O impacto dos reajustes da gasolina
O preço da gasolina fechou 2017 atormentando o consumidor brasileiro. O londrinense, por exemplo, terminou 2017 pagando, em média, R$ 4,141 pelo litro de gasolina, um preço quase 11% maior que o da primeira semana de 2017. Segundo o último Boletim Focus, do Banco Central, a variação equivale a quatro vezes o índice de inflação oficial (IPCA) projetado para o ano passado (2,78%). Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Já o valor médio do etanol, em dezembro, em Londrina, era apenas 2,6% maior que o do começo do ano. Os preços dos dois combustíveis dispararam mesmo a partir de julho. Nos últimos seis meses de 2017, o aumento foi de 20%. A forte alta se explica por dois fatores. Deve-se, em primeiro lugar, à nova política da Petrobras que deixa os preços flutuarem de acordo com os valores internacionais do petróleo. Em segundo, existe o fator tributação, pois o governo federal aumentou os impostos sobre a venda de combustíveis em julho do ano passado. E apesar de não ser definido pela estatal petrolífera, o preço do etanol mantém relação com o do combustível fóssil. E se o londrinense já considera alto o valor da gasolina e do etanol, tem gente ainda pagando mais. De uma lista de 86 municípios pesquisados na Região Sul pela ANP, o valor de Londrina no final de 2017 era o 55º maior. Por aqui, levam vantagem os moradores da Região Metropolitana de Curitiba, que ficam próximas à refinaria da Petrobras, localizada em Araucária. Entre os três Estados do Sul, o Paraná é intermediário. O paranaense paga menos do que gaúchos pela gasolina e mais do que os catarinenses. Com a nova política da Petrobras, os preços da gasolina e do diesel são alterados, às vezes, de um dia para outro, surpreendendo motoristas, que precisam ficar atentos aos preços de posto para posto e têm dificuldade para organizar as finanças. Planejar-se para esses aumentos constantes é o desafio do consumidor, que perceberá também em 2018 o impacto da flutuação frequente do preço do combustível no valor dos alimentos, já que as transportadoras repassam os custos para o produto final que chega nas prateleiras dos supermercados.





