Ao mostrar os focos de devastação da Amazônia como fez sexta-feira a Rede Globo de televisão presta relevante serviço de advertência, mas em nenhum momento a reportagem fez menção à única instituição capaz de dar combate a essa destruição, que é o Exército Nacional, aí compreendidas as três Armas. Seria uma oportunidade para ouvir o presidente da República, o ministro da Defesa, os comandantes militares, de forma a despertar a consciência desses poderes para a responsabilidade que lhes cabe no processo. As Forças Armadas existem para a defesa das instituições e para atender aos chamamentos da segurança nacional, e a grande floresta é um dos itens fundamentais. Se o Brasil não vive problema de guerras, a causa da defesa da Amazônia é uma batalha interna que precisa ser travada, e a nação fixa seus olhares no Exército para essa missão. O arsenal armado compõe-se de 300 mil homens e todo o equipamento bélico necessário para uma permanente ação dessa natureza, mas será necessário um plano de comando, que deve emanar do Presidente. Porque o plano estratégico, este os núcleos de inteligência das Forças Armadas dominam, têm em seu contingente equipes altamente qualificadas e que já realizam trabalhos do gênero, quando convocadas. Certamente que os comandantes e o corpo-de-tropa se lançariam com grande ardor patriótico numa campanha dessas, que é a de defender a floresta dos invasores alienígenas; dos corruptos do governo que permitem o desmatamento; da extração de madeira para a conversão em pastagens e áreas agrícolas. Leis mais severas que as existentes deveriam ser discutidas e criadas, em carater de urgência, por via de projetos do próprio âmbito legislativo ou de Medidas Provisórias, para dar maior suporte a uma vigorosa operação armada em defesa do tão rico patrimônio. Se já se faz alto o brado de advertência dos ambientalistas e dos pesquisadores da biodiversidade amazônica, se os veículos de comunicação se empenham em tantas reportagens de alerta, é tempo de as autoridades darem atenção ao problema. E em caso dessa natureza, a parte operacional é tarefa das Forças Armadas, que estão aptas e prontas para uma missão de tamanha envergadura. Os avanços da devastação são alarmantes, como as imagens mostram, destacadamente as feitas via satélite e que já alertam o mundo inteiro. Talvez seja no exterior onde haja mais preocupação pela preservação da mata do que dentro do próprio Brasil por razões ecológicas e também por interesses de domínio, de parte sobretudo de potências como os Estados Unidos, capazes de tudo para ocupar zonas estatégicas do mundo. Uma ofensiva de defesa da Amazônia, deflagrada com grande intensidade pelo Exército brasileiro, levantaria o brio dos efetivos de combate e ganharia os aplausos da nação brasileira.

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