O doce alento representado pela Páscoa
Se as tradições precisam ser rememoradas com reverência, este Domingo da Páscoa deve servir também de redespertamento da consciência dos homens para o momento presente e para a busca de mais estreita fraternidade. Cada qual que busque em si o renascer, a passagem do obscurantismo das paixões mundanas para o exercício da solidariedade humana e do amor incondicional, que deve presidir todos os momentos. Este dia tão importante do cristianismo deve ser não apenas de celebração de um sublime acontecimento o da ressurreição do iluminado espírito de Jesus para as elevadas esferas celestiais de onde viera mas também de reflexão sobre a responsabilidade que pesa sobre cada um nesta vivência terrena. Amai-vos uns aos outros, foram ensinamentos do Mestre, com o sentido da tolerância, da não-agressão, do amálgama do amor universal que espiritualmente une a todos e os faz iguais. Da escravidão para a liberdade, como foi o sentido da Pessach, que libertou os israelenses do jugo do Faraó, da morte carnal de Jesus para o renascimento no espírito, da escuridão da humanidade para o vislumbre da luz. A Páscoa deve ter o sentido da ressurreição de cada indivíduo, da elevação dos sentimentos, do deixar-se embalar pela poderosa atração do amor do divino rabí. Glorificar este momento de união universal em torno da beleza dos ritos que, pela comunhão dos corações de todas as gentes, tanta luminosidade atrai para a Terra mas celebrar também o dom da vida, que foi concedido por dádiva aos homens e celebrar a oportunidade que é dada para a prática de boas obras e do perdão. A Páscoa abre imensos portais para o caminho da ascensão e permite o robustecimento da fé e a vitória do espírito. Uma poderosa força emana do festival da Páscoa, porque unifica cristãos e não-cristãos de todo o Planeta num círculo de reverência a acontecimentos do passado, de tão grande significado, mas os une também em propósitos novos, que em dia tão especial como o de hoje são de glorificação. O mundo ganha mais claridade neste Domingo da Páscoa, pelo cessar das hostilidades, pelo afrouxamento de tensões, pelo fervor das preces e pela emanação mais elevada de sentimentos. O sentido maior da Páscoa é a vitória da vida sobre a morte carnal e a sagração da eternidade, que contempla todos os homens e robustece a certeza de um renascer o doce alento que alimenta a alma da humanidade e lhe permite suportar a missão da árdua caminhada terrena.





