O drama de quem precisa viajar
Rodoviárias de municípios da região de Londrina em situações precárias e o aeroporto da cidade fechado durante 67 horas no prazo de uma semana. Nos últimos dias, as dificuldades de transporte protagonizaram cenas inacreditáveis. No Aeroporto José Richa, o mau tempo foi novamente o vilão, causando prejuízo para quem precisava viajar a trabalho e trazendo aborrecimento para turistas. O fechamento do aeroporto de Londrina para pousos e decolagens, por condições climáticas, é um problema histórico e há muito tempo lideranças da cidade cobram a instalação do ILS, um equipamento de navegação de precisão que ajudaria a evitar a suspensão dos voos em dias de mau tempo. Essa interrupção no serviço não deveria ser vista como a coisa mais normal do mundo porque choveu mais do que o previsto. Muita gente nem se arrisca e quando sabe que precisa estar em determinada localidade para um compromisso importante, ou viaja de avião com antecedência, ou segue de carro ou de ônibus. Foi o que fez a equipe do Londrina Esporte Clube (LEC), seguindo de ônibus para São Paulo e de lá pegando um voo para Fortaleza, onde jogou contra o Ceará. Os fechamentos do aeroporto são tão corriqueiros que as empresas de turismo nem aconselham a realização de eventos na cidade durante o inverno.
Há descaso também com os usuários de rodoviárias. A reportagem da Folha de Londrina percorreu terminais de passageiros de cinco municípios do Norte do Estado e muitos problemas foram constatados. Banheiros sem condição de uso, falta de iluminação e ausência de policiamento, além de buracos nas vias de acesso. As prefeituras e as empresas que administram os terminais rodoviários e aéreos precisam olhar com mais atenção para os espaços que funcionam como porta de entrada das cidades. Investir na infraestrutura e na qualidade desses serviços não é um luxo. É respeito com o cidadão.





