O Enem na Unioeste
Como pressuposto indispensável para o desenvolvimento do ensino superior, a liberdade acadêmica e a autonomia universitária estão pari passu na busca de uma sociedade mais democrática, onde o acesso a uma universidade pública, gratuita e de qualidade seja para todos.
Nesse sentido, o processo seletivo de ingresso na universidade vem buscando alternativas aos meios tradicionais de vestibular, apoiados pela Nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que, numa expressão positiva, considera a avaliação como uma ferramenta estratégica para orientar as políticas de educação.
A ampla liberdade de escolha de critérios de avaliação, para a seleção de candidatos ao ingresso no ensino superior, tornou-se prerrogativa de cada universidade pública ou privada, podendo utilizar-se desde entrevistas com candidatos, classificação pelo acúmulo das notas das séries do ensino médio, prova de conhecimentos gerais (objetiva e/ou dissertativa), uso exclusivo ou parcial da nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), e outros.
Aqui, na Unioeste, o modelo tradicional de seleção de candidatos está passando por uma transição rumo à inovação, que primará por critérios mais justos e democráticos de ingresso ao nosso ensino de graduação.
O primeiro passo para maiores mudanças será demonstrado no Vestibular Participativo 2001 (3, 4 e 5 de dezembro de 2000), ao qual selecionará o candidato com maior conhecimento, assegurado pelas duas possibilidades de escolha de cursos, independente da área do conhecimento, câmpus em que é ofertado ou turno de funcionamento. Aprovado em dois cursos, o futuro acadêmico da Unioeste poderá matricular-se em um deles.
Buscando ampliar possibilidades de ingresso de alunos das escolas públicas, o Vestibular Participativo 2002 estará utilizando, como parte do seu escore seletivo, a nota da prova objetiva do Enem.
Afinado com a interdisciplinaridade e a contextualização, o Enem é uma alternativa ao processo elitista de acesso ao ensino superior pois, primando por habilidades e competências e não conhecimentos especializados, ele fornece ao participante subsídios para a sua auto-avaliação, além de sua eficácia democratizante.
Desde que foi implantado o Enem, em 1998, tem crescido o número de universidades que o incorporam ao sistema de avaliação, instituindo-se como referência de avaliação, inclusive como critério de contratação de algumas empresas.
Através do Enem, pretendemos estabelecer um diálogo constante com o ensino médio, debatendo formas interativas que permitam aperfeiçoarmos os padrões de qualidade de ensino praticados na abrangência geográfica regional, circunscrita pela Unioeste. E, principalmente, ampliarmos as possibilidades de acesso de alunos egressos de escolas públicas, buscando garantir com isso um ensino público, gratuito e de qualidade para todos.
- EDSON BELO CLEMENTE DE SOUZA é pró-reitor de Graduação da Unioeste em Cascavel





