O impacto de mais 37% no gasto do funcionalismo
O Governo Lula quer criar um novo imposto, anunciado para contemplar a saúde pública, ao tempo em que mantém tributos pesados (como os encargos sobre os salários, e outros tantos). Porque tudo o que entra é sempre pouco no entendimento governamental. Agora revela-se que de 2003 a 2008, portanto em sua administração, o gasto com o funcionalismo ativo aumentou 37%, pela elevação de 10% nos quadros. Nesse pocote estão 12% de aumento no número de cargos de confiança, cujas vagas podem ser ocupadas por indicação e têm salários mais altos.
As oposições afirmam que esse inchaço do quadro funcional não melhorou o serviço público, e as lideranças do Governo contra-argumentam que não houve empreguismo e sim expansão de serviços, destacando o setor educacional. A verdade é que tais aumentos causaram impacto nas contas públicas, com repercussão na atualidade e estendendo-se para o futuro. Isso cria um efeito paralelo e progressivo de gasto com equipamentos e material de expediente e tudo o que vem nessa corrente.
Os partidos contrários batem forte e afirmam que os resultados positivos foram pífios e que o Governo é licencioso quanto a esse aumento de pessoal e salarial. Os governos no geral sempre foram pródigos em despesas exageradas, porque não são geradores de dinheiro e, portanto, não sofrem as intempéries a que estão sujeitas as empresas e outras instituições privadas. Se faltam meios à administração pública para atendimento dos compromissos indispensáveis e das mordomias e descontroles basta-lhe aumentar alíquotas de impostos ou criar impostos novos, como se anuncia agora com a projetada ressuscitação da CPMF, que se aprovada virá com outro nome e tem de novo o carimbo de servir à causa saúde. Recorda-se que o bem intencionado ministro que criou a CPMF (Adib Jatene, da Saúde) esperava que toda a arrecadação fosse destinada à saúde pública, mas logo viu parte desse dinheiro ser desviada para outras finalidades. Não há porque acreditar agora que não aconteça o mesmo. É fabulosa a receita do Governo, por isso gastar é fácil onde existe bastante e onde o compromisso com obras e serviços não é levado muito a sério.
É forte o impacto dos 37% mais de 1/3 do que era 6 anos atrás, mas isso não figura nas preocupações governamentais. As promessas do petismo pela voz do grande chefe, antes de chegar ao poder, eram outras, mais viu-se que houve mais discurso do que realização e com muito esbanjamento de dinheiro e corrupção, que se espraiaram também pelos parlamentos.





