Londrina perdeu o posto de quarto maior município do Sul do Brasil para Florianópolis, capital de Santa Catarina, segundo dados das Estimativas da População divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o órgão, Londrina chegou a 581.382 habitantes, registrando um crescimento de 0,70% na comparação com o ano passado. No mesmo período, Florianópolis registrou um salto de 1,93% e chegou a 587.486 habitantes.

Curitiba continua sendo a maior do Sul, com 1.830.795 habitantes em 2025, um crescimento de 0,09% em relação ao ano anterior. Porto Alegre, capital dos gaúchos, é a segunda da região, com 1.388.794 moradores, variação negativa de (-0,04%) e na sequência temos a catarinense Joinville, que em um ano ganhou quase 10 mil habitantes, um crescimento de 1,49%, chegando a 664.541 moradores.

Até meados dos anos 2000, Londrina reinava absoluta como o terceiro município mais populoso do Sul do País, sendo ultrapassada por Joinville e o seu forte movimento de industrialização. Os dados mais recentes do IBGE confirmam a consolidação de um movimento de migração em massa para os principais municípios catarinenses, como ficou evidente na capital e em outras cidades litorâneas do Estado vizinho, como Palhoça (3,3%) e São José (2%), que têm o turismo como um dos principais fatores para impulsionar o desenvolvimento.

Estudos de junho do IBGE já apresentavam Santa Catarina com o maior saldo migratório e a maior taxa líquida de migração em 2022. Entre 2017 e 2022, o Estado registrou um ganho populacional de 354 mil pessoas, uma contribuição de 4,66% à sua população total.

Em nível nacional, a população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025, o que representa crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.

De acordo com o IBGE, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor, desaceleração que já foi indicada pelo Censo 2022 e pelas projeções da população. De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.

Os dados divulgados pelo IBGE apontam para o futuro demográfico do país. Hoje, ainda avançamos, mas em número bem menor. E essa inflexão histórica, que deve levar o país a ter menos de 200 milhões de habitantes em 45 anos traz desafios importantes para a economia, a Previdência Social e políticas públicas.

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