O fechamento de atendimentos de saúde
Reclama explicação da esfera pertinente a informação de que está sendo fechado, em Londrina, o Centro Integrado de Doenças Infecciosas, e de que pode ter o mesmo fim o Centro de Referência ao Adolescente. Surpreendeu a informação de que a então chefe da instituição foi afastada da função depois de entrevista a este Jornal denunciando o sucateamento do serviço e solicitando providências. Aquele Centro era especializado em doenças como Aids, hanseníase, leishmaniose, malária e outras.
O serviço era municipal e funcionava no prédio do antigo Centro de Saúde do Estado, na área central, e que com a sua extinção a edificação será ocupada para setores administrativos, pela 17 Regional de Saúde. O que causou estranheza foi que o atendimento foi se extinguindo e o edifício passando por reformas, sem aviso prévio aos beneficiários e aos funcionários, alguns com 25 anos de serviço. Foi um desrespeito, deixando a indagação de como coisas como esta acontecem e por que as autoridades não fizeram nenhum esclarecimento público. Com isto a qualidade de atendimento cai, e a este fato soma-se o temor de que o mesmo irá acontecer com o Centro de Referência, que atende a adolescentes envolvidos com drogas, a casos de tentativa de suicídio, gravidez precoce e prevenção de doenças.
O Município diz que o atendimento ao adolescente está sendo descentralizado para os postos de saúde, mas a ex-gerente do outro Centro (extinto), Sueli Galhardi - que foi afastada da função por denunciar publicamente a queda de qualidade dos serviços - defende que o Centro de Referência deve ser mantido, por causa dos casos graves, que segundo ela os postos não dão conta. A unidade básica é a porta de entrada, por isso não pode ser dispensada - ela argumenta. Certo é que o abandono do atendimento, na área das doenças contagiosas, veio ocorrendo sem um anúncio público, e não se sabe o que aconteceu com os pacientes ali atendidos, esperando-se uma manifestação nesse sentido, para conhecer-se a verdade por inteiro.
Por ora valem os termos da denúncia e fica a idéia que os poderes públicos não devem explicações, e assim agem de forma ditatorial. Enquanto esclarecimentos não forem feitos, a opinião pública imaginará que os portadores das doenças e males citados sofreram perda em atendimento ou não estão sendo assistidos. Espera-se uma resposta dos setores pertinentes também sobre a informação, tornada pública, de que a chefe do Centro Integrado foi demitida por denunciar a seus superiores o sucateamento progressivo desses atendimentos.





