política, 16/10). Afinal, André é um "trabalhador", ligado ao "partido dos trabalhadores", portanto, se justifica morar com a classe média baixa. Como sou um pobre servidor público federal aposentado pelo Ministério da Saúde após 40 anos de serviço, mereço morar em um lugar que André deve considerar favela.
MARCO ANTONIO DA SILVA LAUTENSCHLAGER (dentista aposentado) - Londrina

Vamos adiantar os relógios
Não é o horário de verão que vai evitar um racionamento gigantesco ou evitar apagões. O horário de verão é um mero cosmético governamental para criação de índices positivos irreais. Não bastasse o sofrimento imposto pelo calor escaldante, ainda temos que aguentar, em cima disso, o famigerado horário que quase transforma noite em dia.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

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