O futuro do trabalhador
O dia 1º de maio, Dia do Trabalhador e não do Trabalho teve cenas emblemáticas. Como a imagem de milhares de pessoas que madrugaram muitas até passaram a noite na fila para tentar a tão sonhada vaga de emprego em uma feira realizada em um estádio de futebol do Rio de Janeiro. O Dia do Trabalhador é doloroso para quem procura um lugar no mercado de trabalho. São 13 milhões no Brasil.
O feriado é comemorado em muitos países e relembra o 1º de maio de 1886, quando na industrializada Chicago (Estados Unidos), milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, redução da jornada de 13 para oito horas diárias. É tradição que o trabalhador brasileiro e também do exterior comemore o seu dia com festas, manifestações, passeatas de protesto e atos de reivindicação e de conscientização.
Este ano, no Brasil, as atenções se voltaram para Curitiba, que concentrou as manifestações de sindicatos que aconteciam espalhadas em várias cidades. A capital paranaense gerou algumas imagens muito acessadas nesta terça-feira, a de milhares de pessoas de vários municípios em uma manifestação contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele está detido na superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril. Pelo Brasil afora, foram festas, shows, caminhadas, manifestações.
O 1º de Maio nasceu de um protesto 132 anos atrás e a tradição de sair às ruas continua. Mas nesse momento em que o mundo começa a viver o que os estudiosos chamam de quarta revolução industrial, o feriado precisa chamar para uma reflexão.
Qual o futuro do trabalho e como o trabalhador deve se adaptar aos novos tempos que já estão aí? Na edição desta terça-feira (1) a FOLHA trouxe reportagem com dados do Banco Mundial apontando que de 2015 a 2020, todos os países terão perdido 7,1 milhões de empregos formais. Enquanto cerca de 2 milhões serão criados no período.
A substituição pelos robôs de várias tarefas atualmente realizadas pelo homem será transformadora. Muitos dos empregos do futuro ainda nem existem. As consequências serão sentidas por todos, mas poderão ser positivas dependendo da capacidade do trabalhador de estar aberto a aprender sempre. Também dependerá da disposição dos governantes em propiciar um ambiente favorável ao desenvolvimento dessa habilidade desde os bancos escolares.





