O senhor Presidente da República ameaçou um jornalista do jornal O Globo, quando questionado sobre depósitos que Fabrício Queiroz e sua companheira fizeram na conta da primeira dama, Michele Bolsonaro. O crime se resumiu em ameaça de socar a boca do jornalista, cena gravada e perante várias testemunhas. De fato, o ataque caracterizou um crime previsto no Código Penal.

Ao invés de agredir jornalistas, o Presidente deve esclarecer aos seus eleitores sobre fatos envolvendo a filha do Fabrício Queiroz, Natália, que era funcionária fantasma em seu gabinete na Câmara Federal, a despeito de que nunca esteve em Brasília e, além disso, devolvia quase todo o salário a seu pai. A que fim tomava tal atitude? E também deve elucidar sobre os depósitos na conta de sua esposa ou isto e outras são igual batom na cueca: não têm justificativa.

Não se deve esquecer que o Presidente convidou o Doutor Moro para combater a corrupção, no entanto, o ministro estava atrapalhando a realização das vontades presidenciais, especialmente a proteção de amigos e familiares como, por exemplo, blindar o filho que se elegeu senador. O filho senador, por sua vez, dando vazão ao que há de pior, é suspeito de roubar descaradamente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, praticando peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, que os incautos chamam de “rachadinha”. Esse indivíduo nunca apresentou prova de sua inocência, somente tentativas de anular o processo que responde. Há mais o que dizer, ladrão que rouba tostão é igual àquele que rouba milhão.

Sinto-me frustrado como eleitor. Que papelão, hein senhor presidente! Além da grosseria, um autêntico estelionato eleitoral.

Roberto Antonio de Carvalho (aposentado) - Londrina

mockup