É uma boa proposta a da reformulação da representatividade nas Câmaras Municipais e a diminuição de sua cota de verba, que hoje vai de 5 a 8% da receita líquida do município. Iniciativa do deputado federal Pompeo Mattos, do PDT do Rio Grande do Sul, a proposição visa reequiparar o número de vereadores com o de habitantes de cada município e também refazer os cálculos (para menos) do porcentual do dinheiro destinado às Câmaras. No caso do Paraná, haveria 250 vereadores a mais, porém uma queda no volume de verba legislativa. A proporcionalidade é uma sábia fórmula, mas se o projeto do parlamentar gaúcho é de uma emenda constitucional, oportuno seria propor também a diminuição do quociente de vereadores, para que, ao final das contas, resultasse em menos gente lotando as Câmaras Municipais, tanto em vereadores quanto em serviçais. Se a proposição diminui o número de vereadores nos municípios menores e também em alguns grandes (seguindo o indicativo da proporcionalidade populacional), a idéia ganharia mais abrangência se os índices fossem também alterados em seus denominadores de modo a que houvesse menos proporção de vereadores para cada total de habitantes. Ao invés de, supostamente, 5 vereadores para cada ‘‘x’’ número de cidadãos, cortar para 3 ou 2, e assim a lei da proporção seria mantida mas com menos representantes. Os gastos púlicos seriam grandemente diminuídos e haveria – ao que muitos analistas acreditam – uma melhoria do desempenho parlamentar. Uma solução inteligente seria acasalar o projeto de Pompeo com o movimento ora iniciado pela Associação Comercial do Paraná, que visa diminuir o número de membros da Câmara Federal. Pelos números da entidade, 180 deputados seriam suficientes. Como o deputado e a Associação ocupam-se de parlamentos distintos, o projeto de mudança poderia fundir-se e envolver Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas, Câmara Federal e Senado. Com redução dos quadros parlamentares, modificações na proporcionalidade e diminuição do porcentual de verbas, seriam formados quadros legislativos mais econômicos, mais enxutos, mais fáceis de policiar, mais favorecedores de expurgar aventureiros e mais produtivos – porque gente demais atrapalha. E não só quanto ao corpo parlamentar mas de toda a estrutura pertinente. Encontrar um denominador comum entre as duas propostas seria o ideal e diminuiria o custo Brasil. Só com a economia estrutural das casas legislativas brasileiras seria possível dar moradia a milhões de cidadãos que vivem nos cortiços. É preciso sempre dizer que o que importa é qualidade e não quantidade de parlamentares trombando uns nos outros e a custo tão alto para o sacrificado bolso dos brasileiros.

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