EDITORIAL -

O impacto da Covid-19 no mercado de trabalho


Folha de Londrina
Folha de Londrina

Uma pesquisa realizada pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) mostrou o estrago que a pandemia do novo coronavírus causou no emprego formal na Região Metropolitana de Londrina no mês de abril.

 

Só na cidade de Londrina, o estudo contou 3.517 postos de trabalho sacrificados em abril, quando foram gerados 2.290 empregos e demitidos 5.807 trabalhadores. 



 

No total, as cinco cidades (Londrina, Ibiporã, Cambé, Rolândia e Arapongas) ficaram com saldo negativo de 5.487 postos de trabalho, com 3.692 contratações e 9.179 desligamentos.

 

A pesquisa foi coordenada pelo economista, professor da UTFPR e colunista da FOLHA Marcos Rambalducci. Os detalhes são apresentados na edição desta quarta-feira (3) da FOLHA.

 

Segundo o estudo, Londrina foi o município com o pior resultado, mas Arapongas teve o pior desempenho em números relativos. A variação do emprego na cidade em relação ao mês anterior foi de -3,63%. Com saldo negativo de 952 empregos, o setor de indústria de Arapongas foi o que mais demitiu nesse período.

 

Os setores de Serviços e Comércio foram os mais afetados em Londrina, por terem maior participação no PIB (Produto Interno Bruto) da cidade. O coordenador da pesquisa acredita que até o final do ano o número de desempregados chegue a 10 mil em Londrina.

 

Entrevistado pela reportagem, o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Fernando Moraes, disse que já esperava pelo resultado de abril no setor de emprego. Mas quanto aos números de maio, Moraes espera que os resultados sejam melhores, levando em conta que comércio, serviços e indústrias começaram a retomar as atividades.

 

A crise tem origem em um ciclo que junta queda da demanda e do consumo, conforme disse Rambalducci.

 

É um problema global e as Nações Unidas falam que a crise da Covid-19 pode fazer desaparecer 190 milhões de empregos em todo o planeta. Economias desenvolvidas ou em desenvolvimento serão afetadas.

 

Os governos precisam agir rápido e com eficiência. A adoção de medidas urgentes e corretas vai fazer a diferença entre a superação e o fundo do poço.



 

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