O exemplo paranaense na doação de sangue
Estado está acima da média nacional em índice de doadores cadastrados de sangue
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quinta-feira, 26 de junho de 2025
Estado está acima da média nacional em índice de doadores cadastrados de sangue
Folha de Londrina 
O Paraná se destaca em um cenário que significa desafio para muitos outros estados e municípios, o da doação de sangue. Segundo levantamento da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o Paraná tem 242.942 doadores de sangue cadastrados, o que representa 2,1% da população. O índice está acima da média nacional — que varia entre 1% e 1,8% — e dentro da faixa recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 1% a 3% da população.
Dezoito das 22 Regionais de Saúde do Paraná superam a média nacional de doadores (acima de 1,8%) e quatro estão dentro desse índice. Destaque para a 9ª Regional de Foz do Iguaçu (Oeste), cujo percentual chega a 4% da população. Em seguida estão a 13ª Regional de Cianorte (3,3%) e a 12ª de Umuarama (3%), ambas na região Noroeste. Entre 2% e 3%, se destacam outras 10 regionais, que juntas somam 113.193 doadores de sangue.
Um município do Sudoeste do Paraná chama a atenção. Trata-se de Bom Jesus do Sul, no Sudoeste, onde cerca de 5% da população de 3.980 habitantes participa ativamente das campanhas locais de doação de sangue, evidenciando o engajamento da comunidade. Bom Jesus do Sul é símbolo de uma cultura de solidariedade.
Certamente, o cenário paranaense é fruto de uma articulação bem-sucedida entre o poder público e a sociedade civil. A atuação do Hemepar — rede que coordena a coleta, processamento e distribuição de sangue no Estado — tem sido decisiva. Com 23 unidades e um sistema de distribuição que alcança 95,6% dos leitos do SUS no Paraná, a rede assegura que os hemocomponentes coletados cheguem a quem mais precisa.
A doação regular de sangue é um gesto simples, mas de enorme impacto. Cada doação pode beneficiar múltiplos pacientes, pois o sangue é fracionado em diferentes componentes utilizados em procedimentos diversos — de cirurgias a tratamentos oncológicos e doenças crônicas. Além disso, trata-se de um recurso insubstituível, cuja disponibilidade depende exclusivamente da disposição humana em doar.
Neste mês de junho acontece a campanha Junho Vermelho, que chama atenção para a importância de manter o fluxo contínuo de doações para garantir estoques seguros. A mobilização estadual em torno da campanha “Doe sangue, doe vida” é um passo importante nesse sentido, mas o verdadeiro desafio é a continuidade do engajamento ao longo do ano.
Que o exemplo de municípios como Bom Jesus do Sul inspire outras cidades e outras regiões do país a fortalecerem suas políticas de doação de sangue, lembrando sempre que salvar vidas é um dever coletivo.
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