O empreendedorismo que não cessa
Há um Brasil que suplanta e sufoca o negativismo que emana dos escândalos da corrupção governamental, e este é o dos empreendedores privados, que ousam, apesar das correntes pouco estimuladoras geradas pelas crises políticas. Notícia de ontem deste jornal traz a revelação de que tradicional área central de Londrina que nos tempos pioneiros sediou os primeiros acampamentos e depois uma grande empresa de negócios de café e algodão acaba de ser adquirida por um grupo empresarial com o fim de destiná-la a empreendimentos diversos, ainda não definidos. Isto demonstra, também, que há um incessar do ímpeto expansionista que marcou a saga dos desbravadores, nesta cidade hoje sede de região metropolitana que surpreende pelos seus contínuos avanços. Natural que não se pode perder de vista os desafios de ordem socioeconômica, que exigem vigilância constante dos poderes públicos e da comunidade local e microrregional e que devem ser resolvidos de imediato, mas despertam entusiasmo notícias boas como esta do vislumbre de novos negócios, geradores de mais riqueza. E não será por caminho melhor do que uma boa estrutura empresarial que se proporcionará giro de capitais, empregos, geração de impostos, dessa forma movendo a roda do desenvolvimento. Certo é que a pobreza não evoluirá de si mesma para melhor padrão se a implantação de sistemas geradores de riqueza não for estimulada. Tem-se dito que, apesar dos maus governos, há um Brasil que anda, e este é o da iniciativa particular, que pela orfandade dos estímulos governamentais em forma de melhores leis e menos carga tributária vai criando e descobrindo fórmulas de vencer obstáculos. Um olhar mais atento dos cidadãos com razão indignados, ante as vergonhas que emergem dos centros do poder, mais os tantos serviços públicos sucateados perceberá que há, paralelamente, um constante crescimento estrutural alavancado pela iniciativa particular e que vai criando pilares de desenvolvimento econômico e social. O novo negócio que desponta em Londrina é uma dessas amostras, e incentiva os ideais de empreendedorismo, às vezes adormecidos mas latentes. Isto remete também para a responsabilidade dos poderes públicos municipais, que devem ser facilitadores de toda nova empresa sadia e não poluidora que deseje instalar-se, nas respectivas comunas. Porque só por esses meios se combaterá o problema do desemprego e suas mazelas consequentes.





