Imagine uma pista dupla, bem pavimentada, sem limite de velocidade e sem curvas. Imagine um piloto ávido ao volante de um veículo potente. Associe esta linguagem figurada ao potencial de consumo brasileiro. A avidez do piloto, as boas condições da estrada, um público ansioso. Ao governo só resta autorizar a largada. Essa autorização passa pela retirada de um peso estúpido que vai atrapalhar tudo. Seu nome: imposto. Excesso de impostos.
  O espetáculo do consumo (que faz a alegria das pessoas porque compram mais; que movimenta o comércio e gera empregos; que impacta positivamente na indústria porque a demanda aumenta; que recolhe mais impostos) é um espetáculo indescritível. Carrinhos de compra lotados no supermercado do bairro são uma dádiva porque mostram comida na mesa do povo simples.
  O governo teve prova disso quando reduziu a alíquota do IPI dos utensílios e dos carros. Não abriu mão, apenas reduziu sua voracidade. A indústria de carro é um colosso na geração de empregos. A redução do imposto é compensada pelo aumento no volume de transações.
  A produção de veículos, em março, bateu o recorde da série histórica, com a fabricação de 330.980 unidades. São automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. A maior marca até então foi de 318,4 mil. O aumento dos números não mostra tudo. O efeito disso é a riqueza distribuída de ponta a ponta.
  Se o número de empregados nas montadoras somou, ao final do mês passado, 127.764 trabalhadores, quantidade superior à registrada em fevereiro (126.791) o aumentou repercutiu em outro setor. Exemplo? O emplacamento de veículos cresceu 17,9% no primeiro trimestre. Com certeza foi necessário contratar mais mão de obra intermediária. Emplacamento é apenas um exemplo esquecido.
  Mas a melhoria dos indicadores (por conta da redução do IPI) não para neste ponto. Segundo estudiosos, se a redução fosse mantida, a distribuição de riquezas chegaria ao fator segurança: menos desempregados, menos problemas sociais, mais gente na escola e menos violência nas ruas. Precisa mais? Precisa. É preciso reduzir o tamanho do Estado, para que o governo não tenha que abocanhar o riqueza da produção que faz a alegria do povo.

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